<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358</id><updated>2012-01-09T10:56:11.549-02:00</updated><category term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Feitor</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-7707819701173696748</id><published>2012-01-05T11:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-05T11:36:20.399-02:00</updated><title type='text'>Voltando?</title><content type='html'>Saudações à todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fazendo uma releitura para estudar a possibilidade de dar continuidade à Jazebel.&lt;br /&gt;Aceito colaboração. Preciso de revisor e ilustrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém se habilita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Szir GanoN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-7707819701173696748?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/7707819701173696748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2012/01/voltando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/7707819701173696748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/7707819701173696748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2012/01/voltando.html' title='Voltando?'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-6716960443816156245</id><published>2010-04-16T00:01:00.010-03:00</published><updated>2011-02-18T15:15:23.256-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 009]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 009]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Jezebel, jogada, desfeita. Era uma poesia parnasiana nas mãos de um concretista. Algo quase surreal. Tudo para dar errado, por isso, vinha dando tão certo.&lt;br /&gt;O mundo rodava em uma órbita sem igual, nunca antes sentida.&lt;br /&gt;Ela, uma apaixonada por flamenco, só conseguia lembrar de Carlos Saura e sua mais famosa película de Peteneras. Um canto triste, melancólico embasado em complexa forma poética.&lt;br /&gt;Carlos dizia: Sentenciado estou à morte se me vêem falar contigo. &lt;br /&gt;&lt;object height="525" width="660"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BWhBGE_oKXE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BWhBGE_oKXE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="660" height="525"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Após breve sono – e ela não entendia como dormia tão fácil e profundamente ali – ela desperta com o cheiro de comida.&lt;br /&gt;Não havia visto, mas à sua frente estavam: &lt;br /&gt;1. Duas vasilhas, uma de cão e outra de gato, repletas de alimento.&lt;br /&gt;2. Um punhado de corda.&lt;br /&gt;3. Uma navalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jezebel não soube o que pensar. Olhou para todos os lados e nada de Dom Demétrius. Nenhum barulho, movimento de som. O silêncio gritava tão forte que era possível ouvir as intensas ondas cerebrais batendo na praia da insegurança, convidando um surfista viciado, o medo, a tubar em seu meio ou manobrar em sua crista.&lt;br /&gt;A comida era bonita, aspecto saudável, cores deliciosas, cheiros impagáveis e arrumação de bistrô francês. Um prato alternativo.&lt;br /&gt;O tempo passou para aquela mulher. As vasilhas não se mexeram, a corda não serpenteou seu corpo e a navalha não abriu uma boca para sorrir e lhe dizer “oi!” qual as criancinhas do comercial da operadora de celular.&lt;br /&gt;O medo era maior que a fome, que era maior que a razão.&lt;br /&gt;Olhava para a comida ainda quente e o desejo era de experimentar. Mas e aí? E se comer significasse ter que usar a corda e aceitar o corte da navalha?&lt;br /&gt;Tantos couros de pele pendurados... Será que foi assim que os conseguiu? Será que as peixas morriam pela boca e não pela fome de sexo?&lt;br /&gt;Jezebel era só pensamento. Sua face estava vermelha, seus olhos rodavam freneticamente no globo ocular, sua pele clareava, escurecia, clareava, fumegava.&lt;br /&gt;Ninguém? Sozinha? Um jogo de abandono?&lt;br /&gt;Sua mente começara outro motim. O intuito era sabotar a submissão que comandava o barco e sair em exploração. O quadrado onde estava era uma ilha, logo depois o mar de suas vontades e mais adiante o continente pronto a ser tomado, explorado e assumido. Ela não ousaria. Não tinha disponibilidade para tanto.&lt;br /&gt;A fome foi ativada com o cheiro da comida.&lt;br /&gt;A fome foi ativada com a cor da comida.&lt;br /&gt;A comida foi ativadora na fome de Jezebel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, a mente desesperou e nada aconteceu. Nada.&lt;br /&gt;Dom Demétrius não apareceu, não apareceu música em som, vento em esperança, vultos em confabulação. Nada.&lt;br /&gt;Ela queria. Sim, Jezebel não suportava a solidão. Ainda mais de estar vazia como estava.&lt;br /&gt;A comida esfriou e qual um cão treinado não a comeu. Comida só das mãos diretas do Dono e Senhor de si.&lt;br /&gt;A corda era de juta, a navalha, antiga, era de fio preciso. Apurado. Daquelas que ainda usam tira de couro para amolar. A tira estava junto, era acessório na embalagem.&lt;br /&gt;20 metros? Não dava para saber quanto de corda havia ali.&lt;br /&gt;Um cheiro! Jezebel sentia o cheiro do perfume Daquele homem. Enfim, Ele chegara! Qual um cão farejando seu Dono, ela o percebeu. Se arrumou, ajeitou-se no chão, ajeitou a roupa que não tinha, os cabelos que ali estavam e orgulhava-se por não ter comido nada, mexido em nada. Estava feliz. O rabo mexia freneticamente. Era incontrolável. Se a dois segundos atrás ela queria matá-Lo, agora bastava seu perfume para querer amá-Lo.&lt;br /&gt;A posição escolhida foi de joelhos, testa no chão, sola dos pés para cima, mãos com as palmas para cima, humor em riste, esperança acima de tudo, todo o mundo para cima, acima, em riste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;cheiro fica mais forte. O rabo abana mais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;tempo é de quem tem o tempo, oh senhor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;T&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;empero agridoce&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;staca de madeira seca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;M&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;ulher nas luas das luas que vem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;P&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;ossibilidades vociferantes, vorazes &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;nde tudo é nada, nada o é. Tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, a posição incomodou, Jezebel esperou. O perfume ficou tão forte que Ele parecia estar à sua frente, mas ao levantar a cabeça nada via. Não O via. Sentir era viável, ver impossível.&lt;br /&gt;Jezebel, pela primeira vez chorou sentida. Chorou com a verdade das lágrimas que lhe banhavam os seios. Os dois.&lt;br /&gt;Sua pele aquecia e esfriava, seus olhos enchiam e esvaziavam. Seu mente não perdôou nada.&lt;br /&gt;Quem era Ele para brincar assim com ela?&lt;br /&gt;A vontade foi de gritar, quebrar tudo, extravasar.&lt;br /&gt;Não. A vontade foi de ir embora sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Não. A vontade foi de não ter vontade alguma. No fundo toda aquela mescla de tudo e nada, tempo e espaço a burilava os sentires. Um liquidificador onde as matérias primas perdem-se em valores. Partículas do que foi, disponibilidades, nem sempre sabidas, do que será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jezebel não sabia o que fazer. Não fazia nada. Queria fazer tudo.&lt;br /&gt;O jogo não era mais Dele.&lt;br /&gt;O jogo não era mais dela.&lt;br /&gt;Então de quem era o jogo, afinal?&lt;br /&gt;Do tempo, senhores.&lt;br /&gt;Só o tempo jogava. Só o tempo administrava os desejos e as vontades.&lt;br /&gt;Só o Tempo expurgava as verdades inflamadas em cada um.&lt;br /&gt;Tanto Dom Demétrius quanto Jezebel estavam a mercê do tempo. O senhor de tudo.&lt;br /&gt;Fosse perdido o tempo, não haveria tempo que compensasse.&lt;br /&gt;O choro ia alto quando Jezebel ouviu passos. Calou.&lt;br /&gt;De um salto olhou. Nada viu. Agora o Tempo passará a batuta para o Nada?&lt;br /&gt;Mais passos. Mais fortes. Mais rápidos. Mais perto. Mais perto. Mais perto.&lt;br /&gt;Seu coração acelerou, seus olhos sintonizaram a pouca luz do ambiente, seu peito se abriu. Ela acreditou.&lt;br /&gt;Numa dobradinha digna de craques de um futebol já esquecido, Tempo e Nada organizavam tudo. Jezebel não sabia se era bola, jogador, goleiro ou trave. Árbitro ela não teria condições de ser. Não queria ser. Naquela situação, não saberia ser.&lt;br /&gt;Jezebel chegou a um ponto - Tempo! – em que não sabia o que pensar.&lt;br /&gt;Jezebel cegou a um pingo – Tento! – em que não sabia o que pesar.&lt;br /&gt;Jezebel chegou a um passo - Tango! – em que não sabia onde pisar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Demétrius, onde estaria, afinal?&lt;br /&gt;Seria Ele o controlador de tudo aquilo?&lt;br /&gt;Teria, Ele, o controle até mesmo do Tempo e do Nada? Jezebel deu-lhe força para tanto? Sua força chegara a esse complexo tango de valores, passos e porturas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jezebel tinha a sensação de estar constantemente vigiada. Será que, de alguma forma, Ele a via?&lt;br /&gt;Onde estava Aquele homem? O tempo estava correto? Ou será que a demora fazia com que todo o tempo se perdesse em nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio era tamanho que dali seria possível ouvir o cair de uma agulha no Tibet.&lt;br /&gt;O silêncio era tamanco de gueixa, balde de lavadeira, instrumento de percursionista. Você sabe exatamente o que é, mas nunca arrisca um palpite. Seria arriscado demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi. O Silêncio era o terceiro jogador naquela seara. Um mercador astuto que aparecia justamente na hora de fechar negócio.&lt;br /&gt;O mundo estava mudo ou ela perdera o sentido da audição?&lt;br /&gt;A fome não existia, os sentidos persistiam, as vontades iam e vinham, mas Dom Demétrius não aparecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jezebel levantou-se. De pé.&lt;br /&gt;- Quem mandou que levantasse, submissa?&lt;br /&gt;Ela tomou um susto ao ver que Ele estava atrás dela. Camuflado na parede. Esteve ali por todo o Tempo? Mas como, se ela não ouvira sua respiração? Seguramente se Ele estivesse ali por todo o tempo, ela teria ouvido os batimentos de seu coração. Se bem que um homem como aquele não devia ter coração.&lt;br /&gt;- Senhor.&lt;br /&gt;Ela mesclava felicidade, espanto e mais nada. Seu tempo chegou. Acabara a dor. Um alívio instalou-se em seu peito, um peito abriu-se para o alívio que instalava-se. O Nada gritava que não queria sair do jogo. Ela o sentia também.&lt;br /&gt;Agora Tempo e Nada voltavam a normalidade. Mas que normalidade!? Jezebel estava sob o dominio Daquele homem por somente um dia, uma noite e, agora, meio dia. Isso é tempo? Tempo suficiente para ter padrão? Quem é o Tempo? Quem é o Nada? E o Silêncio? Quem são esses cavaleiros, senhores?&lt;br /&gt;Jezebel O olhou, fitou nos olhos daquele homem que a cada segundo a arrebatava mais.&lt;br /&gt;- Jezebel, oras... Você não comeu, cão. Exclamou Ele em tom irônico, afinal ficara feliz pelo adestramento indireto ter funcionado.&lt;br /&gt;Ela respondeu com um abaixar de cabeça, com um olhar perdido, com a cabeça nas nuvens e o coração em prantos. Ele estava ali. Ele!&lt;br /&gt;Dom Demétrius a olhava, olhava para as vasilhas, olhava para a corda, para a navalha. Olhava para Jezebel.&lt;br /&gt;O que via?&lt;br /&gt;O que viria?&lt;br /&gt;O que seria?&lt;br /&gt;Qual o jogo agora? Qual?&lt;br /&gt;Tempo? Nada? Silêncio?&lt;br /&gt;O que viria? Espaço? Tudo? Sons?&lt;br /&gt;Jezebel olhava para o chão, para Dom Demétrius, para seus pés. Para si.&lt;br /&gt;- Uma pena não ter comido enquanto não estava quente, Jezebel. Talvez queira algo mais animal, mais você, não, cão?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S8XSSpSjJnI/AAAAAAAAASM/x2N3ObAPCr4/s1600/11_11_2007_0331787001194806713_robert_jaso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S8XSSpSjJnI/AAAAAAAAASM/x2N3ObAPCr4/s320/11_11_2007_0331787001194806713_robert_jaso.jpg" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ela abaixa a cabeça, Ele continua com sua voz tranqüila, seu ritmo quase valsa, seu timbre quase tango.&lt;br /&gt;Ela O ouve. Num ritmo luz, numa cadência relâmpago, “Allegro ma non troppo”&lt;br /&gt;É, aquela partitura era difícil de executar, incomum de tudo que já havia visto, vivenciado, possibilitado.&lt;br /&gt;Jezebel, era um misto de encantamento, dor e sentir.&lt;br /&gt;Jezebel, era um misto quente que, se frio, não teria o mesmo sabor. Como um calor pode fazer tanta diferença?&lt;br /&gt;Explicitamente, Dom Demétrius era o maestro de todo aquele sentir. Com uma batuta fina, quase invisível, Ele orquestrava de forma magistral. Ele controlava até os pensamentos daquela mulher que sempre, ao ler sobre a ditadura, dizia que, naquela época mataria uns mil. A sua frente tinha somente um e ela era incapaz de mover músculo sem a ordem direta Dele.&lt;br /&gt;Um concerto! &lt;br /&gt;Bom para público, para músicos, para Jezebel.&lt;br /&gt;- Vamos seguir, Jezebel!&lt;br /&gt;Ele lavanta a voz, anima o som e preenche o ar com uma luz diferente.&lt;br /&gt;Pega a corda, pede que Jezebel&amp;nbsp;O acompanhe para uma outra parte do salão. Ela O segue. Não deram mais que uns dez passos para chegar a um quadrado vasto, de desenho místico no chão e espaço suficiente para um transar de mãos, corpo, corda e o nascimento de um shibari.&lt;br /&gt;Shibari, aliás, era o grande tesão de Jezebel. Nunca o recebera, sempre sonhou com ele. Era sabido que o Shibari de Dom Demétrius era artístico, bem trabalhado e repleto de misticismo.&lt;br /&gt;Ela queria aquele momento, seu coração se alegrou. O Nada fora definitivamente expulso de cena. A Emoção fora convidada de honra (e glória!).&lt;br /&gt;Agora sabia que as vasilhas eram para serem consumidas, a corda para o shibari, mas e a navalha?&lt;br /&gt;Ela não pensou mais nisso quando Ele lhe ofertou uma venda e, gentilmente, pediu que a colocasse. O fez.&lt;br /&gt;- A partir de agora perde um dos seus sentidos mais ilusórios, Jezebel. A visão é uma menina rebelde que insiste em manipular quem a vê. Ela é como uma luz que cega a uns e faz ver a outros.&lt;br /&gt;O grande segredo é a permissão que cada um&amp;nbsp;se franqueia e o quanto aciona os outros sentidos.&lt;br /&gt;Se permita ouvir mais, sentir mais, cheirar mais. Tatear com o corpo.&lt;br /&gt;A falta de olhar&amp;nbsp;lhe fará perceber os muitos ritmos, ritos e cores das músicas do mundo, Jezebel.&lt;br /&gt;Não é a falta de olhar que lhe fará não ver, mulher.&lt;br /&gt;A venda, em verdade, foi um carinho. Jezebel sonhou tanto com aquele momento que ter os olhos vivos faria com que o coração puxasse a morte em batimentos freneticamente descolorados.&lt;br /&gt;Seu corpo suou quando a juta lhe pesou no pescoço para o primeiro passe.&lt;br /&gt;Uma puxada, um aperto, mais uma passada.&lt;br /&gt;Jezebel achou que iria desmaiar.&lt;br /&gt;Não se sabe o porque, mas Dom Demétrius apenas disse:&lt;br /&gt;- Dance, jezebel. Dance com a corda, mulher.&lt;br /&gt;Ela dançou, senhores&lt;br /&gt;&lt;object height="505" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BdDD9JX-Tyg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BdDD9JX-Tyg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="505"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenham dúvidas. Para ver o Shibari na íntegra, acessem o video acima. Ele mostra, com riquezas de detalhes toda a sessão de shibari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;br /&gt;(Volto para ilustrar e revisar durante a semana)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-6716960443816156245?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/6716960443816156245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/04/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6716960443816156245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6716960443816156245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/04/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 009]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S8XSSpSjJnI/AAAAAAAAASM/x2N3ObAPCr4/s72-c/11_11_2007_0331787001194806713_robert_jaso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-2015304167537765427</id><published>2010-03-12T16:55:00.008-03:00</published><updated>2010-03-15T17:55:47.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 008]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 008]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rAPJYNWsI/AAAAAAAAAQA/5S6IdXDQuRU/s1600-h/6Yamel%2520Photography.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rAPJYNWsI/AAAAAAAAAQA/5S6IdXDQuRU/s320/6Yamel%2520Photography.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A mesa era plena. Algo que, no nordeste brasileiro, chamariam de “pequeno almoço”.&lt;br /&gt;Jezebel estava incomodada, Dom Demétrius não parava de olhá-la. Seus seios eram belos para sua idade, firmes, bem desenhados, de auréolas definidas, mamilos pontiagudos, convidativos. Tão róseos quanto um final de tarde com pôr do sol de luz redondamente avermelhada em amarelo tingindo azul. Aberto e vivo.&lt;br /&gt;Dom levanta-se com uma pequena caixa na mão. Ela já estava ali quando chegaram, mas como muitas coisas naquela mesa, não fora notada.&lt;br /&gt;Ao chegar a frente de Jezebel, a abre e deixa escorrer várias agulhas. De todos os tipos e tamanho. O apetite de Jezebel escorre diante da visão. Ela tinha verdadeiro pavor de agulhas. O medo era tamanho que chegava a tomar calmantes para fazer um&amp;nbsp;simples exame de sangue. Sim. Fazia os exames dormindo. Isso saia mais barato que suar frio diante da possibilidade de se ver invadida por aquele objeto práteo-perfuro-agoniante.&lt;br /&gt;Seu corpo tremeu, o coração disparou de uma forma tão violenta que a vida teve ímpetos de sair de si. &lt;br /&gt;- Rápido! Vamos todos! Corram! &lt;br /&gt;Alguém gritava&amp;nbsp;dentro de si para todos os outros orgãos. &lt;br /&gt;A cor da pele (sempre muito bem colorada devido aos bons tratos) foi a primeira a pular ao mar. Escorreu.&lt;br /&gt;Sua cabeça perdeu os cabelos, que&amp;nbsp;deixou agulhas no lugar. Eram pontadas intensas, vivas, sem a menor noção de ritmo. Cabelos e pele são amigos. Tinham que ir juntos. Escorreram.&lt;br /&gt;Os ombros ainda tentaram fazer a proteção das couraças, curvaram de encontro, um ao outro, caíram com o peso da chegada, e expansão, do exército do medo.&lt;br /&gt;Marcha de mais de mil homens. Pressão, barulho cadenciado, olhares fixos, mas perdidos no salão de dança onde valsam os menos enebriados. &lt;br /&gt;- Morte! Vamos para a morte! Era o coro daquele batalhão invisivelmente visível.&lt;br /&gt;- Soldado do medo onde vaaaai você?! &lt;br /&gt;Gritava, cantando, o vibrador sargento.&lt;br /&gt;- Eu vou mataaaaar ou vou morrer! &lt;br /&gt;Respondiam em coro forte, único e sob a percussão do coração.&lt;br /&gt;A terra tremia abaixo de Jezebel. &lt;br /&gt;A terra temia,&amp;nbsp;&amp;nbsp;à baixo&amp;nbsp;Jezebel!&lt;br /&gt;Dom Demétrius não precisou fazer absolutamente nada. Só deixou as agulhas caírem na mesa.&amp;nbsp;À frente dela. Só. Mais nada. Foi ela quem fez tudo. Sozinha. Dentro.&lt;br /&gt;Ele sabia que acionara um botão importante. &lt;br /&gt;Passou por trás dela, sentou do outro lado da mesa, ao lado dela, com a distância de uma cadeira. Uma entre os dois. A olhava com sorriso de canto de boca. Ela olhava para Ele, para o chão, para si. Não. Ela não conseguia olhar para as agulhas. Um monte. Várias! Dava para dizer que tinha umas trinta, mas ela via um milhão. A mesa era só agulhas, em sua mente. Seus olhos, que não escorreram com a debandada de "alguns outros", mostravam muito mais do que havia; afinal, sua função era olhar e não processar. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rCuvIuzEI/AAAAAAAAAQI/6kyUGtTjK1A/s1600-h/bac+o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rCuvIuzEI/AAAAAAAAAQI/6kyUGtTjK1A/s320/bac+o.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O cérebro, o comandante de um navio que afundava aos poucos, tinha muito para resolver diante dos fatos e os olhos eram masculinos. A prioridade eram as mulheres (a sanidade e a emoção, por exemplo) e as crianças.&lt;br /&gt;A música no ambiente era erudita e incidental, mas não se ouvia nada. Melhor, ela era ouvida pelo corpo daquela mulher que desesperava mais e mais a cada novo segundo.&lt;br /&gt;- Fala algo, Senhor, por favor.&lt;br /&gt;Um suspiro? Um sinal de vida e luz? Ou uma cápsula de sobrevivência, inacreditavelmente, ainda disponível?&lt;br /&gt;Dom Demétrius era experiente. Não respondeu. Não com a fala. Olhou para as agulhas, olhou para aquela forte e, por isso,&amp;nbsp;náufraga mulher, sorriu suavemente. Nada falou.&lt;br /&gt;Ela gemeu um canto gregoriano que chegou a&amp;nbsp;ouvir a si mesma. Suas pernas, que assim já estavam, fecharam ainda mais. Seu coração descompassou. Seu suor. Desceu! Ela molhou-se toda. Sim. O suor queria escorrer para, também, abandonar o navio.&lt;br /&gt;Dom Demétrius joga uma toalha e sinaliza que ela use. Ele evitava a linguagem da fala e abusava da corporal. Dos sinais. O que ela sentia era primitivo demais para chegarem&amp;nbsp;à elegância da comunicação verbal. O que ela sentia era o mesmo que o homem de amanhã sentirá e que o de ontem sentiu: Pavor. Um sentimento que foi descoberto muito antes de fogo e roda, mas que muda o homem assim que se instala, de forma consciente, na prima descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Homem. Mesmo com a roda e&amp;nbsp;fogo, tu só o será - homem - quando descobrir seu próprio medo e se apavorar ao perceber que ele roda em fogo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele campo de batalha, ela era vítima e algoz. &lt;br /&gt;O elefante até pode ganhar do rato, o gladiador dos leões, o homem de bem do sem lei, mas a história mostra que nem sempre é assim. Mas... quem era Jezebel naquele contexto? O rato astuto ou o elefante passivo (e grandandão)? O gladiador com medo e pensando mais na sobrevivência que na batalha? Ou o leão que, por puro instinto,&amp;nbsp;só pensa em derrotar o que se move à sua frente? O homem de bem que tem regras, uma imagem e postura engessada ou o sem lei que assume como única premissa estar vivo? Santo Agostinho dizia: A necessidade desconhece leis.&lt;br /&gt;Quais eram as necessidades de Jezebel? Quais leis precisaria desconhecer para ser e estar são e salva de si mesma? Era ela! Ela era tripulação, navio e mar! Não era a tempestade, mas era toda a outra parte do quadro. Até moldura.&lt;br /&gt;Ela saltou muito mais que alguns metros quando Dom Demétrius esticou o braço e chacoalhou as seringas.&lt;br /&gt;Seus olhos arregalaram. Outro gemido. Esse seguido de um canto de gueixa. Só um suave grito acompanhado pelo vibrar de cordas quase sem ritmo. Algo não compreendido pelos ocidentais e tão apreciado pelos povos do oriente.&lt;br /&gt;A saliva não passava por sua garganta, afinal aquilo era entrar e todos queriam sair, lembra? O navio estava sendo evacuado.&lt;br /&gt;Ele mexe nas agulhas. Pacientemente as espalha, parecia procurar alguma em especial. Ela balança a cabeça em negativa, junta o queixo ao peito. Um ato de possível resignação, mas aquilo não durava. Se no &lt;em&gt;momentoA&lt;/em&gt; o cérebro entendia que era um jogo, no &lt;em&gt;momentoB&lt;/em&gt; ele se perdia e estudava todas as possibilidades (negativas) e só via o pior: ser furada pelo práteo objeto que seu vil metal a possibilitou negar.&lt;br /&gt;Com uma agulha, de insulina, bem pequena, na mão Ele olha para os olhos daquela mulher rato, ou elefante, e fala, descontraído e totalmente alheio ao desespero dela. Usa o verbo depois de longo período usando outras&amp;nbsp;prosas em versos.&lt;br /&gt;- Essa é a menor que tem, Jezebel. &lt;br /&gt;Ela confirma com a cabeça. Confirma sem, de fato, saber ao que confirma. Sem notar que não tratava-se de &amp;nbsp;uma pergunta. É mulher estressada. Cega, Crua.&amp;nbsp;Cem gloss.&lt;br /&gt;- Seus seios são&amp;nbsp;sabotadoramente sensuais. Belos... &lt;br /&gt;Ele deixa o final no ar e isso foi o suficiente para que ela entrasse em pânico de novo. Ondas imensas empurravam aquele navio, a noite contribuía para um cenário de completo caos, os barulhos, das pessoas, era apavorador. Todos os seus sentidos reclamavam atenção do cérebro e ela não conseguia administrar com toda aquela pressão.&lt;br /&gt;Ele aproxima a agulha de Jezebel.&lt;br /&gt;- Senhor, por favor, eu tenho trauma com agulhas. Não posso com elas, por favor.&lt;br /&gt;Ele a olha, sorri sadicamente.&lt;br /&gt;- E? &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rfWKiaS7I/AAAAAAAAARA/uvQJm4XxCEo/s1600-h/514437dc82a0f1111d568fa450d3a269878eac27_m.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rfWKiaS7I/AAAAAAAAARA/uvQJm4XxCEo/s400/514437dc82a0f1111d568fa450d3a269878eac27_m.jpg" vt="true" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pergunta Ele qual criança testando a paciência da mãe e estudando possíveis limites.&lt;br /&gt;- Aí, Senhor, por favor. Eu não dou conta disso, Senhor, por favor.&lt;br /&gt;A mão Dele para a mais de dois palmos de lonjura, mas o corpo dela continua empurrando a cadeira para trás. Fez isso por quilômetros. Sem parar. Sem olhar para trás seu corpo dirigiu aquela cadeira, nas estradas do medo, feito um piloto em fuga. Seu suor era tamanho que o vestido estava totalmente molhado. &lt;br /&gt;Proposital ou não, o tecido era daqueles que mudam de cor ao ter contato com a água. Será que ele, o vestido, também queria abandonar o navio e começara a evacuar cor por cor? Correr quilômetros, sem parar, na estrada do medo?&lt;br /&gt;Jezebel era de uma confusão mental tamanha que não viu que Dom Demétrius havia largado a agulha e fora, com o dedo, acariciar seu mamilo direito. Ela saltou. Levou a mesa consigo. Derrubou a xícara de café, espalhou o pão, derramou o leite. Adianta chorar? Não. Mas Ele a olhou fixamente e ordenou com a firmeza de um cirurgião: &lt;br /&gt;- Chora, Jezebel.&lt;br /&gt;Com a precisão de um torneiro mecânico (que analogia, não?) ela chorou. Compulsivamente aquela mulher era de um pranto incomum.&lt;br /&gt;O choro não vinha de dentro, afinal todos já haviam abandonado o navio. O choro vinha como se fosse um ciclo onde ela reciclava o suor do corpo, o absorvia, e&amp;nbsp;devolvia como lágrimas.&lt;br /&gt;Ela estava gelada, confusa. &lt;br /&gt;- Chora mais, mulher. &lt;br /&gt;Ele mandou, ela desesperou. Não sabia ao certo porque chorava, mas Ele sabia que era por conta da agulha que&amp;nbsp;furou-lhe a mente. O jogo psicológico.&lt;br /&gt;Seu dedo, para todos, seria somente um dedo, mas para ela era um feroz rato-leão-homem sem lei. Um inocente (será?!) elefante-gladiador-homem de bem.&lt;br /&gt;Entrou fundo, dilacerante. Tão forte e tão devagar que foi impossível não sentir o rasgar da pele, a drenagem das forças, o fogo do ferro. A descoberta do tal fogo e roda. O pavor de existir.&lt;br /&gt;A agulha (dedo?) entrou sem pedir licença, não mandou batedores para abrir caminhos e fechar os principais cruzamentos. Sim. Ela - a Ministra das relações das dores interiores, a agulha - era autoridade, tinha status de Chefe de Estado, mas veio sem avisar. Quebrou o protocolo e&amp;nbsp;entrou tão sem música e sol adentro que a dor fez um espetáculo mambembe. Tão improvisado que somente as&amp;nbsp;crianças achariam graça, na praça. Ela era adulta. Chorou.&lt;br /&gt;O fio do passo, o frio do aço, o filho do ato, o físico do parto era tamanho que todas as luzes do palco se apagaram. Simples assim: acabou a peça.&lt;br /&gt;Esperar? Aplaudir? Cada um sabe de si. Mas só se houver consciência para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jezebel ainda chorava quando Dom Demétrius levantou, a levantou e a tirou para dançar.&lt;br /&gt;Em seu ouvido sussurrou: - Você morreu... Agora já pode dançar livre de si mesma.&lt;br /&gt;Ela, intimamente, sorriu, deixou-se levar e achou-se louca em toda aquela sanidade.&lt;br /&gt;O bailar era sério, Dom Demétrius era um condutor, em todos os sentidos, prestimoso, cordial, elegante e justo. Não deixava folga para erros e a dama sempre sentia-se segura diante desse fato.&lt;br /&gt;A dança começou ao lado da mesa e acabou em um enorme salão. Um daqueles apresentados quando ela entrou.&lt;br /&gt;Jezebel estava molhada, suada, ainda tremia. Estava longe das agulhas, mas muito próxima à sensação de medo. Aliás, o medo foi um dos poucos que não abandonou o navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música tocava o esguio corpo daquela mulher, o bailar a acalmava e fazia, aos poucos, resgate de todos os sobreviventes daquele tragedramático naufrágio.&lt;br /&gt;- Tenho sede.&lt;br /&gt;Ela não entendeu aquele sussurro. Optou a imitar os orientais fora de suas terras que, ao ouvir algo que não compreendem, ficam calados e agem como se nada fosse dito. Calou.&lt;br /&gt;- Ainda tenho sede...&lt;br /&gt;Agora ela ouviu, seu corpo tremeu, afinal estava em uma operação de resgate e qualquer mudança de clima poderia ser fatal para os poucos sobreviventes.&lt;br /&gt;Ele a rodopia forte, tão forte que o cérebro pensou em desconectar do corpo. Impossível.&lt;br /&gt;Grita com o aumentar da música: - Sede!!!&lt;br /&gt;Ela, claro, assustou com aquela reviravolta de estado. Um vento sul, sem norte, tão forte que acaba com toda sorte.&lt;br /&gt;Às voltas e rodopios, às músicas e trocadilhos Ele só fazia repetir que ainda tinha sede. Sinceramente? Parecia um vampiro que acabara de beber litros e litros de sangue e, revigorado, queria mais de sua vítima.&lt;br /&gt;Aos rodopios Ele passa próximo a uma das, muitas, velas que ornavam o local e iluminando seu próprio rosto se faz Shakespeare. Olhar de drama. Voz de drama. Ar de verdade. Era um drama. Ele tinha sede.&lt;br /&gt;Com uma das mãos, sem parar de dançar, segura a vela, une seu corpo ao daquela mulher e, com a outra mão puxa seu vestido. O vestido foi submisso ao aceitar o rasgo que lhe foi ofertado.&lt;br /&gt;O barulho do romper das fibras foi instigante(mente) sedutor. Um só puxão. Suave. Um só rasgo para que o dado vestido se deixasse ir naquelas mãos. Mais um e já não havia mais bela peça inteira. Jezebel estava nua. Rodopiando, um tanto perdida, já que não havia nenhuma das mãos do cavaleiro condutor em si. Dessa vez não havia mesa à sua frente, cordas que lhe prendessem as mãos. Podia correr. Quem disse? Os olhos Dele não saiam de dentro dos olhos dela. Era por ali que a dança fazia seus pares. Era dentro que a música da Dominação tocava seus envolvidos.&lt;br /&gt;Não haviam mortos nem feridos. Eram os dois. Olho no olho. Ambos, cada um&amp;nbsp;à sua maneira, nu. Cada um do seu lado. Só. Juntos.&lt;br /&gt;De um salto, Ele a vira. Param de dançar. Agora seu corpo seria o salão para a dança da vela que, com seu calor, deixaria seus pingos. Agora era a vez de outro naufragar naquele Triângulo das Bermudas.&lt;br /&gt;Jezebel fora colocada de pé, abaixada o suficiente para expor suas costas.&lt;br /&gt;A vela fora colocada deitada, suspensa o suficiente para expelir suas crostas.&lt;br /&gt;Um pingo. Um “aí”.&lt;br /&gt;Outro pingo. Um balançar.&lt;br /&gt;Pingo. Reação.&lt;br /&gt;Ação, contra-ação.&lt;br /&gt;Ela tentou andar. Seco. Ele a mandava ficar, voltar, virar, rodopiar.&lt;br /&gt;Era irônico em algumas observações. – Para, Jezebel, volta, Jezebel. Parece pipoca! Sente a vela, Jezebel. Sinta-se, Jezebel. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rEDXDw8AI/AAAAAAAAAQY/_VRA7srWOR8/s1600-h/118940Carl%2520Rymenams.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rEDXDw8AI/AAAAAAAAAQY/_VRA7srWOR8/s320/118940Carl%2520Rymenams.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eram tantas as Jezebeus que uma só nunca daria.&lt;br /&gt;Seu corpo, antes nu, agora tinha uma nova repaginação. Os pingos da vela. Ela, a vela, na hora do pânico, transferira, para Jezebel, todos os seus tripulantes.&lt;br /&gt;Diferentemente do que ocorrera com ela, que ninguém socorreu os seus, ela socorrera a vela e abrigou todos os seus pintos.&lt;br /&gt;Dom Demétrius a levou para uma parede vazia, pediu que assumisse a posição de revista (mãos no alto da parede, pernas abertas e afastadas...) e lhe colocou uma venda. Ela esperava por tudo. Acreditava que já havia passado por tudo.&lt;br /&gt;Ali, vendada, ela ficou por um sem fim de tempo. Descalça, sem roupa, sentindo o peso do suor, da cera, do medo ela ficou.&lt;br /&gt;Quanto tempo? O que é tempo em um lugar como aquele? O tempo desconhece lugares assim. Seu medo pode fazer cinco minutos virarem uma eternidade, seu prazer pode fazer uma eternidade virar apenas alguns poucos minutos.&lt;br /&gt;Ela não ouvira passos, não percebera movimento. Um novo naufrágio se inicia? Ela, usou o microfone (interno) para pedir calma a todos os passageiros e acionar a tripulação.&lt;br /&gt;Uma importante – e influente – “socialite”, senhora Impaciência Psica Surtado, esposa do Sr. Excelentíssimo Pânico Surtado. Uma das maiores fortunas daquela sociedade. Começou a andar de um lado para o outro e, como tinha uma corja de séquitos, muitos iam com ela. Aquele ato quase inicia um ato de pânico do Sr. Pânico, mas parece que Dom Demétrius não queria isso. Antes que ela o chamasse pela décima vez. Sim. Ela chamou “Senhor” algumas vezes. Não se mexeu, não saiu do lugar, mas chamou. Nove vezes. Ele aparece através da figura de um forte barulho e vento.&lt;br /&gt;Um chicote de muitas caudas fazia a corte e o favor de tirar-lhe a cera das costas.&lt;br /&gt;Jezebel recebeu a visita do Susto, mas senhor desespero não embarcou. Em verdade, ela ficara feliz. O jogo de abandono é um dos piores para quem tem a necessidade de controle.&lt;br /&gt;Com Jezebel não era diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada precisa e a cera saía. Não havia dor para Jezebel, pois o chicote não queria sua carne. Estava a enamorar a cera, não tinha olhos para outras. Não queria pele, e tão pouco se importava com um possível concorrente. O suor. Esse vinha abundante, ocupava todos os espaços e forçava passagem até por onde não havia convite.&lt;br /&gt;Ela gemia diante do vento causado pelo chicote e da pressão que, embora sem dor (repito), havia sobre si.&lt;br /&gt;Nenhuma palavra fora trocada naquela dança de chicote, cair de cera e suar de corpo.&lt;br /&gt;Nenhuma palavra fora trocada naquela dança de chicote, cair de cera e suar de corpo.&lt;br /&gt;Nenhuma palavra fora usada na queda da transa do chicote, sair de cena e suar de porto.&lt;br /&gt;Jezebel sentia um tremor agradável, um frescor bem vindo e via a lua brilhar satelizando a órbita de seu prazer.&lt;br /&gt;O chicote para, o barulho some, o vento não volta.&lt;br /&gt;Suavemente a mão daquele homem passa por entre suas pernas, toca seu sino e avisa o horário da missa das seis.&lt;br /&gt;O toque, em seu sino, era tão suave que a vontade era pressionar contra. Ele não permitia e afastava diante das investidas dela.&lt;br /&gt;Ela delirava com aquilo. Era bom, era frescante, prazente e ensurdecedor. Ela não se ouvia quando gemeu alto, gritou forte e bateu os pés contra o chão para puxar aquele que seria um de seus melhores orgasmos do dia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Ela escorreu pela parede, abandonou o próprio barco, mas dessa vez o motivo foi nobre. Pura falta de forças e completo estado de exctasy.&lt;br /&gt;&lt;object height="505" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZUjhQLB0hXY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZUjhQLB0hXY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="505"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Dom Demétrius afastou-se e a deixou em seu momento. Sentou e apreciou aquela Ópera da China, aquele teatro de sombras. Espetáculo único. Butoh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel chegou ao meio. Que tal escolher a próxima série?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Mestre Riachuelo - Sádico e Sedutor&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;ou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Sub_Miss_A - A eterna busca de uma princesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #b45f06;"&gt;Use a enquete, na coluna ao lado,&amp;nbsp;e deixe seu voto!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-2015304167537765427?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/2015304167537765427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/03/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_12.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/2015304167537765427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/2015304167537765427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/03/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_12.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 008]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rAPJYNWsI/AAAAAAAAAQA/5S6IdXDQuRU/s72-c/6Yamel%2520Photography.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-7415109091023717414</id><published>2010-03-05T16:30:00.011-03:00</published><updated>2010-03-13T12:38:09.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 007]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa&amp;nbsp;[Parte 007]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rQRvOpBTI/AAAAAAAAAQw/UW_EPT_MZdo/s1600-h/29_08_2007_0195242001188379557_nick_welsh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="403" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rQRvOpBTI/AAAAAAAAAQw/UW_EPT_MZdo/s640/29_08_2007_0195242001188379557_nick_welsh.jpg" vt="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estrondo foi o barulho que veio do nada. Água por todos os cantos acordava Jezebel meio a um susto com uma metragem cúbica infinitamente maior que todos os oceanos juntos.&lt;br /&gt;A música era alta, as luzes estavam todas voltadas para seu rosto.&lt;br /&gt;Água! Água! E mais água!&lt;br /&gt;Ela sufocava, não sabia o que fazer. De um salto tentou levantar e buscar um canto, um abrigo, um seguro porto seu. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Estava amarrada. A confusão mental não deixara-a ver que as amarras eram físicas.&lt;br /&gt;Sonho?! Eu pensaria em pesadelo. E daqueles que nem quando acordamos acaba.&lt;br /&gt;Completamente perdida, diante de tanta água só restou gritar. Grito de mulher. Estridente, alto, vivo. Mulher.&lt;br /&gt;Seus pulsos marcavam com a corda, seu corpo molhava com a água. Vinha de cima.&lt;br /&gt;Seu nariz ardia, seus olhos doiam, sua boca tremia e logo ela pode ver Aquele homem com uma corda na mão, um chicote na outra e um sorriso sádico tão à mostra que parecia produto de luxo em loja de excelência. Estava nos lábios.&lt;br /&gt;- Dormiu bem, Jezebel?&lt;br /&gt;A água parou. Já era sábado. Ela O olhou e não respondeu. Ele continuou.&lt;br /&gt;Espero que tenha dormido bem. O seu dia será intenso e estar descansada fará toda a diferença. &lt;br /&gt;O chicote bate, firme, bem ao seu lado. Ela pula, ele sorri.&lt;br /&gt;Qual criança que descobre um novo brinquedo, Ele brilha nos olhos e deixa o chicote descer de novo. E de novo. E de novo. Cada vez mais próximo, cada vez mais junto ao corpo daquela mulher que ainda não acordara e sentia-se perdida. &lt;br /&gt;Como aquele doce de homem de ontem, pode se transformar no monstro de hoje? Ela pensava e O olhava fixamente. Ele não parava de bater com o chicote na cama e o caminho desse couro duro, trançado seguia rumo ao seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qw2XTdxpI/AAAAAAAAAPY/Q4VM_17_A5E/s1600-h/3314909_large.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qw2XTdxpI/AAAAAAAAAPY/Q4VM_17_A5E/s320/3314909_large.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pela força e pressão da cama ela sabia que não suportaria. Pela cara Daquele sujeito ela sabia que o chicote desceria com o ar da dor, a força da marca, o calor do fogo e a ardência de um vulcão.&lt;br /&gt;Vulcão arde? Sim, vulcão, quando é dentro de você, arde de fazer doer calado. Arde qual traição de gente fiel que trai inesperadamente, inadvertidamente. Traição arde. Chicote arde. Sadismo não arde. Faz arder. E muito mais que traição ou chicote.&lt;br /&gt;- Acorda, Jezebel! Gritava Ele em tom de brincadeira. Nesse mesmo tom batia o chicote.&lt;br /&gt;- Olha, Jezebel. Ele está indo de encontro a sua pele. Ele a deseja, mulher.&lt;br /&gt;Seus olhos estavam fixos, quase uma hipnose, próximo a uma persona louca e desequilibrada que apaixona-se mais pela peça que pelo ator, mais pela poesia que pelo poeta, mais pela luz que por sua fonte.&lt;br /&gt;- Senhor, por favor, Senhor.&lt;br /&gt;Ela começara a esquivar o corpo, defender a pele. Juntar poeta e poesia em um só contexto.&lt;br /&gt;- Por favor, o quê Jezebel? E batia com o chicote em direção a carne. Não parava. Não diminuía a força, não facilitava. Parecia não ser um jogo de faz de conta. Era a hora da verdade? Qual verdade?&lt;br /&gt;- Ah, Senhor... Eu falei que não sou masoquista, né? Sua voz tremia, seu corpo, que antes estava molhado da água que o banhou, agora estava molhado e quente. Do suor que vertia.&lt;br /&gt;- E eu falei que era sádico. Seu sorriso era pior que suas palavras.&lt;br /&gt;- Ah, submissa, por favor...&lt;br /&gt;Ele a imitava o tom, batia mais forte.&lt;br /&gt;- Vai, vamos fazer um acordo, pode ser?&lt;br /&gt;Ele levanta o chicote qual um policial levanta sua arma para o céu afim de negociar com o bandido.&lt;br /&gt;Ela o olha, mas teme responder. Ele a olha e espera uma resposta. Ela não fala. Ele sorri. Faz menção de descer o chicote e ela pula. Ele sorri de novo e outra ameaça.&lt;br /&gt;- Senhor!&lt;br /&gt;Para Ele o prazer não estava no bater. O maior prazer estava em ouvir o coração de uma submissa bater tão forte que até um surdo ouviria. Seu prazer era o vibrar do motor de uma mente que liquidificava emoções à frente das sensações. Ele queria, mesmo, o fogo gerado pelo cérebro e atingia o corpo por entender que ele era uma porta legalmente constituída e judicialmente empossada.&lt;br /&gt;- Oi, Jezebel, fale filha. Sim. Embora não apreciasse jogos de infantilismo, Sua voz era patriarcal. Um sádico padre a serviço escravo da paróquia que o acolhera (em nome do Pai).&lt;br /&gt;Ela deixa passar o tempo, seu peito estufa, esvazia e lota de novo. Esperança?&lt;br /&gt;Ele, sem tirar os olhos dos olhos dela, deixa o chicote descer na cama. Dessa vez foi mais barulho que força e o ouvido é o órgão mais medroso que o homem pode ter. Ela saltou mais alto e falou.&lt;br /&gt;- O Senhor não propôs um acordo?&lt;br /&gt;Ele bate, dessa vez bem mais próximo. Ela sente o fogo no rabo do chicote, sua pele esquenta, seu coração dispara, seu corpo salta e sua chave de alerta de pânico dispara. O alarme soou dentro e fora: cada um deve cuidar de si. Ela gela, o corpo precisa iniciar o processo de auto preservação, suas pernas travam, sua mente fica confusa e, intermitentemente, manda-a sair dali, ela puxa seus punhos na tentativa de sair da corda, todo o seu corpo adormece.&lt;br /&gt;- Propus, e...?&lt;br /&gt;Ela responde ágil, não queria saber onde o chicote desceria em sua próxima viagem.&lt;br /&gt;- Porque eu quero um acordo, Senhor. Eu quero. Juro que eu quero. Aceito qualquer coisa, Senhor. Olha... não faz assim... Ah, Senhor, eu sou boazinha, olha! Senhor, fala comigo, Senhor. Eu estou nervosa. Ai, meu Deus...&lt;br /&gt;Ele sorria. Adorava ver o pânico instalado, a mente aberta, os olhos saltando e o homem perdendo a única coisa que o difere de outros animais: o raciocínio lógico a bem do poder de negociação.&lt;br /&gt;- Qual acordo quer, Jezebel? Ele fala duro, seco, mas o ar de sorriso ainda impregna o ar qual um incenso indiano entra em todos os cantos e deixa sua marca. Massala!&lt;br /&gt;- Então, Senhor. Quero um acordo. Eu quero. Quero sim, um acordo. Por favor, vamos fazer um acordo, né?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5q7wdLplNI/AAAAAAAAAP4/uI-A0nkc4To/s1600-h/las-vegas-shows-crazy-horse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5q7wdLplNI/AAAAAAAAAP4/uI-A0nkc4To/s400/las-vegas-shows-crazy-horse.jpg" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ela não percebe, em sua loucura, que fora Ele quem propôs o acordo, logo tinha que ser Ele a apresentá-lo. Ele, Senhor de si, diverte-se com tudo e segue a valsa daquele casamento entre submissa e medo de uma dor desconhecida.&lt;br /&gt;- Fale, Jezebel. Eu a ouço. Pode falar, a ouço sim, afinal você é boazinha, né?&lt;br /&gt;Ela não percebe a ironia e que Ele a imita em tom, olhar e postura.&lt;br /&gt;- Sim, Senhor, eu sou muito boazinha. Sou sim, eu não faço besteiras, eu sou gente boa, sou uma menina legal, Senhor. &lt;br /&gt;- Então me diga qual é o acordo, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela se perde completamente. Ao buscar um acordo na mente, não havia nenhum. O que fazer? Morrer? Sumir? A exemplo de outras vezes, e fora dali, simplesmente dar as costas? Nada daquilo era possível. Tudo aquilo tinha que ser pensado.&lt;br /&gt;Ficaram mais de dois minutos olhando-se. Ele com ar de sorriso, ela com ar de pânico.&lt;br /&gt;- O Senhor que disse que tinha um acordo, Senhor. A sanidade volta a banhar seu cérebro.&lt;br /&gt;- Ah sim! Fui eu! Pois não!&lt;br /&gt;Ele tripudia.&lt;br /&gt;- Então, quero bater, sabe? Sou sádico. Mas entendo que você não é masoquista (Ele senta ao lado da cama e alisa seus seios, ela salta com medo de um possível alicate com os dedos). Pensei em dar uma chicotada só e pararmos. Até porque quero tomar café, sabe, Jezebel?&lt;br /&gt;Sua postura, seu olhar e até o brilho de sua pele mostravam um homem gozador, mas tranqüilo. Um sádico em busca da compreensão de uma vítima não masoquista.&lt;br /&gt;Ela não sabia o que responder. Assustara-se com o aparente desequilíbrio daquele homem. Sim. Ele parecia ser capaz de fazer o que queria fazer. Seria preciso centro e jogo de cintura para que Ele, com ela presa, não surtasse e fizesse o pior.&lt;br /&gt;- Olha, só, Senhor... (ela, na medida que a corda permite, o alisa. Em verdade estava tão imersa quanto Ele e a loucura era o padre que faria aquele casamento) O Senhor é bonito, né? (ela desconversa e mostra seu fascínio por tudo que acontece) Eu não sou masoquista, Senhor. Não agüento nada. Sou uma falácia quando o assunto é BDSM (Ele só a olha. Só deixa vazar o sorriso de canto de boca). Pronto! Eu sou uma mentira!&lt;br /&gt;Ele não responde nada. Olha para seus seios, afasta sua camisola e olha para sua vulva. Ela tem o corpo arrepiado e temendo o pior busca, com as palavras. mudar o Seu foco.&lt;br /&gt;- Senhor, me desculpe. Eu vim aqui porque me falaram que o Senhor era uma boa trepada, que era um bom papo e eu vim para lhe conhecer melhor. É isso! (pareceu que ela tinha tido uma luz. Achou ouro!) Eu quero mesmo é ser sua amiga.&lt;br /&gt;Ele a olha, para de mexer em sua camisola, puxar seus pentelhos de leve, olhar o bico de seus seios. A olha. Nada diz. Ela fica vermelha, arrepia mais, esquenta mais. Se perde e sem saber o que falar, apenas meneia a cabeça e mescla pergunta com afirmação.&lt;br /&gt;- Né?&lt;br /&gt;Ele sorri de mostrar os dentes, levanta e solta, com força, o chicote bem no centro de sua coxa. Ela aperta bem os olhos, cerra os punhos, espera o pior. Em frações de segundos o chicote diminui sua força e pousa em suas coxas tão suave quanto um experimentado comandante pousaria um imenso avião em uma pista qualquer. O hábito fez o monge.&lt;br /&gt;Ela sente o chicote acariciar seu ventre, não acredita que não doeu. Solta um grito. Alívio? Bem provavelmente era o grito que estava reservado para a dor que viria. O corpo não sentiu, mas o cérebro a registrou. Ardia muito, doía sem parar.&lt;br /&gt;Ele se curva e com força, pressão e agilidade, enfia a mão entre suas pernas. Seus dedos (três?) foram firmes abrindo espaço até chegar ao centro de sua gruta. Com a mesma forma e rapidez que entraram, saíram.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5uwrMYioNI/AAAAAAAAARI/iEQwrXKWO34/s1600-h/3393707_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="451" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5uwrMYioNI/AAAAAAAAARI/iEQwrXKWO34/s640/3393707_large.jpg" vt="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;- Olha Jezebel, você está encharcada.&lt;br /&gt;Ele fala, olha os dedos e os cheira.&lt;br /&gt;Ela fica totalmente constrangida. Não seria mais fácil bater logo de uma vez? Ela pensava.&lt;br /&gt;Sim. Para algumas mulheres submissas é mais fácil apanhar, sem apreciar a dor, que ver e ouvir que seu prazer é, também, seu.&lt;br /&gt;Na mesma hora o corpo de Jezebel responde a essa investida e seus pés pairam, um sobre o outro, qual pés de moça envergonhada.&lt;br /&gt;Ele viu a isso também.&lt;br /&gt;O chicote recuou um pouco e voltou a descer. A um palmo de sua coxa esquerda. A meio palmo de sua coxa direita, alguns dedos de sua coxa esquerda, dois dedos de sua coxa direita, um dedo da esquerda, um dedo da direita.&lt;br /&gt;- Senhor! Ela grita.&lt;br /&gt;Ele curva-se e sendo muito ríspido para seu rosto a uma respiração do dela.&lt;br /&gt;- Por favor, submissa, nunca. Eu disse nunca Me interrompa quando eu estiver amando meu chicote.&lt;br /&gt;Ela não entende a totalidade do que Ele fala, mas assente com a cabeça, Ele se afasta e começa tudo de novo.&lt;br /&gt;Antes deposita um ovo de pavor em sua mente.&lt;br /&gt;- Vou bater até chegar a sua coxa, Jezebel. Quando chegar, quero um grito de morte. Porque vou bater para matar. Quero que me acolha como sádico e receba a minha dor como conviva especial na festa de teu prazer. Goze comigo esse momento único e abrace meu chicote como seu melhor amante.&lt;br /&gt;Não esperou resposta e desceu o chicote. Uma. Duas. Três e mais próximo. Quatro e quase escostado. Cinco e o vento do encontro do chicote com a cama gera um furacão de prazeres. Seis e ela desmaia dentro de si. Sete, ela quer a dor. A espera como ordenado, a quer como conviva especial. Oito, ela abandona seu corpo impulsionada pelo foguete do pânico que penetrou sua festa sem convite algum. Burlou a forte segurança. Nove! Raspou, ardeu, deu para sentir o que seria o próximo, mas... ela já não estava ali. Talvez um erro. Dez! &lt;br /&gt;Ela salta, chora. Por não estar ali, fora trazida de volta nas carruagens da dor. Mil viagens. Ela conseguiu estar viva, mas contorcia todo o corpo. Viver é sentir e sentir é estar vivo, mas quem disse que viver era bom?&lt;br /&gt;Seu corpo queimava mais que fogueira de inquisição, seu cérebro lhe cobrava o centro e a culpava por ter prazer naquilo, por ainda estar ali. Sua vulva vertia porra. Ela percebeu o gozo, mas não teve coragem de assumi-lo. Podia parar de gemer de dor e iniciar o gemido de cor. O arco-iris, como sempre, surgia após a forte chuva.&lt;br /&gt;Por ela, teria escondido tudo, não revelaria nada. O momento era dela. Só dela.&lt;br /&gt;Mas Ele era astuto, sabia ler o corpo e com voz suave comandou – Goza mais, Jezebel. Não pare de gozar.&lt;br /&gt;Ela O olhou, assustou-se e atendeu. Deixou verter seu melhor gozo, se permitiu ir em sua melhor viagem. Embarcou, sem passagem naquele cruzeiro. Jurara nunca ir à aquelas ilhas, mas ao chegar, não queria mais sair.&lt;br /&gt;Ele bateu mais uma. Ela mesclou dor e prazer.&lt;br /&gt;Ele bateu mais uma. Ela quase não sentiu dor. Só o prazer.&lt;br /&gt;Ele bateu mais uma. Ela queira pedir mais.&lt;br /&gt;Do chicote veio a vela. Seus pingos eram quentes, desciam pontuais, cobriam pequeno espaço por vez.&lt;br /&gt;Ela sentia e entendia aquilo como um carinho. Se contorcia buscando mais prazer. Precisava de um pouco mais daquela droga que a fazia voar. Virava, voltava, mas não arriscava abrir os olhos. A viagem era longa, profunda demais para prestar atenção a caminhos.&lt;br /&gt;Da vela veio a mescla com o chicote.&lt;br /&gt;Seu corpo doía, sua mente gemia, mas seu bem estar era algo inconfundível. Ela estava bem.&lt;br /&gt;Não sentia só prazer ou só dor. Sentia o que vinha e o grande barato foi poder sentir a ambos.&lt;br /&gt;Ele não se aproximou dela, ninguém se aproximou. Ela foi contorcer-se e viu que não estava mais amarrada. Como? A dor era bem vinda demais para ela prestar atenção a caminhos, lembra?&lt;br /&gt;- Se toque.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qx7QXWhCI/AAAAAAAAAPg/J9dB0oWAcHc/s1600-h/xxx.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qx7QXWhCI/AAAAAAAAAPg/J9dB0oWAcHc/s400/xxx.gif" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Esse foi o comando seco, mas claro e difícil de não atender.&lt;br /&gt;Sua mão esquerda foi para a vulva. Sim, ela era de escorpião. Era canhota. Sua mão direita, para os seios. Para Jezebel seus seios eram fundamentais para seu prazer. Quase uma roda d’água que muitos gostam de ver e não percebem que sem ela não adianta moinho ou água. É o meio do termo.&lt;br /&gt;Não demorou para ela sentir o chicote e percebê-lo como realmente um conviva especial naquela festa. Agradecia pela senhora vela estar presente, pois a admirava de longa data. Ao senhor prendedor logo ofereceu cadeira, garçons e comodidade. Às cordas, jogadas ao seu lado, convidou para o meio do salão. Fora dançar com elas.&lt;br /&gt;Velas, chicotes, prendedores e cordas. Tudo sobre seu corpo. E ela se tocava. E ela gozava sem parar.&lt;br /&gt;- Goza forte, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela começa a gemer sem sentido, se contorcer de balançar a cabeça e se (de)bater.&lt;br /&gt;- Goza para mim, submissa&lt;br /&gt;Ela não se entende. Como a voz daquele homem podia ir tão fundo? Tão dentro? Tão certa?&lt;br /&gt;Seu orgasmo foi único. Seu corpo saíra e voltara de sua mente mil vezes.&lt;br /&gt;Ela visitou a Mansão dos Mortos sem precisar de meditação alguma. Apertou tanto seus seios que pareciam estar próximos a uma explosão. Rebolou com força incessante, levantou os quadris, abaixou. Apertou os seios tanto, tanto, tanto. Nas pontas, nas bases. Um, os dois com uma única mão.&lt;br /&gt;Se bateu como quem queria mais. Se permitiu a permissão. Foi!&lt;br /&gt;Gozou tão forte que o corpo morreu após o ato.&lt;br /&gt;Ela estava alto e despencou na cama. Não aterrissou como aquele comandante, baixou qual um meteoro jogado de outro planeta.&lt;br /&gt;Desmaiou ali. Se largou.&lt;br /&gt;Dom Demétrius assistia a tudo e via seu prazer refletido na poesia dela. Sorria e agradecia a Si mesmo pela oportunidade de ser um espectador especial – e único – naquela cena sem igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perceber que ela voltava à Terra, Ele a convidou para o café. Ela, voltando, acordando e sentindo a intimidade do ato, pergunta que horas são.&lt;br /&gt;- Hora do café, Jezebel, e você já está atrasada.&lt;br /&gt;Ela, intimamente, toma um susto, afinal acabara de amar Aquele homem como nunca amou nem mesmo a si própria. Pensou que, algumas vezes, um pouco de carinho é bem vindo. Logo se deu conta que Ele era carinhoso e parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente ela se levanta. Atordoada e perdida não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;Ele a guia dizendo para seguir para a área de banho. Logo veio à mente dela o banho que havia tomado e receou acontecer de novo.&lt;br /&gt;Ao chegar no local de banho, Ele solicita que ela pare, pega uma mangueira e começa a banhar-lhe o corpo. A água estava mornamente boa. Um refrigério para aquela alma já penada e sem rumo.&lt;br /&gt;Suas mãos percorrem o corpo daquela mulher como quem alisa uma jóia rara. Uma verdadeira adoração. Algo deveras incomum para Jezebel, uma vez que nunca pensou em um Dominador dando banho em sua peça.&lt;br /&gt;Antes que ela falasse algo, Ele explica. Não. Não precisava, mas Ele explicou.&lt;br /&gt;- É o Dono do cavalo quem deve dar os primeiros banhos nele, assim como a mãe banha seu filho.&lt;br /&gt;Aquela frase fez o coração de Jezebel tremer. Será que aquilo era um ritual de posse? Ela era Dele? Será?&lt;br /&gt;O sabonete usado era macio, cheiroso e elegante. O toque tão preciso que seu corpo tremia diante da cada passear, diante de cada investida.&lt;br /&gt;Ela não sabia se podia, mas silenciosamente gozou inúmeras vezes. A maioria delas quando Ele pediu que colocasse as mãos na parede, abrisse as pernas e ficasse quieta. A posição de revista mexia com Jezebel de uma forma incomum. E isso em seus sonhos, agora imagine pessoalmente. Na realidade.&lt;br /&gt;Para ela, tudo era um sonho lindo.&lt;br /&gt;O banho durou quase uma hora. Para muitos, se isso fosse um filme, seria um banho comum, sem nenhum apelo sexual, sem toques sexuais, sem conotação sexual, sem grandes respirações, sussurros e gemidos. As luzes diferenciariam-se, o posicionamento da câmera seria sempre em partes, poucas vezes no todo. Sépia, meia luz, tom sobre tom, nada forte de ver. Tudo na penumbra do sentir. &lt;br /&gt;A cena seria de um homem banhando uma mulher. Algo sem graça (para alguns).&lt;br /&gt;A graça estaria nos olhos dos cinéfilos que, diante de seu preparo, saberiam ver a comunicação corporal e a viagem solo de cada um.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, seque-se, vista a roupa que já esta separada e venha para a mesa. &lt;br /&gt;A roupa estava em um belíssimo cabideiro do século XV. Madeira. Verniz feito com uma técnica que, invariavelmente, comia as mãos do marceneiro depois de algumas dezenas de fabricações. Só era feito para reis, pois só por eles valia o esforço de perder as mãos. A peça única nele era um vestido longo. Só o vestido, eu escrevi.&lt;br /&gt;Amêndoa alaranjado, com pedras variadas. O decote era primoroso e a costura algo ímpar. Especial.&lt;br /&gt;- O Senhor não quer que eu o lave? Jezebel queria retribuir o carinho.&lt;br /&gt;- Quero que entenda que isso não é uma relação onde a balança tem o mesmo valor quando sem nada. Por favor, vista-se.&lt;br /&gt;Ela abaixou a cabeça e sentiu o aço daquelas palavras lhe tirar uma gota de lágrima. Pensou que podia ficar calada, mas acolheu que somente queria retribuir o que recebera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qz1ms734I/AAAAAAAAAPw/-zyFokOx0C0/s1600-h/246Vahid%2520Naziri.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qz1ms734I/AAAAAAAAAPw/-zyFokOx0C0/s320/246Vahid%2520Naziri.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A mesa era grande, bem posta, tudo muitíssimo bem arrumado.&lt;br /&gt;Jezebel não conseguia aquietar-se. Até aquele momento aceitou sem peso os acontecidos, mas ao ver a mesa ficara claro que mais alguém auxiliava naquele jogo. Ele não saira de perto dela nem um minuto, ao ir para o banho a mesa estava completamente vazia. Ao voltar, não somente estava repleta de alimentos, como tudo fazia a fumaça que ia ao ar.&lt;br /&gt;Falo? Não falo? Ela entrou em uma roda viva.&lt;br /&gt;- Senhor, me desculpe, mas...&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, coma. Ele não deixou que ela concluísse. Ela calou.&lt;br /&gt;Calou por dois segundos, mas Jezebel era uma mulher que fora servida a vida toda e não suportaria ter uma dúvida latente.&lt;br /&gt;- Tem mais alguém aqui?!&lt;br /&gt;Para não ser interrompida foi direta.&lt;br /&gt;- E se tiver, qual o problema?&lt;br /&gt;Ele devolve com igual força. Ela não ganhou o saque na cortada. Ele rebateu e a bola quicou bem na ponta da mesa.&lt;br /&gt;- Só queria saber, Senhor.&lt;br /&gt;A bola caiu, ponto para Ele.&lt;br /&gt;Ele não respondeu, seguiram naquela divino café até que Ele se levanta do lado A da cabeceira da mesa, caminha até a cabeceira oposta, onde ela estava, e lhe puxa o vestido. Ela leva um susto, suspira e Ele expõe seus seios.&lt;br /&gt;Volta algumas cadeiras naquela mesa de doze lugares e senta no meio do caminho. Sorrindo qual moleque após travessura. Ela envergonha-se.&lt;br /&gt;- Para uma mulher da sua idade, Jezebel, seus seios são belos, mas fica claro que tem plástica aí. O que é uma pena, pois mostra o quão a mulher não trabalhou seu envelhecimento e o quão usa o dinheiro para comprar juventude.&lt;br /&gt;- Me desculpe, Senhor, mas acho que investir em plástica não é correr atrás de juventude, é envelhecer tendo o que o seu dinheiro pode comprar.&lt;br /&gt;- Pois é, Jezebel. Eu penso que se não existissem os Direitos Humanos o homem, hoje, estaria usando o outro como escravo e matando aqueles de que não gostasse. E sabe qual seria a desculpa? – Ela não responde, Ele segue – Que se pode fazer tudo que seu dinheiro pode comprar.&lt;br /&gt;Ela teria um milhão de respostas, mas naquele único dia aprendera que existe a hora de falar e de calar. Aquela era de calar. Silenciou sem peso e o peso fora para o ar.&lt;br /&gt;- Bem, deguste seu café. Está gostoso, Jezebel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qzxobKiZI/AAAAAAAAAPo/IlKQkXQwSlE/s1600-h/DSC02349.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="289" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5qzxobKiZI/AAAAAAAAAPo/IlKQkXQwSlE/s640/DSC02349.jpg" vt="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Definitivamente Ele sabia como provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-7415109091023717414?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/7415109091023717414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/03/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/7415109091023717414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/7415109091023717414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/03/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 007]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5rQRvOpBTI/AAAAAAAAAQw/UW_EPT_MZdo/s72-c/29_08_2007_0195242001188379557_nick_welsh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-6677912806943492725</id><published>2010-02-06T00:03:00.020-02:00</published><updated>2010-03-05T11:19:33.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 006]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa – [Parte 006]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22jn3qqB7I/AAAAAAAAADs/K4-JmsG4vow/s1600-h/4e2f7cead98e21e30d3b7955f93c209b06a5171d_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435180230659147698" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22jn3qqB7I/AAAAAAAAADs/K4-JmsG4vow/s400/4e2f7cead98e21e30d3b7955f93c209b06a5171d_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 375px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 301px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jezebel sentiu um frio na espinha diante daquelas boas-vindas, mas pouco podia fazer. Dom Demétrius, sabiamente, não a amarrara, assim a corda ficava em sua mente. Não movia-se por conta de estar presa, não mexia cegamente. O Seu olhar a amarrava. Sua voz era oscilante, vibrava de uma forma que parecia ter microfone e alto falantes ali. O som vinha de todos os lugares. Era estranho. Ao mesmo tempo sua voz era suave, entrava macia por seus ouvidos e, qual música, a embalava. O suor era por conta da posição incômoda. Jezebel era metidona a mandar todos cuidarem da saúde. Vivia dando cartões de academias para uns, yoga para outros, mas ela mesmo só fazia a doação. Conhecia o local, fazia um discurso pró saúde, ficava amiga de todos que passavam pela sua frente, dava um jeito de saberem de sua posição social na cidade e, com isso, a bajularem e pagava o período mínimo, mas claro, sua agenda não a deixava ir a lugar algum. Era do trabalho para casa (e de casa para as festas). Seus joelhos, também, aproveitavam o momento para mostrar que a idade chegara. Doíam com ferocidade, gritavam alto, claro e forte. Sua coluna fazia cada vértebra mostrar a que veio. Jezebel, de joelhos, mãos para trás, cabeça baixa, seios um tanto a mostra, suando. Era a fome por equilíbrio que fazia, por conformidade, seu corpo vibrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor isso que estar morta, não Jezebel? - interrompeu seus pensamentos, Dom Demétrius.&lt;br /&gt;- Perdoa, Senhor, não ouvi a pergunta.&lt;br /&gt;Sua voz tremia. Até para falar, a posição mais almejada por dez entre dez submissas, era incômoda.&lt;br /&gt;- Ouviu sim. Pode não ter entendido.&lt;br /&gt;- Sim, Senhor. O Senhor sempre tem razão. Eu não entendi. Àquela altura não dava, para cheia de dores e incômodos, ser lady. Jazebel deixou a paciência ir com o sal de seu suor. Paciência trocada pela dor da posição.&lt;br /&gt;Dom Demétrius ou era um sábio ou era um tolo. Simplesmente ignorou o ar ríspido e provocativo da voz de Jezebel e continuou.&lt;br /&gt;- Melhor sentir todo esse incômodo causado por essa posição que estar morta, não Jezebel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorri com a voz. Não o sorriso mostrado, o sorriso sentido qual perfume de rosa no desabrochar. Ela não responde. O olha e espanta-se ao ver que Ele está confortavelmente sentado em uma daquelas cadeiras de armar que chamam de “cadeira de diretor”. Só que mais bonita, melhor trabalhada, de cores elegantes. Parecia nunca ter sido usada de tão limpa e, aparentemente, nova. Mas como ela foi parar ali? Ele não abriu nada, a única saída era bloqueada por ela. Atrás deles, duas paredes na lateral e um grande armário na frente, mas esse armário só tinha portas pequenas, pequenas gavetas e a cadeira, mesmo fechada não caberia neles. Ainda que coubesse, ela não O viu abrir nada. Não! Dessa vez estava atenta! Jezebel confundiu-se. Dom Demétrius sentava-se confortavelmente e parecia ler seus pensamentos. Parecia sorrir com os olhos. A olhava com pupilas brilhantes, lábios umedecidos de uma forma que parecia usar batom, rosto tranqüilo, mas centrado, postura confortável e elegante. Pernas tão abertas quanto um homem de fato deve sentar. Ainda usava o costume, ainda tinha a roupa impecavelmente alinhada. Era, sem dúvida, um homem que nasceu para o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S213fllV9II/AAAAAAAAACc/whg2vmvDv6U/s1600-h/4e11c6d5cf86d914f37d69423a49f4ba10479b35_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435131709854446722" src="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S213fllV9II/AAAAAAAAACc/whg2vmvDv6U/s400/4e11c6d5cf86d914f37d69423a49f4ba10479b35_m.jpg" style="float: left; height: 342px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jezebel, conversa comigo.&lt;br /&gt;- Senhor, não agüento mais esta posição, Senhor.&lt;br /&gt;- Não? Por que? O que sente?&lt;br /&gt;Ela solta o ar de seu sorriso, sorri no ar. – Se eu começar a contar, não paro mais, Senhor.&lt;br /&gt;- Conte. Quero ouvir. Quero que não pare.&lt;br /&gt;- Força de expressão, Senhor.&lt;br /&gt;- Pois é, Jezebel, o mundo tem dessas coisas. Falam porque querem falar, mas quando pedem para realmente falarem o que queriam falar, eles calam. Usam de figuras de linguagem para justificarem suas lags de raciocínio. Ela o olha dentro dos olhos. Ele a encara, não se intimida e continua.&lt;br /&gt;- Jezebel, será que animais, supostamente mais inferiores que a gente. Quero dizer, que você, usam figuras de linguagem? Será que um leão diz: - Porra, leoa, faz tudo que minha função aqui é só cuidar do território (ou seja, fazer xixi). Será que ele diz isso? Ela sorri da tirada e Ele continua.&lt;br /&gt;- Aí a leoa vira o bicho. É mesmo, será o que o bicho “vira o bicho”? Mas vamos ao foco. A leoa, vira o bicho e o Senhor leão mijador, afrouxa e diz:&lt;br /&gt;- Pô, mulher... meu lance é outro. O que eu quis dizer era outra coisa. Marcar território era só figura de linguagem.&lt;br /&gt;Jezebel não achou graça. A piada terminava nela e a posição atingia seu ápice em dor.&lt;br /&gt;Seu suor era frio, a sensação de desmaio aumentava, sua mente estava confusa, seus pés adormeciam. O pior: havia uma unha encravada que impossibilitava melhor apoio. Ninguém sabia. Ela não iria contar.&lt;br /&gt;- Senhor, por favor. Eu preciso sair dessa posição, Senhor.&lt;br /&gt;- Por que precisa sair da posição que todas querem ficar, Jezebel?&lt;br /&gt;- Porque acho que vou desmaiar.&lt;br /&gt;Seus olhos brilham, Ele aproxima-se. Olha o conjunto atentamente e, seco, fala:&lt;br /&gt;- Desmaie, Jezebel. Me dê esse prazer.&lt;br /&gt;Ela vê tudo escurecer, os músculos soltarem, a cabeça rodar, mas respira fundo e não desmaia.&lt;br /&gt;- Sabe qual é a diferença de uma mulher comum para uma submissa, Jezebel?&lt;br /&gt;- Qual, Senhor?&lt;br /&gt;Ela não O vê, mas faz as vezes de estar bem, estar firme.&lt;br /&gt;- Porque uma mulher na sua posição ou já teria levantado ou já teria desmaiado. Uma submissa, a mesma que diz querer servir, não entrega-se àquele que oferta sua submissão, de fato.&lt;br /&gt;Afinal o que é ser submissa senão ser você mesma em essência?&lt;br /&gt;Jazebel não estava para debates, qual boi em abate, que olha para o seu executor com cara de pedido de piedade, ela tomba. Seus ossos fizeram forte barulho no chão. Seu rosto bateu forte, firme, duro. Não houve câmera lenta qual filme recordista de bilheteria, mas teve drama.&lt;br /&gt;Ela não conseguiu apoiar-se e a queda foi dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S213sGx2LwI/AAAAAAAAACk/Pfj6XHioc0Y/s1600-h/4bfc96869d48de49f3ebb8a3415e3ac5811f0cb6_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435131924923690754" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S213sGx2LwI/AAAAAAAAACk/Pfj6XHioc0Y/s400/4bfc96869d48de49f3ebb8a3415e3ac5811f0cb6_m.jpg" style="float: left; height: 267px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na masmorra, em uma larga, confortável e bonita cama. Outra roupa (mais fresca), visivelmente de banho tomado, maquiada, cabelos arrumados. Conto de fadas! Ela acordou. Olhou para o alto e havia um espelho. Outros. Dos lados. Em volta.&lt;br /&gt;Olhou para Dom Demétrius, Ele sorriu.&lt;br /&gt;- Ah, me desculpe Senhor. Eu desmaiei, né? Há quanto tempo estou aqui, Senhor?&lt;br /&gt;- Sim, teve uma linda e cinematográfica queda.&lt;br /&gt;Ela se olha, sente o seu perfume, o banho e a mudança de roupas. Insiste:&lt;br /&gt;- Há quanto tempo estou aqui, Senhor? Sua voz era fraca.&lt;br /&gt;- Aqui nunca houve tempo, Jezebel. Aqui o tempo vem em nossas palavras. Se não falamos, ele parou. Há quanto tempo está em você, submissa?&lt;br /&gt;O ar estava pesado. Aquele homem gentil assumia uma voz sádica, um ar de desinteresse e postura de pouco caso.&lt;br /&gt;Sua roupa também mudou. O terno impecável (e belo) deu lugar a uma gola pólo, calça jeans desenho clássico, alinhada e a um sapato mocassim. Ainda elegante, porém mais despojado.&lt;br /&gt;Ela o olhou. Olhou-se através dos espelhos e inundou-se com uma onda de choro. Estava perdida e não conseguia achar-se nos olhos Dele.&lt;br /&gt;O choro veio forte, mais forte que antes. Ele levanta. Ela chora. Ele a olha pelo espelho, ela soluça. Ele se move. Ela acompanha com os olhos. Ele sorri. Ela se mexe e vê que está amarrada.&lt;br /&gt;O choro some tão rápido quanto veio. A descoberta das cordas faz aquela mulher represar mais que seu choro. Ela segura seu sentir.&lt;br /&gt;Sua mente vaga, divaga, ela se perde.&lt;br /&gt;Será que estou na presença de um psicopata? Vou morrer?&lt;br /&gt;- O que fará comigo?&lt;br /&gt;Ela pergunta movimentando os braços presos, as idéias soltas. Queria fazer prosa-poética, mas daquele jeito nem mesmo quadra infantil, com suas rimas pobres, sairia fácil.&lt;br /&gt;Ele sorri. Não um sorriso sádico. Sorriso de homem que quer o que não pode ter, mas que terá porque quer o que não pode ter e terá.&lt;br /&gt;- A usarei com um misto de boa vontade com vontade nenhuma.&lt;br /&gt;Jezebel soltou seu corpo na cama. Soltou mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22kIyW7b3I/AAAAAAAAAD0/a1pJhtJOqQg/s1600-h/8ytrre2315_anonib.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435180796169908082" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22kIyW7b3I/AAAAAAAAAD0/a1pJhtJOqQg/s400/8ytrre2315_anonib.jpg" style="float: left; height: 362px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Viu o sádico na capa do homem. Sua mente até questionou, amedrontou, mas seu sábio corpo não teve dúvida alguma. Relaxou como quem diz: pode vir! Vira bicho e me faz virar fêmea e desperta meu cio. Ela não conseguiu sintonizar seus pensamentos. A vulva molhou. Não. Não foi isso que chamou sua atenção. O calor estava concentrado ali e isso a tirou do centro. Algo novo. Inusitado. Soturno.&lt;br /&gt;Ele aproximou sua mão esquerda (seria canhoto, aquele Senhor?), das pernas de Jezebel. Devagar. Aproximava e olhava-a. Qual uma automática porta de uma loja em desesperada liquidação, abriu-se bem antes Dele chegar. Sim, Ele sentiu o calor.&lt;br /&gt;Sua reação? Poder. O sorriso, de canto de boca, que lustra o poder do homem que pode. Ponto.&lt;br /&gt;Ele não a tocou. Fez melhor. Deixou que o calor de sua mão conversasse com a energia de entre suas pernas. Ela fechou os olhos. Estava mais ali que em qualquer outro lugar e ficar de olhos abertos seria sair dali para algum outro lugar. Não queria. Pela primeira vez naquele dia, sentia o frescor de sentir-se dominada. Não pela força, não pelo medo, não por si. Por seu prazer.&lt;br /&gt;Ele havia entrado nela. Abaixo os muros que cerceiam a mina! Afora as águas que impedem qualquer explorar! Não. Sua mão ainda escrevia poesia no sabor do aquecimento daquela mulher. Não precisava, naquele momento mais que isso. Melhor. Naquele momento era isso o tudo que o nada devia ofertar. E Ele era Mestre, sabia exatamente como fazer. Seu rosto era fechado, mas não pesado. Seus olhos cerrados mostravam que Ele fora atrás dela e que não queria sair dali para lugar algum. Ambos fecharam os olhos para ficarem mais ali. Mais dentro. Ele na mina, ela na parede qual diamante esperando o corte. A seiva que somente o seringueiro sabe fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22CBTPBE_I/AAAAAAAAADk/Aa5LuXnmRf0/s1600-h/9a8c60d71212bd91213e1cfb331f1f7edb30f72c_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435143284160795634" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22CBTPBE_I/AAAAAAAAADk/Aa5LuXnmRf0/s400/9a8c60d71212bd91213e1cfb331f1f7edb30f72c_m.jpg" style="float: left; height: 268px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz baixou, uma música suave, lounge, começou a tocar. Dessa vez Jazebel não se importou como a magia da produção gerava efeitos. Estava poesia demais para pensar em métricas, rimas e formas. Queria apenas flanar. Era o seu primeiro vôo e, como o Senhor havia ensinado (Sim. Na paixão, há ensinamentos, na dor, adestramentos e no fervor, fibrilamentos), não havia tempo dentro de um tempo que não há. Quanto tempo? Diante de tanta poesia não houve tempo, houve troca. Um balé tão perfeito que parece ter sido feito, ensaiado e apresentado a um Imperador. Aos poucos ela sentiu um vento frio lhe cumprimentar os lábios. Sua calcinha fora puxada com tamanha delicadeza, charme e precisão que ela sentiu, mas não sentiu. É quando estamos sem sentidos que sentimos o sentido, diria Dom Demétrius, mas nada disse. Não com vozes de cordas a vibrar em gargantas. Disse mais. Com seu corpo, falou ao corpo dela. E ela ouviu cada palavra. Um recital que de tão concorrido foi apresentado somente a um. A ela. Indivíduo individual único. Esse é você, rapaz! Um dia falaram isso. O vento ia frio, firme, tão constante que não parecia de boca alguma. Pulmão não segura tanto. O hálito era de homem macho, a pressão era de Deus-fêmea, tamanha a precisão. Jezebel ouvia claramente a música que aquel&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22oRd665BI/AAAAAAAAAD8/iruWy8xMwZQ/s1600-h/db2f863463d1a671360fa0dc84006573ec1c8ed1_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435185343349056530" src="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22oRd665BI/AAAAAAAAAD8/iruWy8xMwZQ/s400/db2f863463d1a671360fa0dc84006573ec1c8ed1_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 370px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;e vento tocava. Odalisticamente contorcia músculos, rodopiava cintura e entendia, sozinha, o que era ser mil em uma, uma à mil. Seus pés eram tocados, igual. Ela percebia que aquilo era mais que prazer. Era mais que ela. Nada foi feito igual antes. O que era aquilo? Se não há tempo para que pensar em espaço? Seu corpo sabia seguir o ritmo daquilo tudo, ela apreendeu a soltar e ao invés de guiar, permitir-se ser guiada. Por seu corpo. Dom Demétrius não era um homem de pouca cultura e saber, logo entendeu que o momento era dela. Aceitou, sem medir forças, e concentrou energia no fazer sentir daquela mulher. Ela respirava forte, mas sem forças. Não era algo que mexeria com a libido de espectadores de filmes de excitação. Era algo que burilaria o perceber de sacerdotes. Era energia que, embora vindo do centro sexual, vinha pura. Era uma cena. De longe, duas pessoas paradas. De perto, duas pessoas paradas. De dentro, nada no centro-par. Tudo era tão ímpar que o encaixe não podia ser mais preciso. Uma obra de cubismo que tinha tudo do impressionismo surreal. Dali e Picasso fazendo (não dividindo, fazendo de compor, por e criar) o mesmo quadro, usando o mesmo esquadro. Não existiria, nunca, examinador com habilitação, habilidade e capacidade para analisar a obra. Competência é algo que nasce, meio a qualquer coisa e pode ser visto como coisa alguma. Quem tem visão, vê. Quem não tem acha bonito, mas ninguém tem coragem de jogar fora. Uns por reconhecerem o valor, mesmo sem saber qual, de fato, é. Outros por reconhecerem o peso, embora não pensem em pegar. O sopro tântrico entrava naquela mulher e fazia sua kundalini subir, descer, oscilar. Demorou muito tempo até que o tempo atingisse seu mais alto sabor. Da troca, da dança da mão com a energia dela, do sopro de Sua boca em boca, aquela saiu um feixe de luz. Jezebel gritou quando sentiu dedos em si. A música era tão suave que aquela balada-rock a assustou. Embora dentro da mesma medida, a assustou. Um susto que a despertou para uma viagem maior.&lt;br /&gt;- É preciso sair do lugar para chegar a lugar algum.&lt;br /&gt;Sim, Ele disse isso.&lt;br /&gt;Sim. Ela, embora totalmente fora do corpo, ouviu.&lt;br /&gt;O toque não precisou ser pleno, foi rápido e de precisão cirúrgica.&lt;br /&gt;Um dedo, rápido.&lt;br /&gt;Dois dedos, zap.&lt;br /&gt;Três e quatro dedos.&lt;br /&gt;Não. Ela nunca passara do um, sentia-se incomodada com dois, abominava três e achava sem noção quatro.&lt;br /&gt;A noção não estava mesmo ali e isso há algum tempo no lugar que não tinha tempo algum.&lt;br /&gt;Seu líquido fornecia mais que lubrificação. Era a permissão carimbada em três vias e assinatura reconhecida em cartório.&lt;br /&gt;Dom Demétrius olhava aquela mulher de olhos arregalados, corpo no ar, cintura contorcida e sentia seu prazer ser mais seu. Era o preço por tê-la ensinado a ir além do jardim e olhar mais atentamente as flores. Agora ela sabia que existia perfume, textura, cor e desenhos. O jardim era mais que um quadro, era uma paisagem composta dentro de nós. Com cordas sem fim.&lt;br /&gt;- Quantos dedos, Senhor?&lt;br /&gt;Aquela louca que se fingia de mulher queria saber. Ela assumia sua real faceta. Um ser disposto, disponível e à disposição para uma plena exploração de prazeres.&lt;br /&gt;- Três? Quatro? Sim. Ele trepava com a mente daquela mulher e não daria tudo tão fácil assim.&lt;br /&gt;- Ah!&lt;br /&gt;Ela estava perdida. O minúsculo jardim era grande demais para ela.&lt;br /&gt;- Três? Quatro?&lt;br /&gt;Ela repetiu essa pergunta algumas muitas vezes (até fora dali, de tudo o que mais ecoou foi áqüea resposta). Ele não respondeu. A olhava com cara de riso, dentes a mostra, olhos brilhantes. Mais que diamantes. Mais que o ambicioso – e suicida! – garimpeiro pode brilhar.&lt;br /&gt;Sua mão era grande. Sim. Grande e daí? Quando se tem prazer, o tamanho importa menos que a excitação gerada naquele momento.&lt;br /&gt;Entrava, saía, voltava a entrar.&lt;br /&gt;Jezebel brilhou inúmeras vezes. Sob a luz da ribalta fez sua glória de uma glória nunca gloriada antes. Gloriosa ventura, aqueles que, a essa altura, ainda conseguem voar.&lt;br /&gt;Mil vezes foram as quantas de seus espasmos.&lt;br /&gt;Mil voltas em estádio lotado.&lt;br /&gt;Mil ladainhas em busca de uma graça e glória (olha ela aí de novo).&lt;br /&gt;Ela não dava conta e ciência de que seu corpo já não agüentava mais. Mas ia. Só ia. Ela não sabia voltar e se Ele ficasse ali, ali seria a sua morte. Verteu toda a água da represa. Seca, gemia sem fim, eram os nós, as cordas.&lt;br /&gt;Sem fim, gemia seca.&lt;br /&gt;Dom Demétrius não parou como começou. Tirou a mão que apertava os bicos de seus seios, puxou todo Ele de dentro de si. Levantou.&lt;br /&gt;Qual um homem que acabou de chegar da rua, sorriu em cumprimento e ofertou uma água que estava em uma bandeja próxima.&lt;br /&gt;Não, a bandeja não estava ali. Chegou enquanto eles estavam ali?&lt;br /&gt;Ele bebeu a água sem se importar com a chegada dela. Poucas coisas ainda importavam depois daquele sentir.&lt;br /&gt;- Agora dorme. Precisa.&lt;br /&gt;Não disse mais nada. As luzes, automaticamente e sem movimento algum Dele, se apagaram, a música mudou para a mesma de ninar criança e se fez breu naquele lugar.&lt;br /&gt;Jezebel estava em outra sintonia. Nem mesmo conseguiu responder o óbvio “Sim, Senhor”.&lt;br /&gt;Adormeceu. Era uma ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S218q3x4U4I/AAAAAAAAADc/5R0OWPVliN4/s1600-h/4b359618964668240d49a1fb264d16c13093b5b6_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435137401275569026" src="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S218q3x4U4I/AAAAAAAAADc/5R0OWPVliN4/s400/4b359618964668240d49a1fb264d16c13093b5b6_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-6677912806943492725?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/6677912806943492725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/02/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6677912806943492725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6677912806943492725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/02/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 006]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S22jn3qqB7I/AAAAAAAAADs/K4-JmsG4vow/s72-c/4e2f7cead98e21e30d3b7955f93c209b06a5171d_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-4753777554733300653</id><published>2010-01-29T19:16:00.013-02:00</published><updated>2010-03-05T11:17:08.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 005]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa – [Parte 005]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2Nln-BxAmI/AAAAAAAAAB0/Ygd6W0xOYN0/s1600-h/9c56727df1a01ba28e05c99552d4426b2c12704b_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432297312878658146" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2Nln-BxAmI/AAAAAAAAAB0/Ygd6W0xOYN0/s400/9c56727df1a01ba28e05c99552d4426b2c12704b_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 267px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jezebel assustava-se com tudo. Sua mente jogava mais que seu corpo. Qualquer movimento, qualquer ação fazia com que sua mente fosse muito mais além que seu corpo. Naturalmente, a submissa tinha predisposição a temer a morte, tudo era sinônimo de morrer. Depois dos dentes ela ainda experimentou várias camisolas. Ele a fazia vestir, desfilar, mostrar, comentar e tirar. Foram mais de 10 camisolas. Umas lindas, outras bregas, outras mais comuns. Ela cansava, Ele pedia mais. Cada camisola um tempo, cada tempo, um esforço, cada esforço diminuía sua reserva de energia. Em uma situação comum, ela até apreciaria esse jogo, mas a postura de Dom Demétrius, Seu olhar, Seus pedidos de posições que podiam ser vistas como constrangedoras e seus comentários explorativos, reveladores, alguns até chulos, faziam com que ela sentisse o uso na pele. Ele não escondia que tudo ali era para o Seu prazer. Se ela tivesse prazer seria bom, mas se não tivesse, não seria problema (ao menos para Ele, não). A sala era enorme, havia uma passarela de pedras muito bem feita. Pedras coloridas que faziam um mosaico no chão. Era nele que ela passeava com cada uma das camisolas. Depois de experimentar muitas, Dom Demétrius diz que uma ficou boa e levanta-se. De um&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NlzO6564I/AAAAAAAAAB8/0SktrKPG1FU/s1600-h/The_Hesitation_by_immanuel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432297506391845762" src="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NlzO6564I/AAAAAAAAAB8/0SktrKPG1FU/s400/The_Hesitation_by_immanuel.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 266px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; salto, coloca uma coleira nela, força sua ida para o chão, coloca uma guia.&lt;br /&gt;- Vamos ver se de quatro essa camisola fica boa, Jezebel.&lt;br /&gt;Ele a puxa pela passarela e ela, resistente no início, mas solta no final, vai. Não queria colocar os joelhos no chão, mas a um comando Dele, não somente coloca como abaixa a cabeça. Esse era um dos jogos que ela sempre dizia que não faria. Não via sentido em se comportar como um cão.&lt;br /&gt;O problema era que, com Demétrius, ela conversou sobre tudo, menos sobre as questões de jogos propriamente dita. Não haviam combinado nada, nada foi fechado, acordado, selado. Era o jogo pelo jogo. A ela só restava jogar. Ele mandava que rebolasse, que latisse. Dava comandos secos como se dá a um cão. Não pedia para parar, apenas puxava a coleira. Uma volta naquela passarela de uns 13 metros, duas voltas, três, mais, mais. Ela estava cansada, com os joelhos doendo.&lt;br /&gt;- Senhor, não agüento mais.&lt;br /&gt;- Então é agora que começarei a me divertir, Jezebel. Vamos dar mais algumas voltas. Por favor, me siga.&lt;br /&gt;Ela não tinha escolha senão seguí-lo.&lt;br /&gt;Mesmo o chão estando impecavelmente limpo, a camisola já tinha marcas de piso, amassados de uso e alguns pequenos rasgos. Os seios de Jezebel, embora pequenos, já haviam saído do lugar algumas vezes. Ela dava o jeito dela para ajustar, mas saíam de novo. Mesmo a posição não favorecendo que Ele visse, Ele via a tudo e se divertia por dentro.&lt;br /&gt;Depois de algumas voltas, Ele a conduziu para o mesmo tanque onde ela escovava os dentes e a mandou repetir o ato. Da mesma forma e qual um dejavu, Jezebel seguiu. Escovava os dentes sem muito entendimento da ordem, do porquê. Apenas obedecia.&lt;br /&gt;Enquanto escovava, Ele batia em sua bunda com as mãos. Chegou a levantar seu vestido, mas somente olhou e bateu mais ainda. Jezebel tinha um misto de repulsa, prazer, vontade de mais, vontade de mais nada. Intimamente algo lhe dizia que aquele era seu caminho, mas seu orgulho social, seu brio de mulher, sua tão comum postura de master a fazia refletir. Embora meio a dor, ao descon&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NlYn_6huI/AAAAAAAAABs/JD_IYQFho-8/s1600-h/82ede8c8f1c5d1aee49ebadba36f5ad68fa844b6_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432297049267275490" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NlYn_6huI/AAAAAAAAABs/JD_IYQFho-8/s400/82ede8c8f1c5d1aee49ebadba36f5ad68fa844b6_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 267px;" /&gt;&lt;/a&gt;hecido e seu turbilhão de sentires, ela pensava. Mas todas as vezes que O olhava com o intuito de reclamar, seu coração apertava e seus olhos baixavam.&lt;br /&gt;Não, Jezebel não estava dominada, mas estava dominando-se. Seu caminho era trilhado na dor do prazer de outro. Um outro que podia ser qualquer um, mas que ali era um Senhor. Um Senhor que nem mesmo podia receber o título de posse e ser chamado de seu.&lt;br /&gt;A submissa deu um tempo para que o ritmo diminuísse, para que a ardência cessasse, mas isso não ocorreu. Aquele homem mais parecia uma máquina de bater e batia. Inicialmente protegeu as nádegas com as mãos, mas diante da ordem para recolher as mãos e a forte ardência, ela virou-se. Com um rosto similar a um animal em fúria e pronto para um contra ataque ela O olhou dentro dos olhos. Firmemente. Ele estava sorrindo e ironicamente pareceu ler seus pensamentos. E ao contrário do esperado, que seria conduzí-la a um acolher, Ele a incitou contra si mesmo.&lt;br /&gt;- Vai, Jezebel. Solta sua fúria e ataca-me.&lt;br /&gt;Ela não falou absolutamente nada, mas seu olhos vertiam sangue de ódio, a luz do pedido de vingança, sua pele suava o líquido do veneno que brilha naqueles que cegam diante de necessidades mais animais que humanas. Ele segue.&lt;br /&gt;- Vem, bicho! Solta-se na selva e atormenta seu adversário em nome da carne que alimenta a carne. Faz valer a regra da cadeia alimentar: mate para proteger, mate para comer. Mate!&lt;br /&gt;Sua voz era mansa, irônica, firme e nada amedrontada. Ela entrou fundo naquela mulher, ouviu cada uma delas, sentiu a ironia, sentiu-se diminuída, humilhada e armou os ombros, fechou os punhos, trincou os dentes.&lt;br /&gt;- Isso, Jezebel... Você não é humana, é bicho. Muito mais bicho que qualquer outro bicho. Odeie-me, me ataque. Só assim poderá me amar, me proteger. Só assim será mais que serviço, menos que serviçal. Um lampejo deu-se na mente daquela mulher. Viu sua situação, entendeu que aquela era sua posição e que Aquele homem jogava o tempo todo com seu intelecto. Recuou.&lt;br /&gt;- O Senhor me vê como um nada, né?&lt;br /&gt;- A vejo como um campo onde há mata, montanha, espaço.&lt;br /&gt;- O que isso quer dizer, Senhor?&lt;br /&gt;- Que pode ser nada, pode ser tudo. Depende de quem vê e não do que está.&lt;br /&gt;Sem desviar os olhos dos olhos da submissa e num ato tão rápido quanto preciso, solta a cane em sua perna, e segue.&lt;br /&gt;- É mulher, isso por direito, mérito e fato. Quem a olha pode ver uma mulher, mas igualmente pode ver um mundo de possibilidades. Uma amiga, uma mãe, uma parceira, uma empregada. Cada uma delas terá uma (ou mais) serventia, exercerá uma função. Aquele que vê pode pensar-te mulher, mas pode pensar em ti como tudo isso.&lt;br /&gt;- O que o Senhor vê? E pensa?&lt;br /&gt;Ele a olha dentro dos olhos, fica&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2Nl_3nkJbI/AAAAAAAAACE/g49KpOBRXd0/s1600-h/The_idea_of_individuality_by_immanuel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432297723475010994" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2Nl_3nkJbI/AAAAAAAAACE/g49KpOBRXd0/s400/The_idea_of_individuality_by_immanuel.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt; mudo por instantes, respira com barulho, estufa o peito e decide se a resposta será um carinho ou mais uma porrada.&lt;br /&gt;- Vejo uma mulher. Penso em um universo de possibilidades.&lt;br /&gt;Quando ela ia seguir o assunto, provavelmente perguntar mais, Ele a puxa pelos cabelos a faz ajoelhar, coloca seu falo para fora e a faz sugá-lo com força e pressão. O tamanho era suficiente para importunar, a situação na medida para incomodar. Jezebel estava sedenta de sexo. Até aquele momento achava que tudo seria somente dor física, mas Aquele homem a surpreende mais uma vez.&lt;br /&gt;- Chupa, sua puta! Engole-me todo para, me bebendo saber quem sou e talvez achar o caminho de quem é.&lt;br /&gt;Ela estava nervosa com a ausência de ar, as dores nos cabelos e a boca preenchida.&lt;br /&gt;Ela estava nervosa com a essência de par, as cores dos repelos e a força preenchida.&lt;br /&gt;Dom Demétrius não facilitou ao forçar seu falo goela adentro, Jezebel, mesmo sendo uma mulher sexualmente experiente, apreciadora do sexo mais selvagem e crente em sua disposição, arregalava os olhos e separava seu corpo de sua mente e de sua razão. O corpo suava tanto em calafrios quanto em ondas de prazer. Não constante, pior, em pulsos. Sua mente mentia ao afirmar que aquilo era errado, se perdia ao se perguntar se agüentaria mais um pouco. Só mais um pouco. Sua razão, em praça pública, qual um protestante em busca de rebanhos de ovelhas podres, mas que, qual fruta muito madura, ainda serve para um bom doce, discutia consigo mesma. Com o livro mais vendido em mãos bradava que aquele era o caminho da salvação, com o suor de um terno surrado, advertia que o caminho seria duro, mas compensador, pois deles seriam o reino dos céus. Uma loucura em qualquer estação que fosse. A razão ainda dizia para não ir, afinal “quando a esmola é demais...”. Mas quem disse que aquela mulher, com mais horas de cama que qualquer urubu do vôo, era santa? Não, Jezebel não era mais virgem, porém não queria ser taxada de puta.&lt;br /&gt;O Senhor lia a tudo em seus olhos, percebia a inquietação de seus pensamentos, apelava para seu senso comum ao olhar em seus olhos e perguntar se ela queria que Ele empurrasse mais.&lt;br /&gt;Fazer não era problema, Jezebel era refém de seu próprio prazer, o problema instalava-se quando Ele pedia sua cumplicidade.&lt;br /&gt;Não. Ela queria somente obedecer. Ele podia fazer o que quisesse, desde que ela somente obedecesse. Não estava em seus planos pactuar daquele ritual macabro onde o ser humano virava realmente humano. Ela queria ser um reflexo da alta sociedade a qual fazia parte. Uma vítima. E não uma mulher que optou por ser submissa a si mesma.&lt;br /&gt;Mas Ele não facilitava e enquanto ela não respondia, Ele não seguia com a asfixia. Apertava seus mamilos e os puxava para frente, para cima. A dor era parecida com o perfurar de uma agulha, algo que puxava as fibra&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NmbZpazjI/AAAAAAAAACM/HRdE0_5flEg/s1600-h/Vanity_by_immanuel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432298196466060850" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NmbZpazjI/AAAAAAAAACM/HRdE0_5flEg/s400/Vanity_by_immanuel.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 267px;" /&gt;&lt;/a&gt;s mamárias e causava uma dor que ia da ponta dos mamilos até a espinha dorsal. Inicialmente fina, sintonizada e até gostosa, mas após passar a barreira dos seios explodia no peito e reverberava, aquecendo, toda a coluna. Doía, aquecia, ardia, queimava. Tudo em explosões, tudo junto, mas cada uma, um tipo de dor em um canal especifico. A analogia seria a de um conjunto musical. A música é única, a harmonia também, mas cada um faz o seu papel, ao seu jeito. Querem um gênero? Jazz! É a melhor definição! A bateria faz a base e cada músico conversa entre si, fazendo do seu jeito. Uns aos solos, outros às harmonias, outros em acompanhamentos (que dão base para mais solos, harmonias e acompanhamentos). Uma única música pode durar muitos minutos e, ao mesmo tempo, parecer várias. Acabou? Não. Jazz é um gênero que nunca acaba. Paramos de tocar, ouvir, mas não paramos de solfejar. Jezebel, cedo ou tarde, cansada ou descansada, aceitava a pergunta e dava sempre uma resposta positiva. De pronto, muitas vezes, Ele seguia e em outras gerava a clareza do ato ao confirmar a certeza da resposta. Ela queria morrer. Assumir que quer mais dor estando sem forças até para respirar?! Pequena pausa e o falo, sempre rijo, entrava com força. Saía babado. De longe, na masmorra, dava para ouvir suas tosses, pigarros e soluços. Música para ouvidos treinados. Treino para ouvidos musicais.&lt;br /&gt;Os olhos daquela mulher eram fontes de rios de lágrimas, seu corpo tremia. Um pouco pela posição desconfortável, um pouco por toda aquela emoção.&lt;br /&gt;Ele a puxa pelos cabelos, ela tenta levantar, mas recebe a ordem para seguir de quatro.&lt;br /&gt;- Vem, cão!&lt;br /&gt;Ele tinha mãos grandes, braços firmes. Seus olhos estavam vermelhos, seu rosto transfigurado, seus cabelos levemente desarrumados e seu terno? Impecável. Um gentleman.&lt;br /&gt;Se o referencial vem dos passos humanos, Jezebel não deu mais que 20 para ir do tanque até um canto escuro de velas, parede em concreto brilhante e acessórios estranhos.&lt;br /&gt;Seus cabelos aliviaram quando ela se posicionou sobre um tapete.&lt;br /&gt;- Fica, cão! Cão fica!&lt;br /&gt;Jezebel sempre odiou jogos que envolvessem qualquer ítem que irracionalizasse sua mente. Querem saber o que ela sentia naquele jogo com Ele?&lt;br /&gt;Prazer. O prazer da espera por mais, era seu companheiro de viagem e melhor amante nas noites escuras de sua mente. Sua mente, aliás, era uma floresta sem mapeamento que crescia sozinha e sem controle. Pragas eram comidas por insetos que eram comidos por pequenos animais que eram comidos por maiores animais que eram usados pelos homens. Como vêem, o topo da cadeia era algo sem pudor, que sabia falar e que usava sua força mental para sucumbir adversários e agregar investidores.&lt;br /&gt;- Olha, cão!&lt;br /&gt;Ela levanta a cabeça e olha à sua volta.&lt;br /&gt;- Três paredes. Ele disse.&lt;br /&gt;Uma com objetos, acessórios e ferramental na própria parede. Será usada de pé.&lt;br /&gt;A do meio com armários. Tudo que é pequeno, transportável. Fica ali.&lt;br /&gt;A outra é solo. Máquinas elétricas, eletrônicas e manuais.&lt;br /&gt;Ela olha a tudo atentamente, Ele fecha seu discurso:&lt;br /&gt;- Aqui é a porta do inferno. Seja bem-vinda, mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NnAuvsvDI/AAAAAAAAACU/1BqSyUtTqTM/s1600-h/The_First_Wife_by_immanuel.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432298837784706098" src="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2NnAuvsvDI/AAAAAAAAACU/1BqSyUtTqTM/s400/The_First_Wife_by_immanuel.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 274px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-4753777554733300653?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/4753777554733300653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/01/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4753777554733300653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4753777554733300653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/01/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 005]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2Nln-BxAmI/AAAAAAAAAB0/Ygd6W0xOYN0/s72-c/9c56727df1a01ba28e05c99552d4426b2c12704b_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-4446440236914116799</id><published>2010-01-29T04:14:00.004-02:00</published><updated>2010-01-29T21:17:43.364-02:00</updated><title type='text'>Agora sim!</title><content type='html'>Sexta-feira, parte da tarde, sento para dar sequência.&lt;br /&gt;Prometido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*sorriso*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(duvido alguém acreditar que "isso" sai)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-4446440236914116799?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/4446440236914116799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/01/agora-sim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4446440236914116799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4446440236914116799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2010/01/agora-sim.html' title='Agora sim!'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-4648930260082476724</id><published>2009-12-22T20:51:00.002-02:00</published><updated>2010-03-13T12:46:45.221-03:00</updated><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte Pausa]</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5uzBRMP3AI/AAAAAAAAARQ/_3VErCf6KlI/s1600-h/Clipboard02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5uzBRMP3AI/AAAAAAAAARQ/_3VErCf6KlI/s320/Clipboard02.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O que ainda há para ler?&lt;br /&gt;1. O jogo na masmorra Dele. Final de sexta-feira;&lt;br /&gt;2. O dia de Sábado;&lt;br /&gt;3. Domingo e fechamento;&lt;br /&gt;Mas... só no ano que vem!&lt;br /&gt;*sorriso*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas Festas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-4648930260082476724?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/4648930260082476724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_22.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4648930260082476724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/4648930260082476724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_22.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte Pausa]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/S5uzBRMP3AI/AAAAAAAAARQ/_3VErCf6KlI/s72-c/Clipboard02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-66039964039911543</id><published>2009-12-11T02:14:00.012-02:00</published><updated>2010-03-05T11:15:57.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 004]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa – [Parte 004]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2ML8B6ngHI/AAAAAAAAABE/GWasmZ3iqHU/s1600-h/10_03_2008_0328942001205108264_helmut_newton.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432198701473300594" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2ML8B6ngHI/AAAAAAAAABE/GWasmZ3iqHU/s320/10_03_2008_0328942001205108264_helmut_newton.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 319px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando ela ficou completamente nua e resolveu relaxar, se é que isso era possível naquela situação, Ele – de fato – começa seu jogo.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, (disse com voz firme, porém meiga, apontando uma das várias caixas que foram feitas na parede) abra a caixa de número um. Só então ela vira-se acompanhando o jato de água e nota que tem 25 caixas numeradas atrás de si. Abriu a um. Uma bela embalagem. Ela reconheceu o logo e a cor. Era de uma daquelas lojas que eles pararam no caminho. Mas como foram parar ali? Ela o viu sair sem nada, não lembra das embalagens quando voltou ao carro, mas estava perturbada demais para observar algo assim. Antes que pudesse pensar mais... – Abra Jezebel. Ele ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sabão líquido em uma embalagem pequena e muito bonita.&lt;br /&gt;Sua cor era um creme-rosado-brilhante. Seu cheiro o de madeira de carnaúba depois de uma chuva moderada seguida por sol forte. Sua textura de quero abraçar.&lt;br /&gt;Ela o pegou nas mãos, se virou de frente para Ele. Sentado, mandou que ela lavasse os cabelos com ele.&lt;br /&gt;Assim foi feito. De longe, ele coordenava a água que ia de morna a quente.&lt;br /&gt;- Abra a caixa dois, por favor. É o condicionador.&lt;br /&gt;Ela pensou que ainda tinham 25 caixas e que se fosse abrir uma por uma, a noite iria passar somente no banho, mas pela postura e calma Dele, estava claro que não havia motivos para pressa. Melhor ceder e não correr.&lt;br /&gt;- Enrola os cabelos com esse condicionador e abre, por favor, a caixa oito, Jezebel.&lt;br /&gt;Ao que parecia Ele sabia exatamente o que havia em cada caixa daquelas. Jezebel excitava-se diante da maestria do momento, porém ao mesmo tempo se perguntava se Aquele homem não errava nunca.&lt;br /&gt;Ela fez o que foi ordenado e ao abrir a caixa oito deparou com um sabonete bem pequeno, a cor era de ouro, o sabor de frutas da estação, a textura de poder, o peso da cobiça. Estava claro que era algo caro, desejado por muitos, tido por poucos.&lt;br /&gt;Ela o pegou e quando se virou Dom Demétrius estava, de pé, à frente dela.&lt;br /&gt;Olhando-a dentro dos olhos pausadamente mandou que ela lavasse o corpo com aquele sabão.&lt;br /&gt;Não afastou-se. Olhava a tudo de forma const&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MGKqeDU-I/AAAAAAAAAAU/wQe2DOhoMzY/s1600-h/cc1fd67d9134b5f2f635eb035acbb15a3dda3a4b_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432192355807744994" src="http://3.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MGKqeDU-I/AAAAAAAAAAU/wQe2DOhoMzY/s400/cc1fd67d9134b5f2f635eb035acbb15a3dda3a4b_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 280px;" /&gt;&lt;/a&gt;rangedora, atenta. Ela passava o sabonete, sentia algo sem igual, um frescor, uma carícia de mãos de fada, uma vontade de mais.&lt;br /&gt;Passou sem correr, Ele de frente. Ela tentou virar-se um pouco e com uma cane, que ela ainda não havia visto, Ele a volta à posição anterior. De frente para Ele. Exposta.&lt;br /&gt;Por todo o tempo ela mesclava. Horas estava com a cabeça totalmente baixa, horas levantava, de um salto, e buscava Seus olhos. Ele estava ali. Acompanhava cada movimento, cada gesto.&lt;br /&gt;- Só o corpo, Jezebel. Não use esse caro sabonete para os seios, mão e pés.&lt;br /&gt;Quando ela acabou, dizendo que acabou, Ele a manda passar em locais específicos.&lt;br /&gt;- Não Jezebel, seu pescoço não recebeu a visita do sabonete... Agora, por favor, (sempre com educação e bons tratos) passe na lateral do tronco.&lt;br /&gt;- Não, Jezebel, de baixo para cima... Isso. Assim você colabora com a drenagem linfática e massageia a pele com a finalidade de aumentar e melhorar a circulação.&lt;br /&gt;Falava com propriedade e por ser homem, ao dominar tal tema, constrangia a submissa. Sem saber o que fazer, ela pedia desculpas e obedecia.&lt;br /&gt;- Por favor, não peça desculpas, esses conhecimentos não são para qualquer um.&lt;br /&gt;Ela acredita que tem que revidar e não ficar calada.&lt;br /&gt;- Realmente eu não tenho tempo para aprender essas coisas, Senhor. Tem outras urgências.&lt;br /&gt;- Oras, Jezebel... Ignorarei o fato de ter me chamado de desocupado e seguirei por outro caminho com uma pergunta: Quer dizer que por trabalhar, não precisa se cuidar? Virou européia, mulher? Se enche de perfume para livrar-se da obrigação do banho?&lt;br /&gt;- Não Senhor, o que eu falei foi outra coisa.&lt;br /&gt;Ela não acaba de falar e a cane vai em sua bunda. Ela não esperava e saltou, afastou-se e olhou com ódio.&lt;br /&gt;Ele sorriu. – Então fora ser desocupado, agora também sou mentiroso? Volte aqui, Jezebel, quero bater mais.&lt;br /&gt;- Senhor, em nossas conversas eu falei que não era masoquista.&lt;br /&gt;- Pois é, Jezebel (Ele vai na direção dela e bate mais algumas vezes de forma seguida. A cana assobia no percurso entre o ar e as pernas de Jezebel) eu lembro muito bem que eu falei que era sádico.&lt;br /&gt;Ela fica muda, sente a dor, se curva para amenizar a ardência, olha para Ele e resolve não debater, afinal Ele mostra que além da força, tem disposição para usar a ferramenta mais temida no meio.&lt;br /&gt;- Uma bela maneira de começar, hein!&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MIxcvpMWI/AAAAAAAAAA0/29yk29tLCTo/s1600-h/4960a1e14ba2a825c8a57b8de0f3934c13846e8f_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432195221161587042" src="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MIxcvpMWI/AAAAAAAAAA0/29yk29tLCTo/s320/4960a1e14ba2a825c8a57b8de0f3934c13846e8f_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 282px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela não segura a língua e solta a dor em uma frase.&lt;br /&gt;- Uma poesia não tem começo, meio ou fim dado pelo poeta. Quem afere, confere e fere isso é o leitor, Jezebel. Se você, minha parceira nessa viagem, diz que comecei bem, agradeço (se curva com ironia), mas ainda não comecei. Você nem mesmo acabou seu banho.&lt;br /&gt;- O que o Senhor quer que eu faça. Ela tenta mudar o rumo.&lt;br /&gt;- Caixa 15, por favor. Ela se afasta, abre a caixa, sem poesia pega o sabão que está lá e espera a ordem. Não ouve nada e se vira.&lt;br /&gt;Exatamente nessa hora recebe um jato de água bem em seu rosto. Forte, preciso e que a afoga por avos de segundos.&lt;br /&gt;Demétrius estava sentado, afastado. Seus passos não eram ouvidos, mas seus atos percebidos.&lt;br /&gt;- Lave os pés, submissa! A voz foi firme.&lt;br /&gt;Assim ela o fez.&lt;br /&gt;Olhava-O e fazia, perdia o equilíbrio e fazia. Se fazia.&lt;br /&gt;Na cabeça de Jezebel tudo aquilo era novo. Sim, já havia jogado algumas muitas vezes, mas aquela meticulosidade, aquele estilo, aquela oscilação, aquela troca de valores, segurança e ritmo eram únicos. Ela debutava.&lt;br /&gt;A água surgia comumente após o uso do sabonete, a mangueira ficava discretamente escondida em suas longas e magras pernas cruzadas.&lt;br /&gt;- Caixa 21, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela abriu, outro estilo de sabonete, outro cheiro, outra textura, outro brilho. Ela se virou de pronto e logo Ele ordenou que ela usasse nos seios. Somente nos seios.&lt;br /&gt;Aquela dança de sabonete, aquele observador a sua frente poderia dar a sensação de presídio, de punição, mas Jezebel sentia frescor, sentia-se cuidada como nunca. Era um momento dela. Não haviam telefones tocando, pessoas pedindo, cobrando ou querendo pagar. Os íntimos ficaram de fora, tão de fora que ela estava só. Como nunca ficou.&lt;br /&gt;- Feito! Ele disse levantando-se.&lt;br /&gt;Agora vamos testar as minhas habilidades massoterapêuticas, Jezebel.&lt;br /&gt;A caixa 25 era imensa. Ele mesmo a abriu. Uma maca foi tirada lá de dentro. Com uma habilidade pouco vista, Ele abre a maca e pede que Jezebel deite com a barriga para baixo.&lt;br /&gt;Ele usa os produtos que estão nas caixas 22 a 24.&lt;br /&gt;Ela fica apreensiva, não sabe o que vem.&lt;br /&gt;Ele prepara uma combinação de produtos na cubeta e os leva a seu corpo.&lt;br /&gt;Jezebel tem um misto de medo e prazer. Os produtos eram para uma esfoliação e ao mesmo tempo que ela se deliciava com Suas mãos subindo de suas pernas até seus glúteos imaginava que algo viria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os produtos pareciam uma lixa, firme, mas as mãos daquele Senhor eram suaves cadenciadas e bem vindas.&lt;br /&gt;Quando ela menos esperou, recebeu um pingo de vela. Mesmo com seu corpo molhado a vela ardia, queimava, ia.&lt;br /&gt;Vela, esfoliação, vela, esfoliação, cane. A maca tremia com Jezebel, as luzes foram diminuindo, a água banhou seu corpo. Com uma toalha, Ele secou suas costas.&lt;br /&gt;Ela ouviu barulho de luvas sendo manipuladas e postas. O rasgar de plásticos era inconfundível.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, fique de quatro.&lt;br /&gt;Ela arregalou seus olhos, mas Ele não tinha acesso a essa visão.&lt;br /&gt;Quando ela estava completamente de quatro, Ele tira da embalagem um anuscópio e começa a introduzir em seu ânus.&lt;br /&gt;Devagar, foram-se todos os milímetros.&lt;br /&gt;Devagar, Jezebel misturava desconforto com prazer. Aquilo era incomum, mas era bom. Era sujo, mas dava prazer.&lt;br /&gt;Ele abriu um pouco mais o anuscópio e além de admirar tudo que havia lá dentro ainda comentava. Isso era o pior para ela.&lt;br /&gt;- É, Jezebel, seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;â&lt;/span&gt;nus é rosinha por dentro, mas ainda há restos aqui. Vejo bolinhos de restos fecais.&lt;br /&gt;Claro que ela não respondia nada. O calor que fervia seu corpo diante de tais comentários era emudecedor. Não havia como falar.&lt;br /&gt;- Aqui! Bem aqui do lado (Ele falava, apontava e tocava), tem os anéis que quando o pênis toca na vagina dá mais prazer a mulher. Hummm, estou entendendo agora.&lt;br /&gt;Ela não movia um músculo.&lt;br /&gt;- Ah, Jezebel! Você não tem como ver, claro! Peraí.&lt;br /&gt;Ela não queria ver, em definitivo, ela não queria ver!&lt;br /&gt;Os passos afastaram, mas logo voltaram com um barulho de rodas juntos.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MF12NrdPI/AAAAAAAAAAM/yRp8VaKl2x4/s1600-h/better%2Bmistakes.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432191998183044338" src="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MF12NrdPI/AAAAAAAAAAM/yRp8VaKl2x4/s400/better%2Bmistakes.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 319px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma mesinha auxiliar, dessas que tem em consultório trazia uma pequena TV preto e branco. Logo Ele a ligou e passando algo frio no ânus da Jezebel, logo ela podia ver seu próprio ânus na TV à sua frente.&lt;br /&gt;Ela não acreditava naquilo e acreditava menos ainda no que sentia. Era prazer. Um prazer ainda não sentido, vivo, presente, único.&lt;br /&gt;Ele apresentava um ar que misturava a empolgação de uma criança e a perspicácia de um sádico.&lt;br /&gt;- Olha, Jezebel! Aqui temos Cripta Anal, a Linha Dentada. Falava, apertava, puxava e batia no aparelho de acrílico que fazia com que seu ânus ficasse aberto.&lt;br /&gt;Ela constrangia, mas intimamente gostava daquele exame minucioso.&lt;br /&gt;Só não sentiu conforto quando sentiu algum líquido entrando.&lt;br /&gt;- Ah, Jezebel, nem avisei. Me desculpe. Preparei um enema de camomila para fazer uma limpeza básica em seu rabo.&lt;br /&gt;O líquido estava pendurado em uma vara parecida com as de soro, mas o balde era grande e não havia líquido que enchesse Jezebel.&lt;br /&gt;Ela teve uma aceleração sem igual em seu coração, sua pele ruborizou, seus ombros fecharam, seus cabeços arrepiaram e sua pele vertia tanta água que não dava para chamar de suor e sim de chuveiro brotador.&lt;br /&gt;Muita água entrou. A mangueirinha foi tirada do buraco aberto pelo anuscópio, a vara foi tirada de perto. Não demorou para Jezebel começar a reclamar de leves cólicas. Mais dois, cinco, sete, nove minutos e o anuscópio foi retirado de si.&lt;br /&gt;- Olha Jezebel, é só descer com cuidado e ir ali naquele cantinho, dá para ver a latrina ali?&lt;br /&gt;Ela não acreditou que teria que fazer aquilo na frente dele, de cócoras.&lt;br /&gt;- Olha Senhor, na sua frente eu não consigo.&lt;br /&gt;- Quem disse que não? Por favor, desça e vamos ver como “ele” se comporta, Jezebel.&lt;br /&gt;Totalmente ruborizada ela desce. Vai agachada até aquele vaso sanitário, com marcas para os pés, posto no chão.&lt;br /&gt;De cócoras, a cólica fica mais forte, porém ela olha para Ele e segura até que não agüenta mais e a vergonha é o alívio de sua dor. Solta.&lt;br /&gt;O barulho é ensurdecedor para ela, Ele sorri, se aproxima, olha, faz graça dizendo que mesmo com a camomila ainda fede muito e pega a mangueira e dá mais um banho em Jezebel. Ela aproveita o barulho da água e solta o que ainda resta. Um alívio sem igual. Na hora não, mas no futuro aquele enema será motivo de muitos orgasmos solitários de Jezebel.&lt;br /&gt;Ele pede para ela pegar uma mangueirinha que está próximo a ela e findar a assepsia.&lt;br /&gt;Ela o faz, recebe uma toalha e a ordem para voltar para a maca.&lt;br /&gt;- Agora de barriga para cima Jezebel.&lt;br /&gt;Constrangida, sentindo-se violada, sem ritmo e quase odiando aquele Senhor, ela deita de barriga para cima.&lt;br /&gt;Sem demora a maca recebe adendos que a transformam em uma cama ginecológica. Suas pernas são afastadas e levantadas.&lt;br /&gt;As luvas foram trocadas, o aparelho agora é um espéculo vaginal. Tem a mesma função do anuscópio, porém é para uso em local diferente.&lt;br /&gt;Ele introduz, com calma, olhando dentro dos olhos dela, ela gosta daquilo e abre – mais – levemente as pernas.&lt;br /&gt;Após a introdução Ele mexe na base do aparelho e vai abrindo-o e junto afastando os lábios.&lt;br /&gt;Ela tem uma sensação de invasão, o frio entra na fenda nunca tão aberta, nunca tão exposta, nunca tão.&lt;br /&gt;A vergonha se apresenta na tela do olhar Dele. Bastava olhá-Lo para sentir mais frio, mais calor, querer não estar ali. Cadê o botão “invisibilidade on”? Ela se perguntava.&lt;br /&gt;Ele enfiava um pouco mais, a olhava, sorria de canto de boca, abria mais o aparelho.&lt;br /&gt;Quando ela virava o rosto, fechava os olhos, Ele a chamava e comentava algo.&lt;br /&gt;- Seu grelo é assim, Jezebel.&lt;br /&gt;- O rosado de seus lábios é interessante, mas eles, se comparados ao tamanho do clitóris, são pequenos, né?&lt;br /&gt;Ela não conseguia responder, quando muito fazia boca de sorriso. Os dentes não vinham, mas os lábios moviam para o lado.&lt;br /&gt;Interessante, Jezebel, sua gruta está inundando.&lt;br /&gt;Ela se perdeu por completo. Seu rosto era passivo, mas seu corpo estava ativo.&lt;br /&gt;Ele olha bem lá dentro e faz um minucioso relato do que vê. Ela constrange, mas gosta.&lt;br /&gt;- Jezebel, por favor, estica seu braço e abre a gaveta 13. Essa que está com um X.&lt;br /&gt;Ela atende ao pedido Dele com naturalidade, mas assusta-se ao puxar algo pequeno, mas pesado.&lt;br /&gt;- Prendedores, meu amor. Trouxe para você, acredita?&lt;br /&gt;- Ai, meu Senhor! - Ela apavora. Odeia prendedores, não tem resistência para eles.&lt;br /&gt;Ele sorri, chega perto de seu rosto, alisa seus cabelos, beija-lhe, suavemente os lábios e pede. Sim, Ele pede, com carinho e paciência. Mas com uma ironia sem igual.&lt;br /&gt;- Ah, meu amorzinho, deixa eu colocar só um pouco, vai... Juro que coloco só um pouco, tá?&lt;br /&gt;Ela percebe a ironia, mas encanta-se. Como aquele homem pode brincar tanto com ela? Como pode ser tão sádico a ponto de seduzir a mulher afim de dobrar a submissa.&lt;br /&gt;Ela não respondeu e Ele foi ajustando os prendedores e alinhando para colocar.&lt;br /&gt;Foram os dois ao mesmo tempo, mas antes Ele se afastou. Mirou nos seios, mas qual fotógrafo que faz tudo olhando para o visor da câmera, olha em sua gruta.&lt;br /&gt;- Aiiii! Puuuuuuttta que o pariu!&lt;br /&gt;Ele olha bem dentro de seus olhos, não é um olhar de reprovação. Ele curtiu cada pedacinho daquele grito real.&lt;br /&gt;Jezebel tem calafrios por todo o corpo, se contorce. A dor não era seu prazer.&lt;br /&gt;Antes que ela conseguisse se refazer, Ele pega um outro prendedor e coloca em dois de seus dedos. Um de cada pé.&lt;br /&gt;Ela já não sabe se dá atenção aos mamilos ou aos dedos. Para completar Ele quebra os gemidos de dor.&lt;br /&gt;- Você está encharcada, submissa. Lindo de ver.&lt;br /&gt;Mais uma vez Ele pega a câmera, sintoniza, coloca a TV ao alcance dela e a mostra. Jezebel se fascina, a dor não vira prazer, mas é esquecida. Está ali, mas qual criança cansada, não fala nada.&lt;br /&gt;Ela vê, pela primeira vez, seu próprio gozo, sua vulva inundada, vertendo leite branco, qual homem, pelas paredes de si.&lt;br /&gt;O prazer é enorme e aumenta ainda mais quando Dom Demétrius coloca uma pequena cápsula vibradora bem no cume. Ela não suporta, geme, viaja, vai e volta àquele lugar.&lt;br /&gt;Segura firme na maca, rebola um nada sequer.&lt;br /&gt;Com a mão que está livre, Ele coloca um separador bucal em seus lábios. Ela gosta daq&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MNsuBZ5CI/AAAAAAAAABc/h-USKgZNJA4/s1600-h/siscott-dalillama.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432200637458277410" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MNsuBZ5CI/AAAAAAAAABc/h-USKgZNJA4/s320/siscott-dalillama.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 238px;" /&gt;&lt;/a&gt;uilo, se sente vulnerável, volúvel, dada.&lt;br /&gt;Ele coloca uma pequena pedra de gelo em sua boca, e ela fica num engasga não engasga sem igual.&lt;br /&gt;Não sabe se atende aos sinais de dores de seu corpo, ao prazer que a cápsula gera em sua vulva ou ao gelo que a asfixia.&lt;br /&gt;Algo louco, sem igual, mas sentido com intensidade.&lt;br /&gt;Ele aproxima Seus olhos bem próximos aos olhos dela e serenamente dá o comando com força e maestria.&lt;br /&gt;- Escuta, Jezebel. Falarei uma vez só. Não duas, não três. Só uma.&lt;br /&gt;Ela não O ouve, mas entende o que Ele diz. Acena com a cabeça.&lt;br /&gt;- Goza, submissa! Goza, mulher! Goza para mim e não mais para nenhum outro. Goza que te quero ver verter Meu prazer.&lt;br /&gt;Ela assusta, se contorce e sai de si em um gozo nunca antes sentido. A viagem foi longa. Como Ele vai tirando os prendedores aos poucos, não há vontade de voltar. O prazer só aumenta.&lt;br /&gt;Demétrius pega uma vela (sempre de algum lugar, sempre sem preparar nada, parece que tudo fica pronto e quando Ele quer, vem). Não pinga, olha para Jezebel, olha para a vela.&lt;br /&gt;Coloca a vela em um apoio ao lado da maca, tira a cápsula de cima dela e, com movimentos rápidos, imobiliza suas mãos. Um lado, algema, do outro lado, algema.&lt;br /&gt;Na volta para o lado que estava, pega um borrifador. Ao chegar, pega a vela.&lt;br /&gt;- Você tem medo de fogo, Jezebel? Sua voz é serena, seu olhar fixo e no ar uma aura sádica de quem não tem medo do medo que gerará.&lt;br /&gt;Jezebel não intenta o que poderá vir, mas amedronta-se.&lt;br /&gt;- Até hoje, Senhor, não tive medo de fogo.&lt;br /&gt;Sua voz é perdida, ainda não voltou por completo.&lt;br /&gt;- Que bom, mulher, o fogo é uma das descobertas mais antigas e que ainda fascina. É a única entidade que aparece em todas as mitologias e tem passe livre em todas as seitas, filosofias e religiões, é um marco, Jezebel.&lt;br /&gt;Os pensadores vêem nela a luz do saber, os filósofos a luz da metáfora, as crianças o bailar livre, os desesperados a espera do renascimento da fênix, as mulheres o filho.&lt;br /&gt;O fogo é mágico, Jezebel. Na temperatura certa, faz barro virar pedra, cerâmica e luz. Só ele, soberano, forja a espada de um samurai.&lt;br /&gt;Ele se cala, olha dentro dos olhos de Jezebel e borrifando na direção da vela cria uma labareda que a faz pular na maca.&lt;br /&gt;Ela não consegue, pois está presa. E&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MNgqzikXI/AAAAAAAAABU/ZcKBuVkAVxY/s1600-h/4212942e824b46182d40d5ff1d56aa90a76160a8_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432200430436389234" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MNgqzikXI/AAAAAAAAABU/ZcKBuVkAVxY/s320/4212942e824b46182d40d5ff1d56aa90a76160a8_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 234px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;le repete mais uma, duas, várias vezes e ele se contorce.&lt;br /&gt;- Ué, Jezebel, achei que não tinha medo...&lt;br /&gt;O afastador bucal não a deixa argumentar, Ele ouve grunhidos, tentativas de fala.&lt;br /&gt;- Ah! Você está presa e não pode apreciar o fogo? Entendi.&lt;br /&gt;Ele larga o fogo, solta Jezebel e com a voz tão firme quando doce diz – Fica, cão! Fica!&lt;br /&gt;Seus olhos hipnotizam, ela não ousa se mexer, mas a labareda vai bem próximo a ele. O espéculo em sua vagina incomoda, o afastador incomoda, a louca vontade de ir ao banheiro a incomoda, mas ela já sabe como é o banheiro e não tem motivação para ir.&lt;br /&gt;O fogo avança em sua direção, ela arregala os olhos, tem medo. Ele fica com os olhos fixos, brilhantes. Psicopaticamente brilhantes, um olhar de quem não teme, que ama o medo daquela mulher. Seu peito estufa, parece que o medo dela O abastece.&lt;br /&gt;Ele coloca seu falo para fora. Grande, rijo e mostra o tamanho de seu prazer.&lt;br /&gt;Do extremo do medo, Jezebel vai ao estremo do prazer.&lt;br /&gt;- Se toca, Jezebel. Se toca.&lt;br /&gt;Ela tenta falar algo, não consegue, Ele alinha fogo, borrifador e seu corpo, ela se fasta um pouco, tenta falar de novo.&lt;br /&gt;- Tire isso da boca, mulher. Não vê que eu não entendo esse idioma e quero te queimar?! Ele quase grita, está visivelmente excitado com a possibilidade de queimá-la.&lt;br /&gt;Ela tira o afastador da boca.&lt;br /&gt;- Senhor, por favor, estou com medo.&lt;br /&gt;- Eu também, Jezebel, mas alguém tem que fazer isso. Só o fogo poderá purificar sua alma.&lt;br /&gt;- Aí, meu Deus...&lt;br /&gt;Ela se esquiva, Ele não borrifa, mas alinha, mira, aponta, acerta, espirra álcool nela.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MHKL4wfXI/AAAAAAAAAAk/uA6eoNPfhv8/s1600-h/f905108ddf0da3f5f0916a8a976ffef6abcfe7ac_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432193447109885298" src="http://2.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MHKL4wfXI/AAAAAAAAAAk/uA6eoNPfhv8/s400/f905108ddf0da3f5f0916a8a976ffef6abcfe7ac_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 400px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 267px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- Eu mandei se masturbar, mulher! Fala alto, mostra aparente descontrole, ela fica completamente arrepiada, suas pernas abertas, ela meio sentada, sem apoio, tenta, mas o espéculo atrapalha.&lt;br /&gt;- Tira! Tira o espéculo, porrraaaa!&lt;br /&gt;Ela até tenta, mas ele não sai.&lt;br /&gt;Demétrius cai na gargalhada. Um riso estridente, gargalhada de psicopata, solta, no ar.&lt;br /&gt;Uma labareda!&lt;br /&gt;- Fogo!!!&lt;br /&gt;Ele grita e gargalha. Ela olha para Ele, olha para o espéculo e de um salto arranca tudo. Quase se traz junto, quase se rasga.&lt;br /&gt;Ele? Ri mais forte e mais alto.&lt;br /&gt;As labaredas não param, cada vez mais próximas de Jezebel. A mão que ia na vulva tenta parar o fogo, mas o fogo não se deixa pegar, passa por sua mão.&lt;br /&gt;Ela faz um gesto de que foi queimada e Dom Demétrius pára para ver.&lt;br /&gt;- Cadê a mão? Queimou?&lt;br /&gt;- Não, Senhor. Senhor, por favor, vamos parar? Que horas tem? Ela está nervosa, tenta conversar.&lt;br /&gt;- É a minha hora, Jezebel! A trouxe até aqui, seu tempo. Deixei que fizesse aquela palhaçada de entra não entra, aceitei seus ares de “puta ofendida” ao dizer que eu não deixava margens para negociação. Oras! Se quer me servir, quer negociar o que Jezebel? E as labaredas não param. Cada vez maiores, cada vez mais próximas, cada vez mais fortes.&lt;br /&gt;- Senhor, eu tenho medo!&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MKkE2jmpI/AAAAAAAAAA8/fTyqbN6VGA4/s1600-h/edb40072121ef21448b7321231bb3023465beb05_m.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432197190433086098" src="http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MKkE2jmpI/AAAAAAAAAA8/fTyqbN6VGA4/s320/edb40072121ef21448b7321231bb3023465beb05_m.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 208px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele começa a dançar e cantar a musica do Raul, Medo de Chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu perdi o meu medo&lt;br /&gt;O meu medo, o meu medo da chuva&lt;br /&gt;Pois a chuva voltando&lt;br /&gt;Pra terra traz coisas do ar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantava segurando vela e borrifador. Jezebel olhava apavorada. Como Ele conseguia tamanha naturalidade naquela hora?&lt;br /&gt;Pensou em pedir para ir embora, despensou, repensou.&lt;br /&gt;- O Senhor ficaria chateado se eu pedisse para ir embora?&lt;br /&gt;- Eu?! De modo algum, mas... a que preço? Ele não parou de dançar, fazia como se ainda ouvisse a música, voltou a soltar as labaredas para o lado de Jezebel e ela, que já estava quase fora da maca, sobe correndo e se encolhe como quem vê um rio de baratas no chão.&lt;br /&gt;- Como preço, Senhor?&lt;br /&gt;- Pois é, eu não te contei. Aliás, eu não te contei nada, né? Chagamos aqui tão apaixonados, tão envolvidos em nós mesmos que nem negociamos. Ele parecia louco. Agora abre a porta de número 19 e pega um cacho de uvas. Come qual um louco de fome. E fala com a boca cheia.&lt;br /&gt;- mas eu sei tudo e posso te passar as regras aqui desse mundo. Aquele que sai antes de eu mandar embora paga com uma tira de couro, umas mechas de cabelo e todas as unhas do corpo, quero dizer, todas as unhas dos pés e das mãos. Bem, se tiver em outro lugar, terá que dar também.&lt;br /&gt;Ela não fala nada. Olha-O fixamente. Medo, pavor, desespero.&lt;br /&gt;Mas, olha, Jezebel, (Ele a abraça. Em uma mão a vela e a uva, na outra o borrifador) eu posso fazer uma coisa legal com você.&lt;br /&gt;- O que, Senhor?&lt;br /&gt;Ele a beija, dado a proximidade, enche a boca de uva, quase queima seus cabelos e propõe algo como quem conversa com uma criança e oferece um brinquedo pela chupeta.&lt;br /&gt;- Meu amor, olha só. Eu sei que tira de couro é muito, entendo que cabelo é coisa séria e mais ainda que unha de mulher não cresce logo, mas... (afasta-se e enche o peito como um vendedor em praça pública), eu posso trocar tudo isso por um banho de fogo. É! Sempre quis ver uma mulher pegando fogo (não dá espaço para ela falar e segue). Faremos assim: eu te encho de álcool, lanço a vela e logo depois eu ligo a mangueira com água. Nem vai te queimar. O que acha?&lt;br /&gt;Ela pensa que aquilo não pode ser verdade. Passa a mão nos cabelos, sente o fogo queimando sua pele, passa as mãos rapidamente no braço e sente a sedosidade deixada pelos sabonetes.&lt;br /&gt;Não, ela não sabe o que responder. E quando a sua confusão mental atinge o ápice, Ele joga tudo para o alto e a conforta: - Calma, Jezebel, eu hein! Estou brincando, pô.&lt;br /&gt;Qual uma pessoa que acabara de receber um espírito, Ele muda da água para o vinho.&lt;br /&gt;- Pára com isso, vai. Quer ir embora, mesmo?&lt;br /&gt;Ela pensa, sorri, vê o papel de bobo da corte que acabou de fazer e sorrindo começa a chorar com força e descompasso.&lt;br /&gt;Ele compadece. – Ah, não Jezebel! Tá chorando porque acha que eu a mandarei embora? Que isso, boba. Você pode ficar, é minha convidada.&lt;br /&gt;A abraça bem apertado, ela chora mais ainda.&lt;br /&gt;Ele olha dentro dos olhos dela. – Acabou... essa parte acabou. Por que chora?&lt;br /&gt;Ela é irônica e tenta mostrar que está tudo bem com sua resposta.&lt;br /&gt;- Eu gosto de chorar, Senhor, é quase um fetiche. Esquenta não.&lt;br /&gt;- Pois é... (ele compra a brincadeira), uma tia minha dizia que só chorava quando não dava para sorrir. Mas, porra, ela não conseguia sorrir nunca.&lt;br /&gt;Ambos caem na gargalhada e Ele a abraça com força.&lt;br /&gt;Passados alguns minutos abraçados, Ele mostra um banheiro ao lado de onde estão. Pede que ela tome um banho de cinco minutos e volte com o vestido que está lá dentro.&lt;br /&gt;Ela pula da maca, sorri, olha para Ele, sorri de novo.&lt;br /&gt;- Posso perguntar uma coisa, Senhor?&lt;br /&gt;- Se falar besteira voltamos para o jogo.&lt;br /&gt;- Como o Senhor consegue ser tão sádico?&lt;br /&gt;- Eu?! A sádica aqui é você, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela sai sorrindo e falando sozinha, que tem somente cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já eram mais de nove horas da noite quando aquela sessão ininterrupta de tortura, banhos, torturas findara.&lt;br /&gt;Ela volta linda do banheiro. Vestido, maquiagem, salto altíssimo.&lt;br /&gt;Um vestido longo, rendado, transparente, creme com verde. Ao descrever pode parecer estranho, mas era lindo. O corpo de Jezebel estava sedoso, ela gostou do vestido.&lt;br /&gt;O usou com prazer e estava admirando-o.&lt;br /&gt;Andou alguns passos, chegou até Ele e com Ele logo estava “na sala” ao lado.&lt;br /&gt;Diferente da sala de banho, ali havia pouca luz. Muitas sobras.&lt;br /&gt;Uma sala ampla, com uma mesa grande. Madeira nobre, vidro, luz de velas com lustres de cristais. A música era um jazz que tocava fundo, bem ao fundo.&lt;br /&gt;Ela se impressionou com tamanho luxo. Uma mesa impecavelmente posta. Mas quem a arrumou?&lt;br /&gt;O fato de, visivelmente ter mais alguém ali a incomodava. Até a mesa podia ser impressão, mas a mesa tão bem posta, e o Senhor não ter saído de perto dela, deixava claro que tinha mais alguém ali.&lt;br /&gt;Quando ela ia sentar-se, Ele pediu que deixasse a pele tocar o estofado da cadeira. Algo comum no meio, mas ela ficou visivelmente constrangida.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel... Deixe sua pele tocar a pele da cadeira que se segura o corpo.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MMaQktKBI/AAAAAAAAABM/RFqnPJuUOVY/s1600-h/ATYAAADZRi81ErQBkEwZuCmeaIxGZu9emykiIY_eWRdlnivJgp4abKzH43a4tp9PK5JZ9QclhfqqrOkvWAIDMFgDFByYAJtU9VCk9mZGFYRUjBnENyCdNgKt0cq_yw.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432199220804003858" src="http://4.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2MMaQktKBI/AAAAAAAAABM/RFqnPJuUOVY/s320/ATYAAADZRi81ErQBkEwZuCmeaIxGZu9emykiIY_eWRdlnivJgp4abKzH43a4tp9PK5JZ9QclhfqqrOkvWAIDMFgDFByYAJtU9VCk9mZGFYRUjBnENyCdNgKt0cq_yw.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 320px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 235px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela não segurou a língua e foi direta.&lt;br /&gt;- Senhor, tem mais alguém aqui?&lt;br /&gt;Ela tremia em sua voz, O olhava firme, Ele sorria.&lt;br /&gt;- Sim, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela solta o ombro em alívio, mas não durou muito, pois Ele continuou:&lt;br /&gt;- Tem todas as personas que habitam a mim e a você.&lt;br /&gt;- Não é disso que falo Senhor...&lt;br /&gt;Ela é interrompida:&lt;br /&gt;- Vamos comer, não quero que esfrie, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela se arruma para comer quando sente a cane levantar seu vestido. Pelo vidro da mesa pode ver que era uma vara fina mas firme o suficiente para agüentar todo aquele pano.&lt;br /&gt;Olhava para Ele, comia, sentia a cane e molhava. Ela gostava daquele jogo.&lt;br /&gt;- É Jezebel... Tem muitos Senhores que mandam submissas comerem em vasilhas, no chão.&lt;br /&gt;- O Senhor quer que eu vá para o chão?&lt;br /&gt;- Se quisesse teria mandado, não?&lt;br /&gt;- Sim, Senhor. Teria, Senhor.&lt;br /&gt;O jantar foi sem novidades. Comeram e conversaram por curtos 70 minutos.&lt;br /&gt;Jezebel ainda comia quando Ele levantou discretamente, colocou uma coleira nela e a puxou para se levantar.&lt;br /&gt;Ela levou um susto, levantou de pronto.&lt;br /&gt;- Todas as vezes que eu levantar, todos se levantam.&lt;br /&gt;Ela não conseguia falar, com os olhos arregalados apenas maneou a cabeça.&lt;br /&gt;Foi levada ao pequeno tanque.&lt;br /&gt;Recebeu a ordem de escovar os dentes e quando abaixou para pegar escovas recebeu um pacote em seu rosto e o comando para abrir.&lt;br /&gt;Era uma escova usada em cachorro e um creme dental de baixíssima qualidade e péssimo sabor. Ou era de cachorro ou era medicinal. Não podia ser comum.&lt;br /&gt;A salada, o peixe, as torradas quase voltaram.&lt;br /&gt;Enquanto escovava, Ele batia em sua bunda com as mãos. Chegou a levantar seu vestido, mas somente olhou e bateu mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana? - durante a semana volto para revisar e ilustrar.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-66039964039911543?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/66039964039911543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_11.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/66039964039911543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/66039964039911543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_11.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 004]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XHzgaDaLPIs/S2ML8B6ngHI/AAAAAAAAABE/GWasmZ3iqHU/s72-c/10_03_2008_0328942001205108264_helmut_newton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-2380168897179796525</id><published>2009-12-03T23:58:00.001-02:00</published><updated>2010-03-05T11:15:40.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 003]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 003]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhlF0wvysI/AAAAAAAAAOY/UNjDoGaD40o/s1600-h/estatua_pensativa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhlF0wvysI/AAAAAAAAAOY/UNjDoGaD40o/s640/estatua_pensativa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pensava, refletia. Quero dizer, buscava pensar, tentava refletir. Sua mente era confusa demais, estava confusa demais para elaborar o novo, seu signo do zodíaco dizia que ela era uma pessoa que não elaborava, resolvia tudo no impulso. Era o fogo do momento.&lt;br /&gt;Vindo de dentro do corredor, um forte som de sino empurra a todos naquela imensa porta. Jezebel assusta-se e dá uma salto para trás, Dom Demétrius nem se mexe. Olha para ela, assiste a seu salto, olha para dentro, dá um leve sorriso como quem sabia o que havia e faz seu derradeiro discurso:&lt;br /&gt;- A grande hora chega, Jezebel. Não a mandarei entrar, não me responsabilizarei por seus atos e nem fomentarei o seu prazer.&lt;br /&gt;É agora, ou fica ou saí.&lt;br /&gt;- Eu não dou conta. Eu saio, Senhor e peço que entenda a...&lt;br /&gt;Quando ela ia concluir seu discurso Ele a interrompe.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, se fica tem tudo. Conversa, discurso e argumentações, se sai sai sem nada, não precisa nem mesmo justificar sua ida. Por favor, se vai, não se demore.&lt;br /&gt;Ela levanta sua cabeça, olha dentro dos olhos Dele, o ar era um misto de raiva, sentimento de não acolhida, afinal ela só queria conversar para ter um pouco mais de segurança, indignação.&lt;br /&gt;O ódio lhe subiu à cabeça e Jezebel teve vontade de cuspir na cara Daquele homem, mas não o fez. Uma força a impedia de chegar mais próximo que um metro dele, sua boca trincou de uma forma tão inusitada que nem ela entendeu. Talvez fosse melhor.&lt;br /&gt;Ela virou-se, olhou-O mais uma vez. Queria que Ele a resgatasse do limbo de sua atitude, queria que Ele respondesse por ela. Ele não o fez, em verdade nem mesmo se moveu. A viu ir porque aquela era Sua posição inicial.&lt;br /&gt;Alguns muitos passos e ela estava na esquina. Olhou para trás mais uma vez. Ele estava mexendo no pulso, talvez no relógio e não a viu olhar.&lt;br /&gt;Uma enxurrada de sentimentos e emoções tomou conta daquela mulher. Seu corpo tremia, suas pernas bambeavam, sua cabeça parecia explodir, seu coração disparava, seu peito doía, suas mãos suavam, sua espinha mesclava calor, muito calor, e frio, muito frio, sua roupa estava ensopada. Ela correu. Mais de cem metros e estava jogando-se no carro. Um lugar familiar...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhmL_-8S0I/AAAAAAAAAOg/0S0rly7CA84/s1600-h/texto+3+choro+carro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhmL_-8S0I/AAAAAAAAAOg/0S0rly7CA84/s320/texto+3+choro+carro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ali, presa ao volante, pernas soltas, bolsa ao lado ela desfez seus grãos de emoção, qual uma tempestade no deserto ela soltou-se grão por grão, todos ao mesmo tempo. O sol ainda estava alto, mas iniciava seu procedimento de descida.&lt;br /&gt;No carro ela se encontrou com ela. Teve vontade de ligar para um ou outro, mas o que dizer? – Sai com um sádico e não tive coragem de visitar sua masmorra?&lt;br /&gt;Se isso fosse dito para alguém de fora do meio, ela seria taxada de louca, desequilibrada e ainda teria que contar toda a história.&lt;br /&gt;Se isso fosse dito para alguém de dentro do meio, ela seria taxada de louca, desequilibrada e ainda teria que contar toda a história e... explicar como ela, tão renomada, tão forte, tão especial abriu mão de um dos maiores nomes do meio. Ele é o sonho de consumo de 9 entre cada dez submissas, ela O teve, bem ali e – frouxa – correu.&lt;br /&gt;Ali. Ela chorava, pensava no mundo muito mais que em si, não pensava nas possibilidades, mas pensava em como Dom Demétrius foi injusto. Não custava nada conversar um pouco. Ela precisava de conversa! Como um Dominador tão experiente pode deixar passar algo tão básico? Recuperando o fôlego ela pensa em como puní-lo. O que poderia dizer nas listas, nos chats, nos grupos para mostrar a todos quem é esse pseudo-Senhor que se diz Dominador, quando na verdade é um frustrado que só quer usar e abusar de submissas.&lt;br /&gt;Ele veria com quantos paus se faz uma canoa!!!&lt;br /&gt;Feito isso, pensado isso, ela enxuga o rosto, recupera o fluxo de respiração, centra suas ideias e com a ideia de vingança se maquia, arruma os cabelos e liga o carro para partir.&lt;br /&gt;Junto com as luzes padrão do carro, o rádio liga e o CD do Chico volta a tocar. Uma música ainda está em seus primeiros acordes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="505" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ElZ_Q348atI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ElZ_Q348atI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="505"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Teresinha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Composição: Chico Buarque/Maria Bethânia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro me chegou como quem vem do florista&lt;br /&gt;Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista&lt;br /&gt;Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha&lt;br /&gt;Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha&lt;br /&gt;Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração&lt;br /&gt;Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo me chegou como quem chega do bar&lt;br /&gt;Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar&lt;br /&gt;Indagou o meu passado e cheirou minha comida&lt;br /&gt;Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida&lt;br /&gt;Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração&lt;br /&gt;Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro me chegou como quem chega do nada&lt;br /&gt;Ele não me trouxe nada também nada perguntou&lt;br /&gt;Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer&lt;br /&gt;Se deitou na minha cama e me chama de mulher&lt;br /&gt;Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não&lt;br /&gt;Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música a hipnotizou, não conseguiu dar a partida em seu bólico, não conseguiu dar a partida em si mesma. Travou a mulher, travou a submissa, travou Jezebel.&lt;br /&gt;Durante a música ela chorou uva-passa, teve corizas de carvalho com pimenta e viu um céu mudar de cor. Do azul límpido passou por um vermelho-constatação e chegou a um negro-noite-lúcida-porém-misteriosa. Mito!&lt;br /&gt;Tudo passou por sua mente e se há dois minutos atrás ela o odiava, agora sentia que precisava voltar para ao menos pedir desculpas, afinal Ele a acolheu, foi cortês, ofereceu sua masmorra, não a obrigou a entrar, pelo contrário, deixou a parte dela nas mãos dela.&lt;br /&gt;Ele foi sábio, ela foi ignorante. O jogo era Dele, em sendo submissa ela não teria o direito de querer se impor, de querer contrapor, de querer.&lt;br /&gt;Sua mente girava mais que núcleo de furacão. Em verdade, não girava na base. Ali era neutro, girava no alto e, por descuido, talvez, levou tudo. Até o que não devia levar. Talvez.&lt;br /&gt;Desligou tudo, desceu do carro correndo, um sapato lhe saiu do pé, mas qual Cinderela não tem tempo de voltar e pegá-lo.&lt;br /&gt;Ao virar para o corredor de onde estava a porta vê que Dom Demétrius está no mesmo lugar, na mesma posição.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Sxhp30ejkNI/AAAAAAAAAOw/09O2wd2JXl4/s1600-h/lamia-on-her-knees.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Sxhp30ejkNI/AAAAAAAAAOw/09O2wd2JXl4/s320/lamia-on-her-knees.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ela, no primeiro instante, se alegra o peito com rosas colombianas, diminui o passo e ao chegar na frente Dele, se joga de joelhos, coloca as duas palmas das mãos para cima, enfia sua cabeça entre as pernas, coloca seu quadril bem para o alto e chorando pede desculpas.&lt;br /&gt;- Por favor, Senhor, me desculpe. Fui imatura, infantil ao não reconhecer sua autoridade. Vim pedir desculpas, pois eu não deveria ter saído daquele jeito.&lt;br /&gt;Ele a olha por cima, volta a conferir o relógio e sorrindo faz seu discurso andando. Ao que parece faz uma revista. A mesma que faria o futuro proprietário de um animal qualquer.&lt;br /&gt;- Veio pedir desculpas, ou pedir para entrar, Jezebel?&lt;br /&gt;Ela fica muda.&lt;br /&gt;- Já ficou muda tempo demais, Jezebel. A noite caiu e as bestas serão soltas para protegerem o terreno. Nem eu as controlo. Ou entramos ou saímos. Me responda, por favor.&lt;br /&gt;Ela não entende nada, mas um frio passa por sua espinha, a bela posição só é bela, a deixa incomodada, não somente o físico, mas igualmente a mente. Sem dúvidas ela queria impressionar, e sem outras dúvidas, Ele não ficara impressionado. Sua frieza era realmente Sua.&lt;br /&gt;- Senhor, eu queria conversar, preciso conversar.&lt;br /&gt;- Quando verá que o jogo é Meu e não seu, Jezebel? Aqui o tempo e o espaço são modos manipulados por mim, em meu mundo eu sou Deus e Diabo, sou plebe e corte, sou Rei e súdito, sou vento e poesia, sou o palácio e o cortejo, as cores e os vendavais. Sou sol, lua e noite. Não quero e não serei dia. Nunca, Jezebel e creia: o meu nunca pode ser nunca, hoje ou mesmo amanhã e os meus hojes e amanhãs podem nunca ser. Tudo é Meu e nada será seu. E ainda se orgulhará por, ao Meu lado, não ter nada, uma vez que somente Eu tenho tudo.&lt;br /&gt;Ele fala isso e dá um tapa tão forte em sua bunda que ela quase cai. Aquilo foi o suficiente para a alma de mulher ser sacudida e a alma submissa descer para agradecer o a última oferenda e encomendar mais uma em qualquer encruzilhada.&lt;br /&gt;- Se tudo que está a vista é Seu, quem sou eu para não seguir o rio da verdade?&lt;br /&gt;- Você é a mina da vaidade. Constante até o momento em que um posseiro qualquer te canaliza para a cocheira e passa a dar de beber somente aos bois.&lt;br /&gt;- Sim, Senhor, sou o que sua visão diz que sou.&lt;br /&gt;Claro que tudo aquilo não passava de um jogo de poder. Ele não acreditava nas palavras dela, ela buscava um meio de derrubar os discursos Dele. Esse era o prazer dos desencontrados até o encontro final.&lt;br /&gt;Ele, sem dar atenção a fala dela, segue seu discurso.&lt;br /&gt;- É Jezebel... 43 minutos é muito tempo para reconhecer a grandeza de um Imperador. Sim, por direito e conquista sou o Imperador de mim mesmo, Aquele que é Dono e Senhor de tudo que pode ser visto.&lt;br /&gt;Mas a esperei, sabia que seria frouxa demais para entrar de pronto e esperta demais para ir embora ao primeiro sinal do sino. Outras foram, outras entraram, nenhuma ao primeiro convite.&lt;br /&gt;Levam-te Jezebel de Bourbon Caspp!&lt;br /&gt;Ela levanta confusa, pois saber o seu nome era aceitável, mas sabê-lo todo? Sem contar a arrogância de saber todos os seus passos. Ela quase morre e Ele se diverte?! Ele sabia o que ia acontecer a todo instante, ela foi a tola.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhqNrbMJ5I/AAAAAAAAAO4/e2ofMSMshgs/s1600-h/texto+3+confusa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhqNrbMJ5I/AAAAAAAAAO4/e2ofMSMshgs/s640/texto+3+confusa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já de pé, Ele faz mais uma revista.&lt;br /&gt;- Jezebel, perguntarei mais uma única vez. Não quero demora na resposta, não quero nada além de um sim ou não e em caso de não quero que se vire, entre no seu carro e se vá. Fui claro, Jezebel?&lt;br /&gt;- Muito claro, Senhor.&lt;br /&gt;- Jezebel, você quer entrar?&lt;br /&gt;- Quero sim Senhor.&lt;br /&gt;- Então entre, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela congelou. Até ali a leitura que ela fizera era que, diante de um sim, Ele faria um discurso e a mandaria entrar, mas Ele não era linear, não existia padrão, não existiam padrões.&lt;br /&gt;Ela respira fundo, entra, Ele a empurra, ela dá alguns passos e assusta-se com o forte barulho que a porta fez ao ser fechada. Mas por quem, se Ele estava exatamente ao seu lado?&lt;br /&gt;Tudo escurece, Ele segura firme em seu braço para que ela não saia correndo, não surte e fala manso – acalme-se e logo seremos luz.&lt;br /&gt;Aos poucos as luzes vão aumentando, parece um dimmer, um controlador. Bem devagar ela vê que o corredor é mais extenso do que se via lá de fora.&lt;br /&gt;Ao ouvir um sino vindo bem de longe e bem fraco Ele a solta e pede que caminhe.&lt;br /&gt;Ela percebe as paredes úmidas, frias, cor de bege, bege de pele de árabe queimado de sol e deserto, de bege, de bege rosa, de bege marrom, de bege vermelho, avermelhado e até de um bege bege.&lt;br /&gt;O piso erra irregular, feito de pedras e blocos. Horas pedras, horas blocos.&lt;br /&gt;Não houve conversa. E nem dava para, afinal tudo era ao mesmo tempo assustador e encantador.&lt;br /&gt;Ela percebeu algumas leves curvas, algumas leves inclinações. Seu senso de direção era bom, mas não conseguia notar que estava passando por baixo daquela casa enorme, passando por baixo da rua que estavam e seguiam para baixo daquele terreno que estava na frente da casa onde entrou. O terreno vazio e muito bem cuidado era o topo da masmorra em que ela seria usada.&lt;br /&gt;Ela percebe que o corredor tem largura irregular, percebe que foi feito de uma forma que só é possível ver 15 metros por vez, ao final disso a arquitetura sofre alguma mudança que impossibilita a visão.&lt;br /&gt;Uma volta e dão de frente para duas portas de ferro pesado e enferrujado. Uma bem grande, larga e alta, uma de um metro e meio, estreita e com alguns detalhes em alto relevo.&lt;br /&gt;Ambos param.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhpzK-w7yI/AAAAAAAAAOo/im_0b6mperw/s1600-h/texto+3+porta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhpzK-w7yI/AAAAAAAAAOo/im_0b6mperw/s320/texto+3+porta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A porta imensa se abre sozinha, o que a faz acreditar que realmente há mais alguém ali, a pequena se mantém fechada. Como estava.&lt;br /&gt;- Abra a porta, Jezebel.&lt;br /&gt;- Essa Senhor. Ela estava nervosa.&lt;br /&gt;- Não, Jezebel, pode abrir esse aqui que já esta aberta. Ela abaixa a cabeça e faz um esforço sobre humano para abrir a porta.&lt;br /&gt;- Não é força, Jezebel, é vontade. Tenha vontade de entrar e ela se abrirá.&lt;br /&gt;- Mas eu estou com vontade de entrar, Senhor.&lt;br /&gt;- Se estivesse ela se abriria.&lt;br /&gt;Ela abaixa a cabeça mais uma vez e ao se apoiar na porta, ela se abre e ela e arremessa da para dentro.&lt;br /&gt;Ele entra pela maior.&lt;br /&gt;Ela levanta sua cabeça e fica encantada com o que vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinco grandes salões. A divisão é visual, os símbolos são muitos, os aparelhos de todos os tipos. No centro dois grandes círculos fazem um 8 símbolo do infinito. Nas paredes armaduras, quadros, armários imensos, em madeira escura, lindas cristaleiras guardam de tudo um pouco.&lt;br /&gt;Ele para ao lado dela, pede que ela se levante e observa a vontade. Ela olha a tudo sem se mover, se assusta ao ouvir o fechar da porta, não tem coragem para virar e ver quem fecha.&lt;br /&gt;Os brilhos são variados, coisas em dourado, prateado, vermelho, azuis, verdes, esmaltes de todas as cores, esmaltados de todos os formatos.&lt;br /&gt;- Aqui, Jezebel, trago o mundo para perto de mim. Tenho tudo de todo o mundo. Não falta nenhum continente.&lt;br /&gt;Ela o ouve, mas está fascinada demais para ouvi-lo. A iluminação é feita em lugares com lustres de cristal, em outros com velas e em outros tochas. Um encanto!&lt;br /&gt;Ela a leva para uma parede cheia de azulejos, para a uma distancia que ela não consegue ler o que está escrito nele. Percebe que as letras, cores e tamanhos são diferentes, mas não consegue ler.&lt;br /&gt;- Aqui assinam as que saem vivas de meu mundo. Elas colocam o que querem, do jeito que querem. &lt;br /&gt;Jezebel não se segura e dá um passo a frente. Ao ver os nomes não acredita. Pessoas nunca vistas, mas algumas até suas amigas. Como não avisaram que já haviam jogado com Aquele Senhor? Como?! &lt;br /&gt;Cantária... Fazia o tipo mosca-morta e já entrou aqui?! Ela pensava: eu que sempre me mostrei tão esperta quase fui embora e ela conseguiu entrar e... sair!!!&lt;br /&gt;Gomes? Ele joga com homens? Arrrggg Aquele viadinho é um entojo, mas percebi que de um tempo para cá é outra pessoa, tem sido mais ponderado, coerente e até mais eficaz em suas investidas. Será que isso é obra e graça desse Senhor?&lt;br /&gt;Viu mais nomes, viu mais pessoas.&lt;br /&gt;E poderia ver todos, um a um se não fosse o fato dEle puxá-la para o lado.&lt;br /&gt;Ela vê quadros com fundo branco e fios, pedaços de sujeiras, coisas que ela não consegue identificar.&lt;br /&gt;- Aqui ficam os restos de algumas pessoas. Umas me deram um pedaço de suas peles, outras o pedaço saiu com o chicote e eu os recolhi, outras, eu pedi suas unhas, seus restos e elas me deram.&lt;br /&gt;Jezebel treme e antes que pudesse pensar naquilo, Ele a puxa, mais uma vez para o lado.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Sxhq38trp2I/AAAAAAAAAPA/B5yktG1XFv0/s1600-h/texto+3+cabelos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Sxhq38trp2I/AAAAAAAAAPA/B5yktG1XFv0/s320/texto+3+cabelos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fios de cabelos em molduras. Em algumas muitos cabelos, em outras somente um fio, mas todas com fios. Crespos, lisos, alisados, tratados, naturais, fios. Muito quadros e seus respectivos códigos na base.&lt;br /&gt;- São cabelos, Jezebel. Algumas pessoas não se contentam com o quadro e me dão seus cabelos de presente. Gosto de tê-los em coleção.&lt;br /&gt;Quer me dar seus cabelos, Jezebel? Um fio, uma mexa, todo ele?&lt;br /&gt;Ela esfria, não sabe o que dizer, mas sente um enorme tesão ao pensar na possibilidade de ter algo seu naquela parede. Pediria a caneta grossa, azul e escreverei seu Nick em letra da fôrma para não restar dúvidas.&lt;br /&gt;Pensou mais um pouco, olhou para os quadros e sentiu algo quente subindo de si.&lt;br /&gt;- Mas seriam todos os cabelos ou somente uma mecha, Senhor?&lt;br /&gt;- Por que sempre tem uma pergunta, Jezebel? Por que sim ou não é tão difícil para você.&lt;br /&gt;Ele se mostra emburrado e a puxa para outro canto da masmorra.&lt;br /&gt;Lá havia um paredão semelhante a um banheiro. Ele pegou uma mangueira, pediu que ela ficasse no centro daquela parede e ordenou que tirasse sua roupa.&lt;br /&gt;Ela não sabia onde enfiar a cara. Mas como assim? Perguntava em sua mente.&lt;br /&gt;- Não repetirei, Jezebel. Tire sua roupa, por favor,&lt;br /&gt;Ela tremeu, não sabia para onde olhar, o que fazer, como fazer. Até aquele momento, com todos os Dominadores que jogou, tudo vinha em uma escala lógica. Dava para se preparar, dava para preparar o espírito. Com Aquele homem nada vinha em seqüência, nada era coerente, nada obedecia a um crescendo.&lt;br /&gt;Ela ficou tão vermelha quanto indecisa.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhsjpOPmYI/AAAAAAAAAPI/Fv2bFF2R3Vw/s1600-h/04.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhsjpOPmYI/AAAAAAAAAPI/Fv2bFF2R3Vw/s320/04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nessa hora um forte jato de água a pega desprevenida. Sua tamanha força a joga na parede de azulejos azuis, brancos, amarelos e totalmente desenhado. Parecia uma história de banho, mas ela não pensou naquilo. Assustou-se.&lt;br /&gt;A água a sufocou, mesmo na parede não parava de jorrar. Ele tinha o controle e rindo (muito) de seu desequilíbrio dizia - Outros, Jezebel diriam “jogue a trança Rapunzel!” eu digo “tire a roupa Jezebel” e cai em uma gargalhada que mais parecia de criança que de um homem maduro, um sádico de fato.&lt;br /&gt;Jezebel não teve vontade de chorar, teve vontade de pegar a mangueira das mãos daquele moleque e lhe dar uma boas sovas! Porém ainda que infantil, o filho de um rei, embora, menino, ainda é príncipe. Melhor atender e ver se aquilo acaba.&lt;br /&gt;Ela se vira para equilibrar-se e tirar a roupa.&lt;br /&gt;Vez e outra olhava para Ele, o jato estava mais fraco, mas os olhos Dele brilhavam, Ele usava a água para apontar e dizer o que queria que fosse tirado naquela hora.&lt;br /&gt;- Tire essa peça, Jezebel (e a água era direcionada para a tal peça).&lt;br /&gt;- Senhor, vou pegar um resfriado, Senhor.&lt;br /&gt;- Vai nada! Você é cuidada a base de leite de cabra, Jezebel. E essa água ainda está quente. Vai, vira de costas e tira essa peça aqui. E a água era usada como mão.&lt;br /&gt;Mão essa que alisava todo o corpo de Jezebel.&lt;br /&gt;Ela? Sentia-se humilhada em alguns momentos, desejada em outros e, na maioria das vezes, se taxava de louca por estar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-2380168897179796525?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/2380168897179796525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/2380168897179796525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/2380168897179796525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/12/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel – a insubmissa [Parte 003]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxhlF0wvysI/AAAAAAAAAOY/UNjDoGaD40o/s72-c/estatua_pensativa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-837047449651692123</id><published>2009-11-27T01:22:00.007-02:00</published><updated>2012-01-05T14:33:49.337-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa [Parte 002]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAZsXt0_vI/AAAAAAAAAMA/I2a2P4CbRPQ/s1600/paisagem2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAZsXt0_vI/AAAAAAAAAMA/I2a2P4CbRPQ/s640/paisagem2.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAZaz1MDnI/AAAAAAAAAL4/UHMFLSfemKo/s1600/24107.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAZaz1MDnI/AAAAAAAAAL4/UHMFLSfemKo/s320/24107.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Saíram de São Salvador, a cidade dos Orixás, passaram por Lauro de Freitas e logo Sauípe, e suas praias, um&amp;nbsp;presente aos olhos.&lt;br /&gt;No caminho ela ainda pensou em pedir para parar em shoppings, lojas e similares para comprar algo, mas optou por calar. Aquele Senhor era astuto e se precisasse comprar algo seguramente Ele diria.&lt;br /&gt;Apenas seguiu.&lt;br /&gt;O percurso entre Salvador e a Costa do Sauípe não demora&amp;nbsp;mais que quarenta e cinco minutos. Eles rodavam a duas horas.&lt;br /&gt;- Senhor, daqui para frente é Sauípe, é o Senhor quem tem que dizer para onde vamos.&lt;br /&gt;- Por favor, Jezebel, siga em frente.&lt;br /&gt;- Então não saímos da estrada, Senhor.&lt;br /&gt;- Se “em frente” for sair da estrada, saia, do contrário, se “em frente” for apenas seguir em frente, por favor, não saia da estrada.&lt;br /&gt;Nesses momentos ela sentia um certo distanciamento Dele, mas não conseguia identificar se era por jogo ou algo natural a Ele.&lt;br /&gt;Chegou a refletir se não estava diante de um psicopata que usava o termo&amp;nbsp;Dominador. Nessas horas seu corpo tremia, sua mente mandava voltar, seus pensamentos viravam um caos.&lt;br /&gt;No intimo, o cômodo vinha de sua tranqüilidade, segurança e total ausência de demonstração de não saber o que fazia.&lt;br /&gt;Conversaram, brincaram, sorriram, mas ainda assim Ele parecia distante, ausente. Era como se a conexão Dele fosse -&amp;nbsp;estivesse -&amp;nbsp;em outra esfera.&lt;br /&gt;Um homem que conseguia ler respiração, transpiração, olhar, gestos e até pensamentos. Isso era amedrontador. Ou será que ela quem somatizava tudo e dava-Lhe super poderes?&lt;br /&gt;Ainda assim, se existiam super poderes, existiria algo que os anulasse. Uma fraqueza que fosse. Ela daria uma lasca de seu couro para saber qual era a criptonita daquele super homem, ou qual a identidade secreta daquele Batman.&lt;br /&gt;- Por favor, diminua, Jezebel.&lt;br /&gt;Ela fora tirada de seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Encoste à direita.&lt;br /&gt;Era uma sequencia de algumas muitas lojas á beira da estrada, o estilo era de cidadezinha de uma rua só, design impecável, cores sem igual e algumas com bambus em suas portas.&lt;br /&gt;Segundo a crença local o bambu limpa o espírito.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAaMROlfaI/AAAAAAAAAMI/EA8WpDfsPss/s1600/Fachada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAaMROlfaI/AAAAAAAAAMI/EA8WpDfsPss/s320/Fachada.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;Ela estacionou, sem falar nada Ele desceu de um salto. Andou até a loja de número dois, entrou, saiu, entrou na de número quatro, saiu, entrou na cinco e saiu. Como em todas, com sacolas.&lt;/div&gt;Pelo tempo que permaneceu, tudo estava separado e pronto. Não daria tempo nem mesmo de pagar.&lt;br /&gt;Quando voltava para o carro, todas as lojas estavam com vendedoras em suas portas. Elas olhavam para Jezebel com curiosidade e para Aquele homem com uma certa intimidade. Ou seria desejo? Alegria por terem vendido uma boa quantia? Quem sabe não conta, quem conta é porque não sabe.&lt;br /&gt;Jezebel, uma compulsiva por controle notou e não segurou a língua. – Elas vieram se despedir do Senhor.&lt;br /&gt;- Sim, a elas não precisei ficar horas em chat, MSN e ligar com antecedência para tentar algo.&lt;br /&gt;Bastou, Jezebel irrita-se e não consegue esconder.&lt;br /&gt;- O Senhor é sempre tão seco, rígido e duro assim? Tem sempre uma resposta para tudo e nada o atinge? Tem emoção aí dentro? Ela estava vermelha, verde, rosa-manjericão e mais algumas cores do alfabeto.&lt;br /&gt;Ele se ajeita na cadeira, olha para os lados, se despede da trupe, olha para a frente e como se nada houvesse acontecido manda Jezebel seguir.&lt;br /&gt;- Segue, mulher que teu tempo é minha hora.&lt;br /&gt;A submissa engole a seco, indigna-se ainda mais, porém recobra o centro e segue sem questionar.&lt;br /&gt;Não percebe-se como, mas aquele homem tinha grande poder de persuasão sobre Jezebel. Nem mesmo ela se dava conta disso e talvez esse descuido podia lhe sair caro mais a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos se passaram sem que as palavras fossem verbalizadas. &lt;br /&gt;Jezebel sentia próximo seu destino.&lt;br /&gt;Dom Demétrius olhava para o nada, vez e outra sorria visivelmente e isso intrigava Jezebel, mas o que fazer? Perguntar? O Dom havia se mostrado intolerante a perguntas e rápido nas respostas ferinas. Melhor apenas pensar. Melhor apenas morrer de tanto pensar.&lt;br /&gt;O sol era um algoz e mesmo com ar condicionado sua força se fazia presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, entre no próximo condomínio, Jezebel.&lt;br /&gt;- A direita ou a esquerda, Senhor.&lt;br /&gt;- No próximo, independendo do lado que esteja esse próximo. Aparentemente a resposta pararia por ali, mas Ele rigidamente e visivelmente irritado seguiu: - Quando desenvolverá o entendimento de que obedecer é somente obedecer? Quem comanda dificilmente dá menos informação do que o necessário. Cabe ao comandado entender que é só obedecer, seu papel é aquele. &lt;br /&gt;- Eu entendo Senhor, mas estou dirigindo e preciso me preparar caso a entrada seja do outro lado.&lt;br /&gt;- Oras, sábia, astuta, perspicaz e inteligente submissa (fala com ironia), sendo eu o comandante, não seria comum, se fosse do outro lado, o comando ser “se prepare para entrar do outro lado”, Jezebel?&lt;br /&gt;- Sim, Senhor. O Senhor tem razão.&lt;br /&gt;- Acredite, queria não tê-la. E o condomínio acabou de passar. Ele diz sorrindo. Ela desespera, enfia o pé no freio e grita. – Aí meu Deus!&lt;br /&gt;Ele cai na gargalhada - A primeira de muitas - diante da confusão mental e erros tão crassos daquela mulher que distante Dele dificilmente erra e nunca admite o erro alheio. Ela se contagia e sorri também, mas logo cai em choro compulsivo.&lt;br /&gt;- Calma Jezebel, eu sei que está emocionada por estar aqui. &lt;br /&gt;- Não Senhor, estou nervosa, sem saber o que fazer e menos ainda sem saber o que vai acontecer. Ela fala sem parar nem mesmo para respirar. – Sempre reclamei das submissas que vão sem planejar e eu estou fazendo o mesmo. Não avisei a ninguém do meio que vinha, cancelei compromissos importantes e estou a Sua mercê. Me comporto feito adolescente, erro qual mulher burra e sinceramente me desconheço. Ele a abraça, ela chora ainda mais.&lt;br /&gt;- Jezebel... Entendo o que diz e concordo com tudo. A solta e olha dentro de seus olhos. – Por outro lado, se fosse diferente não seria. O que faz agora é pagar o preço por estar comigo. Ou paga ou não está.&lt;br /&gt;Posso matá-la? Sem dúvidas que posso, mas que graça teria? Se posso vira-la do avesso, por que tiraria seu sopro de vida?&lt;br /&gt;Vem comigo, relaxa, vamos rir um monte e sofrer um monte que a vida é feita disso. Uma gota de felicidade para cada três temporais de algo que entendemos e interpretamos como infelicidade. E quer saber da melhor? Adoramos tudo isso! História alegre não vira Best Seller se não tiver muito sofrimento no meio. Vem comigo e aprenda a fazer milagres. Mutar sem vergonhice em filosofia de vida.&lt;br /&gt;Ela cai na gargalhada e completa: - Louca! Eu sou louca! Quero isso!!! Muito! Quero!&lt;br /&gt;Ele sorri e pede para que ela dê ré até a entrada do condomínio. &lt;br /&gt;Uns vinte metros para trás e eles estão na cancela. O segurança, estranhamente, não olha para o motorista e sim para o carona e a um manear de cabeça, abre a cancela sem titubear.&lt;br /&gt;Jezebel estava pronta para pegar documentos, dar espaço para o segurança falar com o Senhor e se perdeu ao ver a facilidade e sincronismo de tudo. O carro sai trôpego. Ambos riem.&lt;br /&gt;Já um pouco acostumada com aquele Senhor, ela segue em frente. Rindo explica muito mais pensando em voz alta que realmente explicando.&lt;br /&gt;- Jezebel, nada foi dito, logo siga em frente. Um comandante nunca fala demais, se nada foi dito, siga em frente, Jezebel.&lt;br /&gt;Ele sorri e alegremente a trata feito um cão. – Muito bem, Jezebel, muito bem! Viu como meia dúzia de broncas curam até o mais doente dos dementes?&lt;br /&gt;Ele fecha o rosto. – Esperava uma piada onde ambos fossemos rir. Tentou puxar o humor para o seu lado.&lt;br /&gt;- Sempre espere piadas em que Eu ria, Jezebel. A próxima rua a direita, a última casa, por favor.&lt;br /&gt;Ela não falou nada.&lt;br /&gt;O condomínio tinha apenas três ruas. A de entrada, uma a direita, outra a esquerda. Parecia um T e ao final de cada rua havia uma praça tão grande e bela quanto as casas.&lt;br /&gt;O condomínio parecia vazio.&lt;br /&gt;Um luxo só.&lt;br /&gt;Umas vinte casas imensas no estilo Ville Du Florence Vitoriana, sem cercas em suas varandas, com vasto jardim a sua frente. Pé direito duplo, colunas largas, muito vidro e as poucas cores que surgiam eram claras, quando muito pastéis. A pintura não parecia pintura. Tudo era muito natural. Coisa de outro mundo.&lt;br /&gt;Um luxo de impressionar e ofuscar qualquer tentativa de qualquer outra investida que não fosse tão imponente quanto.&lt;br /&gt;Na rua solicitada as casas eram ainda maiores, mais largas. Estava claro que aquela rua era do crème de la crème daquele local.&lt;br /&gt;Jezebel, sempre acostumada ao luxo, não se impressionaria, mas impressionou. Não tinha como ser diferente. Não comentou uma só palavra, mas seus olhos brilhavam diante de algo tão imponente.&lt;br /&gt;A última casa daquela rua seguia o padrão das outras, mas de alguma forma parecia maior, parecia mais imponente. Combinação de cores? Adornos? Posição?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAbCG4HvcI/AAAAAAAAAMQ/CPSEsl2hS_A/s1600/455594.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAbCG4HvcI/AAAAAAAAAMQ/CPSEsl2hS_A/s320/455594.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na frente dela havia um terreno vazio, por isso era a última.&lt;br /&gt;Quando ela ia subir a rampa que dava acesso a enorme porta principal a garagem se abriu. Ela não fez nada, Ele não fez nada. A garagem se abriu.&lt;br /&gt;Ela olhou para Ele e diante de uma confirmação com a cabeça entrou.&lt;br /&gt;O corredor era largo, suas paredes feitas com cerca viva. Tão verde, tão brilhante que inibia. O perfume daquelas flores invadiam mesmo com o carro totalmente fechado. A cada rolar de rodas ela sentia que entrava em um outro universo.&lt;br /&gt;Cento e oitenta e dois metros lineares de muro, de casa. Algo pouco visto.&lt;br /&gt;Ao final, um espaço ainda maior. Uma mistura de jardim, campo, espaço livre. Difícil explicar, difícil entender.&lt;br /&gt;Ele desce rápido e pede para ela descer. Quando ela ia pegar a bolsa Ele diz que nada do que está ali ela precisará. Óbvio que ela pensa no telefone, mas nada diz.&lt;br /&gt;- Vem.&lt;br /&gt;Dito isso Ele passa para o corredor oposto da casa. Largo, muito largo para pessoas, mas pequeno para passar um carro como o dela. Outra cerca viva, outra espécie de planta, verde do piso às paredes.&lt;br /&gt;Alguns muitos passos e Ele pára de frente para uma porta enorme no tamanho, altura e largura. Um vidro amarelado, côncavo, diferente.&lt;br /&gt;- Quer entrar Jezebel? Ele pergunta olhando-a. Ela apenas move a cabeça em confirmação. Ele não faz nada e a porta se abre.&lt;br /&gt;Mesmo de cabeça baixa ela notou que não foi Ele a abrir a porta, ao levantar a cabeça não viu quem podia ser. Entendeu que não estavam sozinhos.&lt;br /&gt;O que estava por trás da porta era um corredor de teto arredondado, ricamente ilustrado e que assemelhava-se ao teto de igrejas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAo04gh1PI/AAAAAAAAAMY/iHjey5630pQ/s1600/subterraneos-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAo04gh1PI/AAAAAAAAAMY/iHjey5630pQ/s320/subterraneos-1.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quando houve a total abertura da porta uma forte energia saiu dali. Ela não sentiu somente o vento a mexer em seus cabelos, pareciam fantasmas a lhe averiguar todo o corpo. Sua espinha gelou, seus olhos ficaram turvos, sua lente quase perde o contato. Arrepio!&lt;br /&gt;As paredes eram altas, um pedaço de madeira, outro de cimento rústico. Um pedaço com quadros assustadoramente lindos, impressionistas que mostravam a dor, cenas de uso de escravos, de pessoas, de coisas e animais. O bizarro estava ali, mas mostrado de uma forma tão artística que não causava nojo, asco. Incitava o prazer. Outro pedaço com armaduras de várias épocas, estilos, partes do mundo, espadas de todos os argumentos já existentes, todas com marcas de luta, restos escuros que podiam ser sangue. Acessórios que ela nunca vira. Facas com marcas visíveis de uso, cordas que já foram claras, mas estavam escuras. Coisas, muitas coisas.&lt;br /&gt;Ela tremeu. Congelou. Não sabia o que responder. Aquele lugar entrara nela e a atordoava mais que ópio. Sua coluna estava rígida, uma tremedeira nunca sentida antes. Jezebel sempre buscou cenas em que fosse subjugada e, até então, só achava aquelas em que encenava por fora e duvidava, até mesmo de si, por dentro.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxApCAFnUoI/AAAAAAAAAMg/lLyWHM7uxJc/s1600/1000imagensCA7FRRJ1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxApCAFnUoI/AAAAAAAAAMg/lLyWHM7uxJc/s320/1000imagensCA7FRRJ1.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Diante de sua estatuação Ele quebra o gelo. Voz calma, Ele já não era mais a mesmo, seu olhar era negro, seus cabelos voavam mesmo sem vento. Ele não pisava no chão. Estava mais alto do que já era, seu brilho era uma capa de segurança surreal e ar de algo ainda não visto.&lt;br /&gt;- Olha... não precisa entrar. Aqui pode ser o lugar onde nascerá, mas o nascimento implica em morte, então é o lugar que também morrerá.&lt;br /&gt;Não posso obrigá-la a entrar, o primeiro passo deve ser seu, mas uma vez que pise nesse corredor, estará autorizando-me a usá-la como quiser.&lt;br /&gt;Lá dentro o certo e o errado o são segundo conceitos meus e podem ser manipulados segundo minha vontade.&lt;br /&gt;O corredor é longo, a vida é curta e, se eu estivesse no seu lugar, sinceramente, não entraria.&lt;br /&gt;E aí, Jezebel, vai voltar e passar o resto da vida pensando em como poderia ser se entrasse ou vai entrar e enfrentar seus monstros, seus bichos, seus primais?&lt;br /&gt;Eu não entraria. Não mesmo.&lt;br /&gt;Sua voz oscilava de uma forma que parecia o canto de uma sereia, o vibrar de uma gueixa, o gargalhar de uma pomba-gira, o tilintar compulsivo de um vampiro.&lt;br /&gt;Ela era toda pavor. Se olhasse para Ele via seu pavor refletido em Seus olhos. Se olhasse para o corredor algo a seduzia, chamava e ao mesmo tempo implorava para ela não entrar. Ela sentia presenças ali. Pensou em morte, sua mente se permitiu viajar. Foram necessários apenas - e somente - alguns poucos segundos para ela juntar todas as peças do quebra-cabeça. A chegada, o jeito soturno, o ar de psicopata, as respostas tão precisas e rápidas, mas breves, o farto conhecimento acerca do caminho, a aparente intimidade com as meninas das lojas, o mistério natural. Sim, Ele era um psicopata rico e poderoso. Ela não sairia viva dali!&lt;br /&gt;Claro, entrar seria loucura, mas não entrar poderia ser algo sem sentido, afinal Ele estava ali, ela estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAqhodATyI/AAAAAAAAAMo/t3y_HfdnLH0/s1600/1000imagensCAELOV1V.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAqhodATyI/AAAAAAAAAMo/t3y_HfdnLH0/s640/1000imagensCAELOV1V.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De um salto lembrou que, mesmo Ele sendo conhecido no meio ninguém que o serviu estava no meio para contar a história. Será que Ele as matava?&lt;br /&gt;Jezebel era um liquidificador de pensamentos, a porta era uma árvore com frutos maduros, belos e aparentemente saborosos, mas alta e com uma visível e incontestável placa em neon: Pegue, mas pague o preço.&lt;br /&gt;Só que em nenhum lugar estava escrito qual era o preço.&lt;br /&gt;A frente dela um Mercador astuto que não dava margens para muitas negociações, tinha um sorriso de carrasco, o mesmo que sempre usa um capuz tão grande que não conseguimos ver seu sorriso, apenas sentimos. Um algoz sem alma e disposto a tudo por 48 horas de jogo, um viciado, compulsivo.&lt;br /&gt;Será que Ele saberia a hora de parar? Será que existia a intenção de parar?&lt;br /&gt;Sua mente tinha dores de tanto pensar.&lt;br /&gt;Mas será que Ele esperaria todo esse pensar?&lt;br /&gt;Filmes passavam, perguntas surgiam sem respostas e Ele, a sua frente esperava uma posição dela.&lt;br /&gt;- Jezebel? Ele a chama de volta aquele momento.&lt;br /&gt;Ela não respondeu, mas olhou-O dentro dos olhos.&lt;br /&gt;- Esta sol, a hora passa e eu não ficarei todo o final de tarde aqui. Não a obrigo a entrar, mas precisa decidir se entra ou sai.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAqy593tlI/AAAAAAAAAMw/ZcZazY38j48/s1600/lagrima1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAqy593tlI/AAAAAAAAAMw/ZcZazY38j48/s200/lagrima1.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Jezebel o olhou, uma lágrima escorre de seu rosto. Não foram duas. Somente uma desceu. Visivelmente percorreu seu rosto. Da maça ao queixo. Com uma força incomum a gota de lágrima caiu em seu busto, molhou seu vestido. Ela abaixou a cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-837047449651692123?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/837047449651692123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_27.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/837047449651692123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/837047449651692123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa_27.html' title='Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa [Parte 002]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SxAZsXt0_vI/AAAAAAAAAMA/I2a2P4CbRPQ/s72-c/paisagem2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-6212307630845605633</id><published>2009-11-20T10:43:00.004-02:00</published><updated>2012-01-05T12:10:35.914-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dom Demétrius'/><title type='text'>Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa [Parte 001]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Antes precisamos entender como tudo começou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um mês que se falavam. A ousada submissa o abordou em uma sala de chat. Sua liturgia era impecável, suas falas – precisas! – e sua postura fascinavam até o menos litúrgico dos Dons.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwOcykz2rI/AAAAAAAAAKA/wQRdw1Y4znY/s1600/6.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwOcykz2rI/AAAAAAAAAKA/wQRdw1Y4znY/s400/6.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Na primeira semana ela foi com tudo para cima de Dom Demétrius, enviou todos os dados possíveis, cabíveis e até os inimagináveis.&lt;br /&gt;Ele não precisou pedir nada. Ela, sabedora de suas funções, fez tudo como leu – e mandou – seu figurino. Dentro dos conformes, como diriam no passado.&lt;br /&gt;Para ele foi bom, pois seu trabalho resumiu-se a observar.&lt;br /&gt;Na primeira semana ela foi com tudo para cima do Dom, apresentou seus poucos limites, sua disponibilidade e a lista de Dominadores que já serviu, o motivo da dispensa e quanto tempo passou sem um e outro.&lt;br /&gt;Seus dados eram precisos, seu português irrepreensível, seus e-mails? De muitas páginas. Suas observações, embora coerentes, sempre cercada de preconceito e julgo. Ela era a melhor em tudo. Seu respeitado cargo público não deixava margens para argumentações, afinal quando entrou eram quatro mil candidatos para uma vaga. Ela passou em primeiro, sozinha. 89 pontos quando o segundo melhor colocado conseguira 72. Ela lembra, e fala em qualquer oportunidade, disso até hoje. Conhecia o sujeito. Um fraco de físico que concentrou todas as suas forças no intelecto. Esqueceu do emocional e era chacota por onde passava. Ela conhecia e sabia da história de todos. Afinal sua melhor persona era a de amiga do peito. Real, sincera e acolhedora confidente. Até porque se o problema fosse dinheiro ela resolvia independente do valor. Claro que, com jeitinho, falava a todos depois.&lt;br /&gt;Na primeira semana ela foi com tudo para cima de Dom Demétrius.&lt;br /&gt;Só não agendou jogo porque queria sentir-se mais desejada.&lt;br /&gt;O caríssimo e experimentado Dominador não se mexia. E nem precisava, na primeira semana ela foi com tudo para cima do Dom! Ele não precisou fazer nada. Ainda assim, vez e outra, se assustava com alguns comportamentos e falas daquela mulher.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwVfmbhMZI/AAAAAAAAAKI/DkJKw0QvyoE/s1600/alvo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwVfmbhMZI/AAAAAAAAAKI/DkJKw0QvyoE/s200/alvo.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Louca? Desequilibrada? Demétrius preferia pensar que era uma pessoa de bem com a vida, calejada de tanto repetir padrões e por isso ia com tudo para cima de seus alvos-Dominantes.&lt;br /&gt;Mas ele não cedeu. Como todo bom observador, apenas olhou, ouviu e – quando dava – sorriu.&lt;br /&gt;Passado uma semana toda aquela impulsividade com total ausência de uma resposta a altura, em igual tom, passou. Senhor Dom Demétrius passou a ser chamado apenas de sr (assim, em minúscula e sem ponto. A mesma abreviação de risos na internet).&lt;br /&gt;Mas ele gostava daquele perfil e acreditou que poderia se divertir bastante ao averiguar, in loco, o que aquela baiana tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sexta-feira 13 e o telefone dela recebe uma mensagem às 10:23 da manhã: Estou no aeroporto de Salvador, por favor esteja disponível, na praça X, NºY, para me levar à Costa do Sauípe às 16 horas e ficar o final de semana lá comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwVubxc16I/AAAAAAAAAKQ/hOqEkRyt3lc/s1600/2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwVubxc16I/AAAAAAAAAKQ/hOqEkRyt3lc/s320/2.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se para desenhar o perfil dela precisei de uma página para o dele, preciso apenas de um espaço de linha: Sádico, Dominador, Libertino, Filho de puta com puto.&lt;br /&gt;E não necessariamente nessa ordem. A que o leitor desejar, Lhe cairá bem, afinal o mundo tem poucos Demétrius e menos ainda com um perfil tão diretamente desenha. Nanquim com sangue e bico de pena.&lt;br /&gt;Ela recebeu a mensagem, se assustou. Não soube o que fazer, ligou para todas as submissas num raio de dez milhões de quilômetros. Com elas, o chamou de louco, disse que não responderia, mas ao acabar de falar com a submissa de número 321, ligou para Ele.&lt;br /&gt;Claro, Ele nem deu bola para o celular. Estava ligado, ela ligava compulsivamente, Ele via todas as ligações, mas não atendeu nenhuma. Ria por dentro ao ver o desespero daquele rato de laboratório em um labirinto de papelão. Explorava todos os cantos em busca de um saída. Naquele exercício não havia cheiro de queijo, circulação de ar, piso com textura diferenciada. Era tudo tão igual que o diferente não seria notado. Não ali, não com Ele.&lt;br /&gt;Ela ainda chegou a ligar para alguns Dominadores afim de pedir orientação, nenhum, ao saber que se tratava de Dom Demétrius quis dar opinião. Salvo um. Dom Deméntius. Ele desequilibradamente não temia (leia-se respeitava) ninguém e não precisou ouvir toda a história para, cuspindo ao falar compulsivamente, soltar seu julgo padrão:&lt;br /&gt;- Uma porra que Dominador manda mensagem de celular para submissa sem marcar jogo! É um corno! Deve ser mais um desses brochas do meio que não tem disposição para arrumar mulher e fica comendo submissa. Olha: não vai! Deixa esse viadinho esperando para ele ver que é você quem manda, minha filha. Se ao menos fosse eu, vai lá, porra! Mas esse bostinha do Demétrius é um brocha mesmo. Quer ir, vai, mas se prepara que ouvi dizer que ele nem trepar trepa! A esposa – ela interrompe perguntando se Demétrius é casado, pois ouvira dizer que não e ele segue se contradizendo – Se é casado eu não sei, sei que é corno. E manso! Sei não, mas até ouvi dizer que ele gosta de pegar em pau de submisso... Sei não...&lt;br /&gt;A submissa desligou consciente de que Deméntius era muito bom para passar informação, mas nem sempre sabia do que falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Swwc4ugjxnI/AAAAAAAAAKY/thELyNBKFL8/s1600/beleza-010-makecarro-01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Swwc4ugjxnI/AAAAAAAAAKY/thELyNBKFL8/s200/beleza-010-makecarro-01.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Às 16 horas ela estava nervosa, aflita, desesperada. Não houve tempo de se arrumar, não houve tempo de se maquiar. Ela foi. Jeans, camiseta e sem mala. O intuito era conversar com Dom Demétrius e combinar uma outra data, falavam a um mês, mas nunca haviam se visto. Nem por cam. Como ela o reconheceria?&lt;br /&gt;Durante todo o percurso tentou, em vão, ligar para Ele. Pensou em desistir mil vezes, pensou em não ir. Mas algo dentro de si, talvez a postura tão segura que Ele empregava, a fez ir.&lt;br /&gt;Estacionou, milagrosamente, em frente ao citado número. Um dos melhores restaurantes da fina flor soteropolitana.&lt;br /&gt;Ficou parada na frente do restaurante, ligou. Ligou de novo, até que um homem de tez clara, alto, bem vestido, barba capitão do mar, bate seguida e suavemente, assustando-a, no vidro da porta do carona de seu carro. Era Ele?&lt;br /&gt;Ela não tinha como saber, mas suas pernas sim. Tremiam.&lt;br /&gt;Ela destravou a porta e Ele entrou de um salto. Ela saltou. Seu coração disparou, o suor, algo que lhe era raro, verteu qual rio, sua maquiagem pouca virou uma sufocante máscara, ela não sabia o que dizer.&lt;br /&gt;Aquele homem de olhar maduro, seguro e fixo a olhou dentro dos olhos como quem procura algo, como quem entra para procurar algo. Ela não conseguiu falar, Ele não precisou falar.&lt;br /&gt;Ao sorrir seus dentes eram alinhados, amarelados pelo uso de cigarro, charuto e vinho.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwdfrN00qI/AAAAAAAAAKg/mRfbV5Ihjd0/s1600/4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwdfrN00qI/AAAAAAAAAKg/mRfbV5Ihjd0/s400/4.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Siga, por favor, Jezebel.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Era seu nome verdadeiro. Ela nunca havia dado-o a ninguém do meio. Não gostava dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Se assustou e mil coisas passaram em sua mente naquele instante. Alguns pouco segundos são mais que suficientes para que horas passem qual uma tsunami em nossas mentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Mesmo trêmula a experiente submissa conseguiu forças para iniciar um diálogo sem sair do lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Senhor, por favor, podemos falar antes? É que eu tenh..&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Antes dela acabar de falar, Ele interrompe. Sua voz era grave, mas harmoniosa, seu ritmo tinha a mescla de um canto gregoriano com ópera rock. Algo incomum e difícil de visualizar, mas encantador ao ouvir. Basta uma canção para a paixão fluir e o vicio de querer ouvir se instalar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Por favor, siga, Jezebel.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela olhou dentro de seus olhos, queria bufar, gritar e até surtar, mas sua resposta com o olhar firme e sereno a fez voltar-se para a frente, girar a chave do carro, engatar a primeira e se atrapalhar na simples manobra de sair da vaga. Quase bateu no carro a sua frente, no que estava em sua traseira no que vinha pela rua. Uma fatídica sequência de erros que demonstravam o tamanho de seu nervosismo. Ele não se abalou, nada comentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Sentou como um arrogante Rei senta em seu imponente trono, olhou para a frente e como se nada, além Dele, existisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Dez minutos em silêncio. Os pensamentos da submissa rodavam qual banana, leite e aveia em liquidificador de lanchonete. Não dava para ver nada, ouvia-se um ensurdecedor barulho e o que antes eram ingredientes isolados passavam pela mutação da alta rotação e viravam um só. Uma vitamina densa, revigorante e poderosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Aquela mulher de fala farta nunca teve dúvidas de que poderia falar por até dez horas ininterruptamente, já o fizera em treinamento, o que jamais havia imaginado era que conseguiria ficar calada por dez minutos. E ficou. Tensa, apreensiva, suando, tremendo, dirigindo sem nenhuma habilidade, colocando a vida de todos em risco, mas... ao fim, se sentia morta, morrendo. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Não agüentou o silêncio e, tocando um botão de seu moderno carro, ligou o rádio. Media forças? Testava limites? Quem sabe?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Dom Demétrius não falou uma só palavra e a música seguiu por mais dez minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Num repente a submissa pergunta com voz embargada vinda de uma garganta seca: - O Senhor quer que eu troque de estação, Senhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele não a olha, sorri e sorrindo, mas firme, mas com a mesma voz de encantador de serpente (que são surdas) ele responde secamente: - Jezebel... não me pediu para ligar, por que tem que me pedir para controlar? O ligar, sem pedir, já foi uma forma de pegar o controle para si, afinal se eu quisesse rádio, o teria ligado, vi onde estão os&amp;nbsp;botões. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela tremeu. Não entendeu se aquele leve sorriso de canto de boca era ironia, sarcasmo, grosseria ou Dominação. Ou tudo. Ela tremeu toda.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Não soube o que responder, se enfureceu, ficou vermelha e quando movimentou o braço para desligar o rádio pensou. Refletiu, congelou e, sem saber o que fazer, pediu desculpas com uma voz quase inaudível.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Desculpe&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Desculpe, Jezebel, eu não entendi. Pode repetir, por favor?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele era de uma educação pouco vista, sua fala saía natural, firme e em cadência de quem não fazia posse, aquele era o seu natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Desculpe, Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwweeTNjgAI/AAAAAAAAAKo/pxoElWVScRY/s1600/5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwweeTNjgAI/AAAAAAAAAKo/pxoElWVScRY/s320/5.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;Ela abaixa a cabeça, fixa nas ruas e segue.&lt;/div&gt;Ele responde sorridente e relaxado como quem quer dar colo. &lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Relaxa, Jê, o clima está chato mesmo. Um calor infernal, não falamos nada e o rádio ajuda a descontrair.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela não comprou, mas ainda assim não se segurou:&lt;/div&gt;- Quer que eu desligue o rádio, Senhor?&lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Eu prefiro, afinal ouvir seus pensamentos é melhor que qualquer música.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;No íntimo, ela sentiu-se invadida. Tremeu e percebeu que estava ao lado de um jogador à altura. Precisava rever as estratégias.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;O rádio não foi desligado. Ele não cobrou, ela entrou em si e deixou tudo que estava fora, ficar fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Não agüentou ficar lá dentro mais que dois minutos. Voltou como quem volta do caminho da morte: Com uma forte puxada de ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Senhor! Estamos andando em círculos, podemos conversar?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Estamos sim, sobre o que quer falar, submissa?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;O ser chamada de submissa a remete&amp;nbsp;à sua condição. A esquecida quando recebeu o título de super-sub. Deixou de ser submissa para ser a mentora de um bando de ienas que riam sem saber porque.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela pensou, ficou um pequeno tempo olhando o trânsito, agindo como quem busca uma rua que está próxima.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Eu, infelizmente, não tenho controle sobre a minha vida, Senhor. Não trouxe mala, não consegui organizar a minha vida para estar com o Senhor por todo o final de semana. Se o Senhor não se importar, podemos parar em algum lugar e conversar um pouco e depois eu ir para casa?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Me importo sim, Jezebel. Você, em seu terceiro mail, falou que estava disposta, disponível e à disposição para me servir.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Quando Ele deu uma pausa para respirar, ela pegou o gancho e fez retórica.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Sim, eu estava Senhor, mas é preciso&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Antes que ela acabasse, sereno e muito firme Ele interrompe.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Quem disse que acabei e a deixei falar? Por favor, eu falo. Quando for a sua vez, aviso. Obrigado!&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Suas frases sempre findavam em “por favor”, “obrigado”, “pois não”. Dificilmente de outra forma.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Vendo-a sem ação, Ele continuou.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Veja, Jezebel, eu não brinco de Dominar. Por uma semana, me infernizou se ofertando, quando perguntei por sua disponibilidade, disse que era senhora de sua vida, ainda sorriu ao dizer que era submissa por opção, pois a vida havia lhe dado total condições de ser uma bela e independente Dominadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Depois de uma semana, vendo que eu não correspondia tanto deu uma esfriada, abriu mão da mulher arrogante que se apresentava como submissa e veio como submissa e mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;A vi ali e aqui estou. Ou honre o que foi dito durante um mês em longos e-mails ou encosta na próxima esquina que eu descerei.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Não há um outro caminho, ou está a meu serviço e comigo vem, ou está a seu serviço e sozinha vai.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele estava sério, seu olhar a olhava fixamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;A esquina chegou, o carro não parou e diante de seu olhar em aguardo de resposta, ela abre a boca para falar. A voz era de uma mulher decidida, irritada, visivelmente frustrada por haver perdido o controle da situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Mas Senhor, minha vida particular é importante. Eu tenho meus compromissos, não trouxe mala.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Mas submissa, isso aqui não é uma empresa de patrocínio em que se escolhe até onde e como ir, ou entra&amp;nbsp;com tudo, ou não me interessa estar em partes. Sendo a poderosa que se diz ser, tem o poder de cancelar qualquer compromisso em nome de um final de semana comigo. A mala é dispensável por dois motivos. 1. Podemos comprar o que for necessário no caminho, 2. Só um louco pinta um diamante. Vestir uma submissa é fazer exatamente isso, logo ficará a maior parte do tempo nua.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Reflita, Jezebel. Eu sinceramente não iria, afinal realmente não trouxe mala... Tem seus compromissos... Tem uma vida particular... Eu, educadamente, me pediria para descer e seguiria meu caminho, afinal o que se perde se ficar? Se for, o que se ganha?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele faz jogos com a cabeça, mas seu corpo fica fixo à cadeira do carona. No fundo Ele parecia se divertir com aquilo tudo. No fundo Ele sabia que o jogo, que antes era dela, aos poucos, se tornava Dele. Ambos sabiam que alguém poderia perder, que ambos poderiam ganhar e que aquele não era um jogo de jogatina onde um perde e outro ganha, era um jogo intelectual onde não havia perdedores e, independente da cartada, ambos sairiam mais ricos do que quando entraram.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Jezebel só respirava fundo, só pensava. Mesmo com o ar condicionado do carro a 15° sua mente fervia, seu corpo era uma fornalha de 1300°, a mesma temperatura necessária para fazer a espada de um samurai dobrando um bloco de ferro mil vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Pensou, pensou e como Ele não disse nada ela respira fundo e fala como quem pensa sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwhISGRi2I/AAAAAAAAAKw/D9wExUtg35E/s1600/sb10067596a-003.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwhISGRi2I/AAAAAAAAAKw/D9wExUtg35E/s320/sb10067596a-003.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Vamos lá! Eu encaro! Tem que ser assim?! Eu encaro! Eu vou! Seja o que Deus quiser! Não tem como ser tão ruim assim! Eu quero, eu vou! Pronto! Tá decidido! Eu vou! Eu Vou!&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela dispara e não percebe que se descontrola ao dizer a si mesma o que tem que ser feito. Só não percebe que aquele sereno Senhor, ao seu lado, é quem controla tudo, até seus atos mais impensados.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele a olha, ela se toca que está em aparente descontrole. Envergonha-se, respira e sorri com timidez. Ele estava dentro. A partir dali podia configurar, desconfigurar, reconfigurar e fazer o que mais quisesse. Pensariam outros.&lt;/div&gt;Ao retomar o controle de si, ela pergunta como quem nunca surtou. Serena, controlada, segura.&lt;br /&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Para onde vamos, Senhor?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele ignora o surto, não diz absolutamente nada sobre ele e responde olhando para a frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Por favor, Jezebel, para a Costa do Sauipe.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- O Senhor se importa se eu for fazendo algumas ligações para cancelar alguns compromissos &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- E se eu me importar?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela fica constrangida, mas responde sem titubear&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Olha, Senhor, eu preciso avisar o povo que contava comigo para fazer algumas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Se precisa ligar, é indiferente eu me importar ou não, submissa.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Me desculpe, mas para mim não é bem assim. Se o Senhor se importar eu ligo mais tarde, ligo do hotel, sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela não completa sua frase e Ele interrompe com uma pergunta que a desconserta.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Quem disse que vamos a um hotel?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela gelou ao perceber que havia perdido o controle mais uma vez. Aquela mão foi Dele. A mesa estava a favor Dele e sua boca era maior que seu cartão de crédito. Algo realmente descontrolado.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Não houve resposta externa, internamente ela fervia. Sentia raiva mesmo. A serenidade daquele homem beirava a indiferença e isso causava um estranho distanciamento. Ela se via no dia-a-dia com a mesma postura e ao mesmo tempo que aquilo a fascinava, pois em seu entendimento aquilo é segurança e poder, a afastava uma vez que frieza era sinônimo de rejeição. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Tudo que ela alcançou na vida foi justamente para evitar a rejeição. Ela precisava se sentir acolhida, necessária, fundamental, base e se dizia básica. Não era. Já vimos que não era.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Entre indignação e adoração ela seguiu muda. Com raiva, mas muda.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele não perguntou duas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;O rádio perdeu sintonia, o carro seguiu pela estrada, eles estavam ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela desligou o rádio, Ele o ligou de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Vamos ver que tipo de CD fica pronto em sua cedezeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Mexeu para lá, mexeu para cá. Parecia bem familiarizado com os controles do rádio.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Entrou um CD de Axémusic, Ele a olhou dentro dos olhos, ela não entendeu se o olhar foi de aprovação ou reprovação.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Mudou-se o CD antes dos acordes iniciais e os gritos de “Saí do chão”.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;O segundo CD era do Chico Buarque. Ao que parece Ele conhecia o CD e disse indo direto a música de número 13.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Esse é o seu hino nesse final de semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;A música era Geni e o Zeppelin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KZe40azecJo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KZe40azecJo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x402061&amp;color2=0x9461ca" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Sim, Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Sua voz era de quem não estava gostando da brincadeira, havia um “q” de falta de estímulo e um ar de tédio.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Perde-se o prazer pelo jogo? Quando só se perde, sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;A música entrou como uma faca, mas o efeito foi revigorante. Ao mesmo tempo que a música tocava Ele puxava seu vestido e fazia um bailar de dedos em suas bem tratadas, torneadas, sedosas coxas. Ela teve um misto de tesão e alegria. Seus dedos, apesar de grandes, bailavam qual criança na chuva. A letra não importou, o bailado agradou.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Até o segundo refrão.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Essa dama era Geni&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Mas não pode ser Geni&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Ela é feita pra apanhar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Ela é boa de cuspir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Ela dá pra qualquer um&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Maldita Geni&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #8e7cc3;"&gt;&lt;strong&gt;Maldita Geni pra qualquer um, maldita Geni.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border: currentColor; clear: both; text-align: left;"&gt;Nessa hora Ele pausou o rádio e sorridente soltou a pergunta:&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border: currentColor; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwqydbS9QI/AAAAAAAAAK4/oUf4TlbrqhQ/s1600/7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwqydbS9QI/AAAAAAAAAK4/oUf4TlbrqhQ/s320/7.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Quantas vezes, em sua vida, Jezebel, já foi Geni? Quantas vezes foi escolhida mesmo sendo a pior entre as piores?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela silencia. Não queria responder, queria pensar. Ele segue fomentando a fornalha de suas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Quantas vezes foi taxada de puta quando ainda era virgem? Quantas pedradas levou por estar em seu canto, Jezebel?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Sua cabeça se abaixa, seu coração dispara e a alegria de antes dá lugar a um pesar. O tempo, mesmo ensolarado, fica cinza dentro de si. Não há sol que faça aqueles dias serem de luz. &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele repete as mesmas perguntas. Ela olha para a estrada, ele olha no canto de seu olho direito, ela esfria. Não segura e chora.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Se assumiu Geni. Aceitou as pedras, assumiu ter prazer no guerreiro tão vistoso, tão temido e poderoso que era dela prisioneiro. Será que ela, com todos os seus segredos tão seus, teria seus caprichos?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;Tão cheirando a brilho e a cobre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;em&gt;Preferia amar com os bichos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele a olhava, pedindo para estacionar o carro, incentivava seu choro. – Bota para fora que não se chora para dentro!&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;E ela estacionou, e seu mundo desabou qual rio em chuva de verão, são as águas de março...&lt;br /&gt;Quando o choro diminuiu Ele a olhou dentro dos olhos, sem mover muitos músculos aumentou o rádio e a beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwsLCq9fVI/AAAAAAAAALA/t85p2VChqYU/s1600/Beijo+no+carro+de+Rubens+Gerchman.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwsLCq9fVI/AAAAAAAAALA/t85p2VChqYU/s320/Beijo+no+carro+de+Rubens+Gerchman.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Um beijo apaixonado, intenso, vivo. Suas bocas molharam, seus corpos suaram. Sinos? E porque não? Aquela mulher fresqueou ao sentir a boca de um homem buscando a sua. Palmas grandes, dedos longos e força! Seus cabelos recebiam um misto de massagem e puxões, seu cérebro interpretava aquilo como carinho e liberada adrenalina para o corpo. O mundo girava. A outra mão do homem reconhecia o corpo que seria seu, alisava, apertava. Do interno das coxas a nuca, passava pelos seios. Acredito que o sutien de bojo o desestimulou, pouco foi ali outras vezes naquelas gotas de eternidade. Ela visivelmente tremia diante daquele approach. O choro deu lugar a lágrimas de riso, ao ar de prazer que se fazia bailar em si.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ambos se queriam, ambos se permitiam e ela achou o sentido de estar ali. Era Ele!&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Tempos passados, tempos passando, o beijo finda com os olhares fixos em si. Se olhavam quando Ele quebrou a poesia do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;- Sendo eu um homem tão nobre, tão cheirando a brilho e a cobre, você vai preferir amar com os bichos, minha Geni?&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela abaixou a cabeça. Estava totalmente tomada, absorta. Não entendia o que ele falava, não se entendia.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ele olhou para o rádio, olhou para ela. Abaixou a música e ela entendeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwugIqrnPI/AAAAAAAAALI/-VY9QB0auYw/s1600/9.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwugIqrnPI/AAAAAAAAALI/-VY9QB0auYw/s320/9.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A viagem seguiu para a Costa do Sauipe com ele alisando suas coxas e fazendo-a perder a direção por algumas vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Vez e outra, ao ultrapassar um caminhoneiro, ele colocava seus seios à mostra e apertava a buzina para chamar a atenção. Seu carro era alto e não havia como o caminhoneiro ver, mas a buzina em resposta a deixava sem chão. Uma das coisas que havia dito é que não era exibicionista. Gostou do jogo, o acolheu, acatou sem pensar em aceitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Certa hora houve uma troca e o que antes eram os seios, passou a serem as coxas. Isso os caminhoneiros viam. Um ou outro aumentava a velocidade, colocando a vida de todos em risco, e os seguia por alguns metros mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;Ela havia se libertado?&lt;br /&gt;A conversa já era mais solta da parte dela, Ele perguntava amenidades sobre o meio, a vida comum, sobre as pessoas. Ela respondia cuidando do que falava, focando mais no que ouvia.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Swwuuu9KGII/AAAAAAAAALQ/2clGSLlboyM/s1600/10.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/Swwuuu9KGII/AAAAAAAAALQ/2clGSLlboyM/s200/10.jpg" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vez e outra uma reprimenda. Ela estava com Ele tão dentro que aquilo já não incomodava tanto. Pesava, pois em se autodenominando experiente, uma reprimenda, ainda que por apresentação de conceitos equivocados era de um peso enorme. Sobretudo se acrescido do peso daquele Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: currentColor;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua na próxima semana?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-6212307630845605633?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/6212307630845605633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6212307630845605633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6212307630845605633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/dom-demetrius-e-jezebel-insubmissa.html' title='Dom Demétrius e Jezebel - A insubmissa [Parte 001]'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SwwOcykz2rI/AAAAAAAAAKA/wQRdw1Y4znY/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6332319947641204358.post-6306721774709966980</id><published>2009-11-17T02:24:00.000-02:00</published><updated>2009-11-17T02:52:59.234-02:00</updated><title type='text'>A semente e a submissa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A semente e a submissa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Uma semente, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semente! Será que ela será uma grande e frondosa árvore, Senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pequena, desprotegida e frágil essa semente, Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou escondê-la sob a terra, amado. Assim ela poderá se proteger de sol e chuva até crescer forte e ser uma respeitável árvore. Ah, vou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias passarei aqui para regá-la, todas as vezes jogarei mais um pouquinho de terra e a protegerei, Senhor. Assim como Senhor me protege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então calado e admirando o amor de sua peça pela semente, o Senhor fala. Sorridente, mas sisudo. Firme, mas amável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vou dispensá-la, submissa. Se é assim que te cuido, não tem porque de estar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Senhor, não me dispense. Preciso de ti. A frágil submissa de voz mansa mostra desespero, arregala os olhos e agarra nas pernas daquele que a abastece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa de mim? Para que, mulher?! Para dar-lhe água em excesso e cobrir-lhe de terra? Não, submissa, a vida já faz isso o tempo todo. O que pensei que eu fizesse era, através de meu adestramento, te possibilitar um germinar de ideas, um crescer forte sem tanto medo da vida e um florescer consciente de que intempéries e outras mazelas a perturbarão, mas que, de modo algum, impedirão o seu crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passo horas falando-lhe o intuito é incentivar o sair debaixo da terra de seus medos e, à luz do dia, refletir sobre seus fantasmas, se fortalecer com a força do sol; à luz da noite fazer fotossíntese de toda essa energia e iluminar seus sonhos com mais esperanças que pessimismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando faço sessões contigo, quero adorar seu corpo, vislumbrar uma mente que cresce apesar das podas, que vai além mesmo com as pragas e que se fortalece na ausência de um jardineiro, no excesso de urina dos boêmios, que sobrevive ao possibilitar vida a pássaros e outros que pesam em teus galhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, me desculpe se errei ao cercear pensando em expandir. Agora saia de minhas terras, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor falou isso, jogou-lhe um punhado de terra e saiu. Se afastou chorando ao constatar que estava jogando terra em uma semente quando sua proposta era de possibilitar um germinar livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A submissa se colocou em um saco de muda e foi para uma praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #674ea7;"&gt;Szir GanoN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;em&gt;SP17119&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6332319947641204358-6306721774709966980?l=feitor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feitor.blogspot.com/feeds/6306721774709966980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/semente-e-submissa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6306721774709966980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6332319947641204358/posts/default/6306721774709966980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feitor.blogspot.com/2009/11/semente-e-submissa.html' title='A semente e a submissa'/><author><name>Szir GanoN</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01339690278765257793</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_MlxXVFg0vVw/SrAIjtjtq6I/AAAAAAAAAEY/0cFyM9mnnrU/S220/sirganon.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
